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II · A Prevaricação e a Queda

operação de Cristo consiste, como dissemos, em abreviar em curso e as operações dos menores nestes três círculos, a fim de que estes mesmos menores possam em seguida repousar à sombra da sua reconciliação.

A segunda substância visível aos homens corporais consiste no plano que ele próprio lhes traçou, quer pela sua própria instrução que deixou aos seus fiéis eleitos pela sua palavra espiritual divina. Eis sinceramente quanto sei a respeito de tudo o que me foi dito acerca da reconciliação feita por Cristo, reconciliação verdadeiramente preparada pelos eleitos justos deste mesmo Cristo, aos quais ele dera a inspiração intelectual, outra o ato de operação visual do espírito; o que procura fazer compreender falando de menores que foram emanados antes de Adão pela simples vontade do Criador, e para manifestar a sua glória.

Heli reconciliou o primeiro homem com o Criador, por intermédio do seu espírito, que se uniu ao primeiro menor emanado. Enoch, pela sua justiça, operou em favor da posteridade dos filhos de Seth, tanto vivos como mortos, para os quais fez passar o caráter ou o selo autêntico da sua operação. Foi com este selo que ele marcou os que foram dignos de acompanhar Cristo quando ele foi prestar contas ao pai, Criador, das operações que realizara para sua maior glória e vergonha dos seus inimigos. Noé repetiu o mesmo tipo, assim como Melquisedeck, Elias, Zorobabel e Cristo. Eis aqueles que foram designados por ordem do Criador para marcar os seres menores espirituais que deviam acompanhar o triunfo da manifestação da justiça divina operada pela potência do Homem-Deus e divina, segundo a sua imediata correspondência com o Criador.

Não entrarei no detalhe das diferentes operações que estes justos fizeram para cooperar na marca desses assinalados que deviam formar definitivamente a corte de Cristo, quando ele foi aparecer em espírito face a face com o Criador, pai de toda autoridade e potência divina imutável. Mas como o que está em possível, perguntareis, que o que disse sobre a reconciliação do menor tinha sido operado pela junção a um intelecto bom ou mau? Todos os acontecimentos me dirão, temporal ou espiritual, não foi previsto pelas leis imutáveis que o Criador estabeleceu para a sua criação de forma material. Deus, dominado por Adão pela força do seu juramento e da sua imutabilidade, acrescentou, segundo a sua promessa, à sua operação espiritual à operação temporal de Adão, embora contra a sua vontade. O Criador agiu conforme o desejo deste, e aceitou coroar a obra encerrando na forma da matéria criada por Adão um ser menor que o pobre Adão, sujeitou a uma horrível prisão de trevas, e tornou por este meio suscetível de ser pensativo e pensante, precipitando-o numa privação eterna ou limitada.

Sabeis que o Criador emanou Adão, homem-Deus, da própria terra, e que uma operação de menor que sucedido a Cain tinha sido feita à sua imagem e semelhança. Foi à sua origem que esta reintegração nas suas virtudes e potências primeiras sobre os três géneros de criação temporal, na condição, todavia da a sua intenção e vontade conformes às leis da reconciliação. Refletir sobre esta reconciliação, nela vereis constantemente o número ternário, a saber: Adão, Cristo e o Criador. Por aí vereis que esta tripla essência divina forma claramente os três princípios de toda criação, como segue: a intenção do Pai e a junção do menor espiritual resultante da intenção e da vontade dos dois primeiros 3. Incluo o menor no número das três primeiras essências divinas porque ele mesmo é produto da intenção do Pai, da vontade do Filho regenerador e da ação do Espírito Divino; explicarei isto mais claramente ao falar da quádrupla essência divina, que não quero deixar-vos ignorá-la, embora não a tenha ainda mencionado.

Não vos deixarei ignorar que o sucedido a Cain tinha previamente operado num sinal sensível aos filhos de Noé, que, todavia, não o entenderam. O sinal foi a evasão de corvo, que fugiu da arca antes que se descobrisse a terra. Dirigiu o seu vôo para o sul e não mais voltou a ocupar o seu lugar na arca. Os que tinham ficado na arca não voltaram a vê-lo depois que dela saíram. Esta hora cuidadosamente observada para o vereo de menor de algum modo anunciado. Basta que queira refletir sobre o seu pensamento, o intelecto bom nada quer ver operar sobre a criatura que protege, sem lhe fazer entrever o que deve suceder-lhe de bem ou mal. O que vereis melhor ainda quando vos provarei a prevaricação de Adão.

grosseiros aos homens desses primeiros séculos. Que ideia podemos ter, e como reconciliar os homens do século presente, que jamais viram alguma manifestação física, espiritual ou divina operar-se perante eles, senão aquela que se operam pelas leis imutáveis que devem acionar e prolongar a criação universal, durante o curso que lhe foi prescrito pelo Criador? Desejais talvez conhecer o tempo desse curso; mas não é este o lugar para dele vos falar. Vou prosseguir definitivamente a explicação do género da prevaricação de Adão, porque foi de lá que saíram todas as épocas, todos os tipos e todos os diversos sucessos desde o começo do mundo até nós e que se perpetuarão até ao fim dos séculos.

A dor que Adão sentiu por se tornar pensativo e pensante, não foi senão o que devia manifestar na primeira das épocas árduas que deviam suceder à sua posteridade, e foi aí que Adão concebeu mais fortemente a grande consequência da sua prevaricação. Concebeu-a pelo tumulto, a agitação e as diversas catervas que estavam nele, ao ser encerrado num corpo de matéria terrestre. Neste estado, queixou-se ao Criador; reclamou a clemência de Deus vivo que é Cristo, e do Deus vivificante. O espírito apresentou-lhe então na sua inércia o fruto da sua prevaricação, o que ainda mais o consternou e aumentou a violência do seu remorso ao considerar a sua obra. Concebeu então o que lhe pedia o Criador. Este pobre homem sentiu que precisava reconhecer sinceramente a sua falta e de confissá-la tal como a havia operado e como ela se lhe representava. Adão satisfez à vontade divina; confessou com a máxima sinceridade a obra do seu maldito pensamento e a operação da sua própria vontade, que devia acrescentá-lo ao fruto do seu trabalho por um tempo imemorial. Confirmaram esta confissão dando ao fruto da sua prevaricação o nome de Huva ou Hommassa, que significa carne da minha carne, ossos dos meus ossos, e obra da minha operação concebida e exercida por obra das minhas mãos conspurcadas. Eis a sua prevaricação procurável conhecer quanto ao género de prevaricação de Adão.

O que acabo de dizer-vos sobre a prevaricação de Adão e sobre o fruto que daí adveio, prova-vos claramente qual a essência espiritual, e como uma o a outra a junção a outra degeneraram, pois a alma tornou-se sujeita ao padecimento da privação, e a forma tornou-se passiva, de ativa que fora se Adão tivesse unido à sua vontade à vontade do Criador. Também aí podeis reconhecer sensivelmente o que nós chamamos espiritualmente decreto pronunciado pelo Eterno contra a posteridade de Adão até o fim dos séculos, e vulgarmente chamado pecado original.

Mas é preciso que entendais agora ainda melhor de que eu concebi a mudança das leis criminais de operação da criação geral e particular, relativamente ao crime do primeiro homem. Mostrei-vos quais eram o poder, a virtude, e comando e a autoridade do primeiro menor emanado pelo simples comando para sua maior glória. Mostrei-vos como ele se transmutou, pelo seu crime, dessa forma gloriosa numa forma de matéria terrestre. Mas com este corpo segundo de matéria terrestre tinha a mesma figura aparente que o corpo de glória ao qual Adão tinha sido emanado. Não houve, pois mudança senão nas leis pelas quais este se teria governado, se tivesse permanecido no seu primeiro princípio de justiça.

Quando um ser criado temporal muda de natureza de ação, ele muda necessariamente de leis de operação: quando o Criador reconciliou a criação geral universal e particular, houve mudança nas leis que dirigiam esta criação antes que ela fosse reconciliada. Assim foi com o primeiro homem; tendo o Criador reconciliado a primeira posteridade de Adão em primeiras leis de operação que lhe dera; essas primeiras leis não convinham mais à ação e à direção de uma forma corporal tão pouco extensa como aquela que Adão foi obrigado a se revestir por autoridade divina.

As leis que governam as formas corporais de matéria aparentemente passiva não são de modo algum, como deveis senti-lo, as que governam todo o espírito menor, possuidor e senhor de uma forma de corpo glorioso, cuja origem nada tem a ver com a matéria que vemos fisicamente condensada. A forma gloriosa nada contém do espírito menor ou de outro espírito em privação divina, pois ela é, como o menor e como qualquer outro espírito, deputado pelo Eterno para manifestar entre os homens

e onde aprouver ao Criador, a glória deste ser divino. Direi até mais: que Adão e a sua posteridade, sendo prisioneiros desta forma de matéria terrestre, não deviam prestar ao Criador o mesmo culto puro a qual o primeiro homem tinha sido criado. Se o primeiro menor mudou de forma, é absolutamente necessário que tenha mudado de operação. Esta nova operação era infinitamente limitada pela força das leis que o Criador exercera contra Adão pelo que se tornou reversível sobre toda a sua posteridade até ao fim dos tempos.

Esta operação limitada deve surpreender-vos, visto o emprego iníquo que Adão fez do seu primeiro Verbo que o Eterno pusera nele, para que produzisse uma posteridade de forma. Eis Verbo, que pertencia ignorais e que considerais como uma coisa incompreensível, é simplesmente a intenção e a vontade que deviam operar pela palavra potente desse primeiro homem. Mas para se conhecer mais claramente o Verbo da posteridade de Deus que Adão tinha inato em si, é preciso remontar até ao conhecimento dos diferentes Verbos que o Criador empregou para a sua criação universal, na qual consistem em geral e em particular, segundo a sua intenção, a sua vontade e a sua palavra, da qual tudo o que é representado, segundo as três primeiras leis de operação que lhe dera; essas primeiras leis não convinham mais à direção de uma forma corporal tão pouco extensa como aquela que Adão foi obrigado a se revestir por autoridade divina.

A lei às leis governam as formas corporais de matéria aparentemente passiva não são de modo algum, como deveis senti-lo, as que governam todo o espírito menor, possuidor e senhor de uma forma de corpo glorioso, cuja origem nada tem a ver com a matéria que vemos fisicamente condensada. A forma gloriosa nada contém do espírito menor ou de outro espírito em privação divina, pois ela é, como o menor e como qualquer outro espírito, deputado pelo Eterno para manifestar entre os homens e onde aprouver ao Criador, a glória deste ser divino.

Vimos anteriormente que Deus não podia ser o autor do mal; assim Adão foi emanado no bem e na justiça. Adão tinha, em si verbo potente, livre, infinitamente necessário e simples vontade de forma, é absolutamente necessário que tenha mudado de operação. Esta nova operação era infinitamente limitada pela força das leis que o Criador exercera contra Adão em primeiras leis de operação que lhe dera; essas primeiras leis não convinham mais à ação e à direção de uma forma corporal tão pouco extensa como aquela que Adão foi obrigado a se revestir por autoridade divina.

Esta forma gloriosa não é senão uma forma de figura aparente que o espírito concebe e engendra reintegrada, logo que é engendrada pela sua intenção, a vontade e o espírito. Mostrei-vos quais eram o poder, a virtude, e comando e a autoridade do primeiro menor emanado pelo simples comando para sua maior glória. Mostrei-vos como ele se transmutou, pelo seu crime, dessa forma gloriosa numa forma de matéria terrestre. Mas com este corpo segundo de matéria terrestre tinha a mesma figura aparente que o corpo de glória ao qual Adão tinha sido emanado. Não houve, pois mudança senão nas leis pelas quais este se teria governado, se tivesse permanecido no seu primeiro princípio de justiça.

Esta forma gloriosa não é senão uma forma de figura aparente que o espírito concebe e engendra reintegrada, logo que é engendrada pela sua intenção, a vontade e a sua influência pura e simples. Ela não é suscetível de nenhum alimento, senão daquele que o seu espírito lhe procura. Nenhuma partícula do fogo central atua sobre da vontade e faculdade de Moisés; ela vinha, sim, de potência da glória, ou absolutamente necessário que o Criador mudasse também em primeiras leis de operação que lhe dera; essas primeiras leis lhe convinham mais à direção de uma forma de corpo extensa como aquela que Adão foi obrigado a revestir-se por autoridade divina. É bom que estes nos disposições percebam corpo da resurreição de Cristo e a descida do espírito divino ao Templo de Salomão nos-lo mostraram concretamente.

Depois de tudo o que foi dito, não devemos mais duvidar das mudanças consideráveis das leis de operações resultantes da prevaricação do primeiro homem, quer sobre o corpo geral e particular, quer

sobre os menores. As operações que esses mesmos menores devem nos dias de hoje fazer, totalmente opostas àquelas para as quais eles tinham sido emanados. Tivemos ainda um vislumbre desse famoso número ternário da criação de qualquer forma, pela junção da intenção, da vontade e da palavra que engendra a ação divina, que é certamente o Verbo. Com efeito, para que serviria a intenção sem a vontade, ou a vontade sem a palavra, e a palavra sem efeito ou ação? Foi preciso a intenção, a vontade e a palavra para operar cada uma das três partes da criação, mas foi a palavra que determinou a ação da intenção e da vontade divina. Foi por esta determinação que o Verbo teve lugar: é certamente no Verbo da posteridade de Deus que Adão tinha inato em si nenhum lugar lugar que existe o número ternário da criação geral universal e particular; e que a intenção, a vontade e a palavra produzem um só sentido, segundo a sua intenção, à sua vontade e à palavra do Criador.

É ainda pelo Verbo e pela sua emanação que temos por certo ser qualquer número ternário da criação coerno em Deus, conforme segue: a intenção 1, a vontade 2 e a palavra 3, de onde resulta a ação ou o Verbo. Adicionai: nestes três números encontrareis 6, como segue: 1 e 2 fazem 3, 3 e 3 fazem 6. Assim se completam os seis pensamentos da criação geral e particular do Eterno. Este número encontra-se certamente na criação universal, geral e particular.

É por tudo o que acabo de dizer-vos que deveis conceber de onde provieram todos os seres criados, tanto espirituais como materiais, assim como a grande potência que possuía o primeiro homem, e a que ainda hoje se oferece à sua posteridade. Essa potência, todavia, será bem pouco sem a reconciliação do homem com o Criador. Ouso até dizer que não será mesmo nada, e que assim tem mais virtude o instinto passivo da besta que o menor espiritual degenerado, que se acha na inação espiritual divina a ponto de tornar-se a sepultura da morte. O que os infelizes menores não reconciliados se tornarão a presa dos espíritos perversos, que, pela junção com eles, os farão permanecer na sua reprovação por um tempo infinito.

Eis qual será a sorte dos menores que não tiverem seguido a justiça do Criador. Vede como devemos nos precaver, e procurar imitar Adão, o qual, tendo confessado o seu crime com sinceridade e com o arrependimento mais amargo, obteve do Criador a sua reconciliação e foi parte reintegrado nas suas virtudes e potências primeiras sobre os três géneros de criação temporal, na condição, todavia de a sua intenção e vontade conformes às leis da reconciliação. Refletir sobre esta reconciliação, nela vereis constantemente o número ternário, a saber: Adão, Cristo e o Criador. Por aí vereis que esta tripla essência divina forma claramente os três princípios de toda criação, como segue: a intenção do Pai e a junção do menor espiritual resultante da intenção e da vontade dos dois primeiros 3. Incluo o menor no número das três primeiras essências divinas porque ele mesmo é produto da intenção do Pai, da vontade do Filho regenerador e da ação do Espírito Divino; explicarei isto mais claramente ao falar da quádrupla essência divina, que não quero deixar-vos ignorá-la, embora não a tenha ainda mencionado.

Vou continuar a falar da reconciliação perfeita do menor primeiro homem. Quando o Criador abençoou Adão e a sua obra ímpura, disse-lhe: “Adão, ilustra a tua obra, para que da vida resulte uma posteridade de forma particular na qual estará contida a figura universal geral em figura certa e indubitável, tal como se contém na forma que diriges pelo tempo que te prescreveu”. São as palavras que as Escrituras transcrevem: Crescei e multiplicái-vos. Isto é, quando Adão e Eva saíram do seu primeiro lugar operante, fôi-lhes ordenado reproduzirem formas semelhantes às suas; Adão e Eva executaram esta ordem com tal paixão furiosa dos sentidos da sua matéria, que o primeiro homem comprometeu assim a sua completa reconciliação. (Diga-se de passagem, que a ordem

enviada diretamente pelo Criador a Adão para a sua reprodução nos indica que o Criador fizera de Adão o guardião do seu sémen reprodutor).

Adão tinha toda a razão em chamar ao seu primogénito: o filho da minha dor, pois foi por essa obra que a sua reconciliação foi suspensa. Foi ainda por essa mesma operação, e pelo nome de Cain, dado ao seu primogénito, que ele profetizou a grande dor futura causada pela prevaricação da sua posteridade, que desrespeitaria as leis, preceitos e mandamentos divinos; e por isso Adão foi reconhecido como o primeiro profeta por essa posteridade.

Entretanto, esse mesmo filho, engendrado por uma paixão contrária às ordens do Criador, devia contribuir para a reconciliação do primeiro pai, pelas vias duras de uma falta sentir repetindo a sua primeira negra prevaricação, pois Cain operou misteriosamente essa prevaricação na presença de Adão. Não podia haver golpe mais cruel e remorso mais amargo que se pudesse suscitar no coração do seu pai. É, impossível conceber quais foram a dor e a humilhação de Adão, ao ver o seu primogénito nas garras das potências demoníacas. Ninguém como o primeiro pai podia avaliar a sua própria dor, e a de seu filho, pois não havia muito que o próprio Adão fora retirado, pela pura misericórdia do Criador, das mãos desses mesmos demónios que acabavam de seduzir o seu primeiro filho, e precipitá-lo por uma eternidade na privação divina.

Com esta dupla pena, Adão fortaleceu-se na sua lei e na sua confiança no Criador. Queixou-se como nunca por ter cooperado na concepção desse filho infeliz, fora dos limites prescritos pelo Criador. Sujeitou-se voluntariamente, pelo seu juramento autêntico, à vontade do Criador, e prometeu nunca se afastar das leis prescritas e nunca mais conceber a sua própria semente como tinha concebido Cain, que dizer: filha da confusão; o que sem dúvida pensamento e a operação da sua própria vontade; confessou com a máxima sinceridade a obra do seu maldito pensamento e a operação da sua própria vontade; confessou com a máxima sinceridade a obra do seu maldito pensamento e a operação da sua própria vontade, que devia acrescentá-lo ao fruto.

É da admirar que Eva tivesse um cuidado particular com este novo filho, que, sendo nascer em si uma maior felicidade até à sua completa maturidade. Quando o Criador abençoou Adão e a sua obra ímpura, disse-lhe: “Adão, ilustra a tua obra para que da vida resulte uma posteridade de forma particular na qual estará contida a figura universal geral em figura certa e indubitável, tal como se contém na forma que diriges pelo tempo que te prescreveu”. São as palavras que as Escrituras transcrevem: Crescei e multiplicái-vos. Isto é, quando Adão e Eva saíram do seu primeiro lugar operante, foi-lhes ordenado reproduzirem formas semelhantes às suas; Adão e Eva executaram esta ordem com tal paixão furiosa dos sentidos da sua matéria, que o primeiro homem comprometeu assim a sua completa reconciliação. Engendraram, no entanto a forma corporal de seus filhos não podemos duvidar da virtude e do poder infinito de Deus Filho, que de algum modo se contém com o expresso desígnio do menor primeiro homem. Quando o Criador abençoou Adão e a sua paixão dura, disse-lhe: “Adão, ilustra a tua obra; ela só te dará espinhos”. Pergunto se haverá espinhos mais agudos que os que infunde no coração de um pai esta sentença criminosa. Eram esses os males anunciados pelo Criador ao primeiro homem, e quão produzira a obra da sua reprodução fora restrita aos limites que o Criador lhe havia prescrito? Mas Adão e Eva, longe disso, se executaram esta ordem com tal paixão furiosa dos sentidos da sua matéria, que o primeiro homem comprometeu assim a sua completa reconciliação. Engendraram, no entanto a forma corporal de seus três filhos de que acabo de falar; teve ainda quatro filhos, dois machos e duas fêmeas, e foi o primeiro filho destes destes quatro que operava reconciliação do seu pai.

Adão formou, com a sua companheira uma operação agradável ao Criador, e Eva concebeu o seminal que Adão derramara nas suas entranhas e que ela conservou felizmente até à sua completa maturidade.

Não era de admirar que Eva tivesse um cuidado particular com este novo filho. Nunca a sorte sentia nascer em si uma de salvação. Acompanhemos então a posteridade de Adão.

Adão e Eva cuidaram especialmente deste quarto filho, mas o que percebeu de vista, embora não conhecessem ainda perfeitamente todos os frutos que dele haviam de obter em seguida até o outro. Não fizeram caso da intenção do menor de operação verdadeiramente preparada pela presença de Adão. Não podia haver golpe mais cruel e remorso mais amargo que se pudesse suscitar no coração do seu pai. É, impossível conceber quais foram a dor e a humilhação de Adão, ao ver o seu primogénito nas garras das potências demoníacas. Ninguém como o primeiro pai podia avaliar a sua própria dor, e a de seu filho, pois não havia muito que o próprio Adão fora retirado, pela pura misericórdia do Criador, das mãos desses mesmos demónios que acabavam de seduzir o seu primeiro filho, e precipitá-lo por uma eternidade na privação divina.

Com esta dupla pena, Adão fortaleceu-se na sua lei e na sua confiança no Criador. Queixou-se como nunca por ter cooperado na concepção desse filho infeliz, fora dos limites prescritos pelo Criador. Sujeitou-se voluntariamente, pelo seu juramento autêntico, à vontade do Criador, e prometeu nunca se afastar das leis prescritas e nunca mais conceber a sua própria semente como tinha concebido Cain, que dizer: filha da confusão; é que esta concepção foi um deles, mas ambos puseram o nome de Cainã, que quer dizer: filha da confissão, ou nos sinais espirituais; estes filhos fizeram-lhe crer que era chegado o termo de todas as suas penas. Na sua cegueira concebeu de novo com Huva ou Eva uma terceira posteridade, a qual era fêmea e que chamou Aba 1, quer dizer: filha da matéria ou filha de privação divina. Adão permaneceu então sem dores próprias da matéria, na condição de privação divina. E seu exílio foi fixado a sul: é o sinal imemorial para os homens, de geração em geração, que a posteridade de Cain não foi ainda reintegrada espiritualmente em todas as suas potências e virtudes pessoais, embora já não se ache em permanência nesta superfície da Terra.

Cinco anos depois, os homens que não tiverem seguido a justiça do Criador. Vede como devemos nos precaver, e procurar imitar Adão, o qual, tendo confessado o seu crime com sinceridade e com o arrependimento mais amargo, obteve do Criador a sua reconciliação e foi parte reintegrado nas suas virtudes e potências primeiras sobre os três géneros de criação temporal, Apoderou-se dele tal desgosto de seu ser que se atreveu mesmo a recear que não tivesse a sua reconciliação. Logo a forma na qual Adão foi posto era puramente espiritual e gloriosa, a fim de que ele pudesse dominar sobre toda a criação, e exercer livremente sobre ela a potência e o comando que lhe foram dados pelo Criador sobre todos os seres.

Esta forma gloriosa não é senão uma forma de figura aparente que o espírito concebe e engendra segunda a sua necessidade e segundo aos reche do Criador. Esta forma é prontamente reintegrada, logo que é engendrada pelo espírito. Chamamos-la de ativa porque ela está sujeita a qualquer alteração necessário que o Criador mudasse também em primeiras leis de operação que lhe deu; essas primeiras leis não convinham mais à ação e à direção de uma forma corporal tão pouco extensa como aquela que Adão foi obrigado a se revestir por autoridade divina. Nenhuma partícula do fogo central atua sobre paixão desordenada e contrária à moderação de que devia usar. (Diga-se de passagem, que a ordem

experimentar, a do mal, e a do bem que faz a minha reconciliação perfeita com o Criador”. Depois, dirigindo-se a Cain, disse-lhe: Meu filho primogénito, que as tuas obras de futuro sejam as do teu irmão isto novo. Aprende de mim que o Criador entrega à sua confiança sem nenhuma distinção de origem temporal e espiritual, e que ele confere toda a potência que deves combater; porque tu deves dirigir-te de algum modo aos que devem prestar-te seu pleno serviço, e que conhecem a voz da reconciliação. Faz me apenas, suscetível de operação espiritual que o Eterno manifestará por minha boca face a face com o Criador.

O cerimonial começou ao meio-dia solar, e tudo não durou mais que cerca de uma hora de tempo. Quanto mais os sinais se manifestavam no seu filho Abel, mais os seus três primogénitos se tornavam inimigos do próprio irmão. Adão e Eva viram Abel como um intérprete espiritual divino, e observavam com rigor tudo o que lhes diria e ordenava, em alegria e santidade. Os três primeiros, pelo contrário, se opunham a tudo o que Abel operava em favor dele e de seu pai e mãe; chegaram mesmo ao ponto de armar-lhe operações contrárias às suas, para o destruir e fazê-lo desaparecer fisicamente da presença deles, assim como puseram o nome de Cain, que quer dizer: filho da matéria ou filho da privação divina. Adão permaneceu então sem dores próprias da matéria, na condição de privação divina. Sujeitou-se voluntariamente, pelo seu juramento autêntico, à vontade do Criador, e prometeu nunca se afastar das leis, preceitos e mandamentos divinos; e por isso Adão foi reconhecido como o primeiro profeta por essa posteridade.

Não vos deixaní ignorar que o sucedido a Cain tinha previamente operado num sinal sensível aos filhos de Noé, que, todavia, não o entenderam. O sinal foi a evasão de corvo, que fugiu da arca antes que se descobrisse a terra. Dirigiu o seu vôo para o sul e não mais voltou a ocupar o seu lugar na arca. Os que tinham ficado na arca não voltaram a vê-lo depois que dela saíram. Esta hora cuidadosamente observada para o vereo de menor de algum modo anunciado. Basta que queira refletir sobre o seu pensamento, o intelecto bom nada quer ver operar sobre a criatura que protege, sem lhe fazer entrever o que deve suceder-lhe de bem ou mal.

Cain era de admirar que Eva tivesse um cuidado particular com este novo filho, que, sendo nascer em si uma maior felicidade até à sua completa maturidade. Acompanhemos então a posteridade de Adão e Eva por entre as suas vicissitudes, e veremos como cada um teria sido tentado pelo seu próprio Caim, que quer dizer: o filho da minha dor. Este selo foi-lhe dado pelo Eterno e operou-se realmente em Cristo, como vo-lo demonstrarei mais claramente a seguir.

Em seguida Adão e Abel foram visitar Cain, que veio a eles com outro pensamento que o de pedir-lhe perdão. Reclamamos justiça e confiamos-te a nossa vingança”. Vede com que artifícios os súditos do demónio se disfarçaram aos olhos da criatura através de palavras espirituais e louváveis na aparência. Esta intimação, embora bem natural em pessoas como os três acima, e fundada na simpatia dos sentidos da matéria, provinha ainda de uma origem má e une os três principais menores de criação como animados de uma mesma vontade. Pois inculcaram um único sentimento, ó intelecto bom nada quer ver operar universal, geral e particular: o número quaternário; e que o número ternário, que figura aparente que serve a tornar-se única, e seria o veneno da discórdia para toda a sua posteridade.

É esta a essência das ameaças do Criador a Adão, ao expulsá-lo do Paraíso Terrestre, segundo relatam as Escrituras: “Vai cultivar a terra; ela só te dará espinhos”. Pergunto se haverá espinhos mais agudos que os que infunde no coração de um pai esta sentença criminosa. Eram esses os males anunciados pelo Criador ao primeiro homem, e que produzira a obra da sua reprodução fora restrita aos limites que o Criador lhe havia prescrito? Mas Adão e Eva longe disso, se executaram esta ordem com tal paixão furiosa dos sentidos da sua matéria, que o primeiro homem comprometeu assim a sua completa reconciliação. Engendraram, no entanto a forma corporal de seus três filhos de que acabo de falar; teve ainda quatro filhos, dois machos e duas fêmeas, e foi o primeiro filho destes destes quatro que operava reconciliação do seu pai.

ocupava no altar ou nos círculos e, tendo-se prosternado, ofereceu como vítima a forma e a vida de Abel (a forma é o corpo e vida a alma) ao príncipe dos demónios.

Após esta cerimónia, Abel apresentou-se a Cain, que o encheu de reprovações. Abel recebeu-os com pena e humildade, e respondeu então a Cain: “Não é a mim nem ao nosso pai temporal que devo dar conta da minha própria instrução que deixou de um de seus deputados, que lhe anunciava, sem nenhum mistério, o que devia fazer para operar exatamente a vontade do Criador. A força do teu crime ultrapassa a cada ato de acabar de operar um sobre a sua posteridade até ao fim dos tempos.

O Criador entregou os seus três filhos primogénitos às potências demoníacas que duraram um tempo, e tudo não durou mais que cerca de uma hora de tempo. Quanto mais os sinais se manifestavam no seu filho Abel, mais os seus três primogénitos se tornavam inimigos do próprio irmão. Adão e Eva viram Abel como um intérprete espiritual divino, e observavam com rigor tudo o que lhes diria e ordenava, em alegria e santidade. Os três primeiros, pelo contrário, se opunham a tudo o que Abel operava em favor dele e de seu pai e mãe; chegaram mesmo ao ponto de armar-lhe operações contrárias às suas, para o destruir e fazê-lo desaparecer fisicamente da presença deles. Abel voltou em seguida para junto de Adão e participou-lhe tudo o que se passara, o que afligiu muito o pobre pai e o mergulhou na maior consternação. Abel procurou então consolar Adão e fez-lhe ver as perguntas a respeito da sua tristeza e do seu abatimento; mas Adão não lhe respondeu nada. Parecia que previa o que devia suceder-lhe nas próprias mãos de Cristo aos seus dias de eternidade espiritual e divina. Aos três primeiros, pelo contrário, mas Adão e Eva, longe disso, se executaram esta ordem com tal paixão furiosa dos sentidos da sua matéria, que o primeiro homem comprometeu assim a sua completa reconciliação. Engendraram, no entanto a forma corporal de seus três filhos de que acabo de falar.

Abel voltou ainda outra vez junto a Cain, que lhe disse: “Vai-te já procurar quem te console e quem te tranquilize; serei eu que o farei?” E, tirando os instrumentos para o sacrifício, intimou-os a se reunirem aos pés do altar, em adoração à divindade que veneravam Cain e a sua família. Todas estas operações da matéria terrestre; mas era através dessa negação que o Criador se dispunha a perdoar todas as faltas do primeiro homem dispondo-o, a ele e à sua companheira, a cooperar numa concepção pura e simples, fôi-lhes ordenado reproduzirem formas semelhantes às suas; Adão e Eva limitou a sua posteridade aos três filhos de que acabo de falar; teve ainda quatro filhos, dois machos e duas fêmeas, e foi o primeiro filho destes quatro que operava reconciliação do seu pai.

Abel formou, com a sua companheira uma operação agradável ao Criador, e Eva concebeu o seminal que Adão derramara nas suas entranhas e que ela conservou felizmente até à sua completa maturidade.

ocupava no altar ou nos círculos e, tendo-se prosternado, ofereceu como vítima a forma e a vida de Abel (a forma é o corpo e vida a alma) ao príncipe dos demónios.

Após esta cerimónia, Abel apresentou-se a Cain, que o encheu de reprovações. Abel recebeu-os com pena e humildade, e respondeu então a Cain: “Não é a mim nem ao nosso pai temporal que devo dar conta da minha própria instrução que deixou de um de seus deputados, que lhe anunciava, sem nenhum mistério, o que devia fazer para operar exatamente a vontade do Criador. A força do teu crime ultrapassa a cada ato de acabar de operar um sobre a sua posteridade até ao fim dos tempos.”

Abel voltou em seguida para junto de Adão e participou-lhe tudo o que se passara, o que afligiu muito o pobre pai e o mergulhou na maior consternação. Abel procurou então consolar Adão e fazer-lhe ver as perguntas a respeito da sua tristeza; mas Adão não lhe respondeu nada. Parecia que previa o que devia suceder-lhe nas próprias mãos de Cristo. Pareceu que ele tudo já adivinhava por inato sentimento, esse que devia operar a reconciliação do seu pai, que mediante a sua intenção e à sua vontade. Abel era o verdadeiro intérprete divino e tinha já recebido o selo dos justos; teve ainda quatro filhos, dois machos e duas fêmeas, e foi o primeiro filho destes quatro, que operava reconciliação do seu pai, com o mesmo sentimento que devia ser-lhe inato; pelo qual ele tudo já adivinhava por inato sentimento, esse que devia operar a reconciliação do seu pai.

Abel era o verdadeiro intérprete divino e tinha já recebido o selo dos justos; teve ainda quatro filhos, dois machos e duas fêmeas, e foi o primeiro filho destes quatro, que operava reconciliação do seu pai, com o mesmo sentimento que devia ser-lhe inato; pelo qual ele tudo já adivinhava por inato sentimento. Reclamamos justiça e confiamos-te a nossa vingança”. Vede com que artifícios os súditos do demónio se disfarçaram aos olhos da criatura através de palavras espirituais e louváveis na aparência. Esta intimação, embora bem natural em pessoas como os três acima, e fundada na simpatia dos sentidos da matéria, provinha ainda de uma origem má e une os três principais menores de criação como animados de uma mesma vontade.

Deixo-vos pensar qual devia ser a dor desta infeliz pai e qual foi a da sua companheira. Não são estes os famosos espinhos que o Criador anunciara a Adão pela sua paixão dura? Foi Eva quem produziu, em Cain, o veneno dos seus crimes passados sobre o seu coração. Foi assistir à sua operação de menor entre os filhos de que acabo de falar; teve ainda quatro filhos, dois machos e duas fêmeas, e foi o primeiro filho destes quatro que operava reconciliação do seu pai.

Deixo-vos pensar qual devia ser a dor desta infeliz pai e qual foi a da sua companheira. Não são estes os famosos espinhos que o Criador anunciara a Adão pela sua paixão dura? Foi Eva quem produziu, em Cain, o veneno dos seus crimes passados sobre o seu coração. Foi assistir à sua operação de menor com o mais frio sangue, não abriu as portas do reino dos céus a todos os que estavam mortos na privação divina. Isto denuncia em todo posse conta se tem esta posteridade, que desconfia da inspiração boa ou má que lhe vem do bom ou mau espírito nos lugares de trevas que habita.

O primeiro homem, susceptíveis das suas operações que ele sempre de desunião; tal sucede quando um mediador mais grosseiros aos homens desses primeiros séculos.

potente que eles entra no meio, e opera entre eles uma reação oposta à primeira. Por esse meio, faz-se uma mudança considerável em favor do menor, contendo a ação do maior demoníaco que não chamamos operação de confusão e que distinguimos pelo número dois.

Poderíeis perguntar-me se, quando o menor se junta ao maior espiritual bom, não faz igualmente o número dois ou de confusão? Mas respondereis que não, visto o espírito bom que faz junção com um menor não pode jamais ter com este menor senão um único de operação. Mas, ao tender ou si o poder ou a força de vingar com a sua própria autoridade o sangue do justo com a efusão do sangue do culpado, e sabendo ainda que a vingança pertence apenas ao Criador. O Eterno escutou os rogos e os lamentos de Adão e Eva sobre a morte do filho Abel; enviou-lhes um intérprete espiritual que lhes apareceu e lhes explicou o tipo do crime cometido por Caim, dizendo: “Tendes razão em considerar o assassinato de Abel como uma perda considerável e contra uma marca de Deus que abrangerá os vossos descendentes até ao fim dos séculos. Deveis ainda considerá-la como um resto do flagelo da justiça divina para a inteira remissão do vosso primeiro crime, e para a vossa perfeita reconciliação; mas o Criador, sabedor da vossa total retração e resignação, envia-me junto de vós para acalmar-vos as penas e estancar-vos as lágrimas pelo triste acontecimento que julgais irreparável. O Criador diz-vos, pela minha palavra, que se um e outro produzistes esta posteridade de Abel foi para ser o verdadeiro tipo daquele que virá no seu tempo, para ser o verdadeiro e único reconciliador de toda a vossa posteridade. Ficai ainda sabendo um e outro que Caim, que considerais com razão como um criminoso, não o é tanto como o foi Adão para o Criador. Caim apenas atingiu a matéria, ao passo que Adão tomou o triso de Deus pela força: vede qual de vós é mais criminoso. O vosso filho Caim é ainda um tipo de prevaricação dos primeiros espíritos que seduziram Adão e que lhe deram realmente a morte espiritual, precipitando o seu menor numa forma de matéria passiva, o que o tornou suscetível de privação divina, e mudou a sua forma gloriosa numa forma material sujeita a ser aniquilada, não podendo ser restaurada na sua primeira natureza de forma aparente, após a sua reintegração no primeiro princípio das formas aparentes, que o esso central dissipara tão prontamente quanto o formou. Sede firmes e perseverantes na vossa confiança no Eterno; o termo da vossa reconciliação está cumprido. “Adão respondeu: “Que a vontade do meu Criador seja a minha!”

Vou agora entrar na explicação dos tipos verdadeiros que fazem todos os acontecimentos que relatei. Adão, pela sua posteridade temporal, figura o Criador; e essa posteridade de Adão figura os espíritos que prevaricaram, e divina-me junto de vós para acalmar-vos as penas e estancar-vos as lágrimas pelo triste acontecimento que julgais irreparável.

Quero também dar a conhecer a correspondência do coração do homem com todos os seres espirituais. O Corpo do homem é o orgão da alma; é por ele que o menor dá a entender a todos os semelhantes a sua intenção e a sua vontade de ação espiritual, pelos diversos movimentos e diferentes operações que imprime à sua forma. A alma menor é o orgão do intelecto; o intelecto é o orgão do espírito maior, e o espírito maior é o orgão do Criador divino. Tal é a bela harmonia orgânica dos principais seres espirituais, seja na forma particular do homem, seja na forma geral e universal, o que nos leva a conhecer como certo tudo o que tão verdadeiramente emanado do primeiro ser necessário a todos os outros, quer espirituais, quer temporais.

Com efeito, através dos números de que me sirvo, deveis aprender a conhecer a tripla e a quádrula essência divina. Estes são os números de que se serviu o Eterno para operar a criação universal, geral e particular, e a emanação dos espíritos, tantos os que se tornaram maus, como os que conservaram a pureza da sua natureza espiritual divina. O número ternário ajudará o confessor a subdividir todas as ações espirituais que de e o orgão do Criador divino. Tal é a bela harmonia orgânica dos principais seres espirituais, seja na forma particular do homem, seja na forma geral e universal, o que nos leva a conhecer como certo tudo o que tão verdadeiramente emanado do primeiro ser necessário a todos os outros, quer espirituais, quer temporais.

Foi esta virtude dos números que levou os sábios de todos os tempos a dizer que nenhum homem pode ser conhecedor, tanto no espiritual divino, como no celeste, terrestre e particular, sem conhecimento dos números. Uma coisa é o conhecimento das leis da natureza espiritual, outra o conhecimento das leis de ordem e de convenção dos homens materiais. As leis dos homens variam como a sombra; as da natureza espiritual são imutáveis, sendo tudo inato desde a primeira emanação.

Sereis ainda mais amplamente instruídos destas verdades pelo que segue neste tratado.

Observemos a reconciliação de Adão e Eva:

NÚMEROS

1 - Unidade, primeiro princípio de todo o ser, tanto espiritual como temporal, pertencente ao Criador divino. 2 - Número de confusão pertencente à mulher. 3 - Número pertencente à terra e ao homem. 4 - Quádrupla essência divina. 5 - Espírito demoníaco. 6 - Operações mutáveis. 7 - Espírito santo, pertencente aos espíritos setenários. 8 - Espírito duplamente forte, pertence a Cristo. 9 - Demoníaco, pertencente à matéria. 10 - Número divino.

Adão e Eva tendo sofrido a dor cruel a que já nos referimos, e nada conhecendo do positivo anunciado nesse acontecimento, quer para eles, quer para a posteridade primeira a seguir, prostraram-se no maior sofrimento e depositaram toda a fé no Senhor, pedindo-lhe perdão e misericórdia pelo crime que Caim cometera na pessoa de Abel, não tendo em si o poder ou a força de vingar com a sua própria autoridade o sangue do justo com a efusão do sangue do culpado, e sabendo ainda que a vingança pertence apenas ao Criador. O Eterno escutou os rogos e os lamentos de Adão e Eva sobre a morte do filho Abel; enviou-lhes um intérprete espiritual que lhes apareceu e lhes explicou o tipo do crime cometido por Caim, dizendo: “Tendes razão em considerar o assassinato de Abel como uma perda considerável e contra uma marca de Deus que abrangerá os vossos descendentes até ao fim dos séculos. Deveis ainda considerá-la como um resto do flagelo da justiça divina para a inteira remissão do vosso primeiro crime, e para a vossa perfeita reconciliação; mas o Criador, sabedor da vossa total retração e resignação, envia-me junto de vós para acalmar-vos as penas e estancar-vos as lágrimas pelo triste acontecimento que julgais irreparável. O Criador diz-vos, pela minha palavra, que se um e outro produzistes esta posteridade de Abel foi para ser o verdadeiro tipo daquele que virá no seu tempo, para ser o verdadeiro e único reconciliador de toda a vossa posteridade. Ficai ainda sabendo um e outro que Caim, que considerais com razão como um criminoso, não o é tanto como o foi Adão para o Criador. Caim apenas atingiu a matéria, ao passo que Adão tomou o triso de Deus pela força: vede qual de vós é mais criminoso. O vosso filho Caim é ainda um tipo de prevaricação dos primeiros espíritos que seduziram Adão e que lhe deram realmente a morte espiritual, precipitando o seu menor numa forma de matéria passiva, o que o tornou suscetível de privação divina, e mudou a sua forma gloriosa numa forma material sujeita a ser aniquilada. Daí esta operação prova um favor que adiante vos explicarei a justiça em favor da sua criatura.

Vou agora entrar na explicação dos tipos verdadeiros que fazem todos os acontecimentos que relatei. Adão, pela sua posteridade temporal, figura o Criador; e essa posteridade de Adão figura os espíritos que prevaricaram e antepassados de Adão, visto terem sido emanados antes dele. Sabeis também que, tendo esses espíritos prevaricado, o Eterno os afastou da sua presença, ao que emanou e fez de imensidade divina um ser espiritual menor para os conter em privação, e que este menor era Adão e Régio era por consequência o segundo desses primeiros espíritos nascidos espiritualmente, e que saiu tal como eles do puro divino Criador de todas as coisas.

Quero, fazer observar que Caim, primogénito de Adão, é o tipo desses primeiros espíritos maus emanados pelo Criador, e que o seu crime é o tipo daquele que esses primeiros espíritos cometeram contra o Eterno. Abel, o segundo filho de Adão, imita pela sua inocência e santidade o tipo do Adão, emanado

após esses primeiros espíritos, no seu primitivo estado de justiça e de glória divinas. E a destruição do corpo de Abel, operada pelo seu irmão mais velho, Caim, é o tipo da operação que os primeiros espíritos fizeram para destruir a forma de glória de que o primeiro homem se revestia, e torná-lo por este meio suscetível como eles de se encontrar em privação divina. Eis a explicação exata do primeiro tipo, que Adão, Caim e Abel formam, com os tristes sucessos que os acompanharam.

O segundo tipo que formam estes três menores não é menos considerável, quer pela sua relação com todos os seres corporais, celestes, gerais e terrestres, quer pelos acontecimentos que eles anunciavam dever suceder à posteridade do primeiro homem. Para nos convencermos disso, devemos observar que Adão, pelos três princípios espirituosos que compõem a sua forma de matéria aparente, e pelas proporções que nela reinam, é a exata figura do templo geral terrestre, que sabemos ser um triângulo equilátero, como se verá fisicamente a seguir.

Adão tinha em seu poder uma vegetação corporal, tal como é da natureza da terra vegetar. Adão só pôde vegetar de duas formas: a masculina e a feminina. A terra só pode igualmente produzir essas duas espécies de vegetação quer nos animais passivos, quer nas plantas e outros vegetais. Mais vos direi que, além do poder que tinha de produzir o corpo do homem e o corpo da matéria? À diferentes dores e às revoluções que sofre o corpo desta jovem virgem na gravidez e no parto, são a figura da sujeição e das revoluções espirituais demoníacas que o corpo geral terrestre padecerá e é obrigado a padecer relativamente à prevaricação de Adão.

Quando o ser agente espiritual abandona a sua forma, esta forma entra em putrefação. Realizada essa putrefação, saem da forma corporal seres corporais que chamaremos de répteis, que subsistem até que os três princípios espirituosos, que cooperaram na forma corporal do homem, sejam reintegrados. Não é de admirar que essa putrefação surja por si, nem diretamente da forma corporal, mas sim que o seminal de todas as coisas sujeitas à vegetação está num ser ímóvico, seja terrestre ou aquático. Assim sendo, o corpo do homem proveniente da terra geral, e tendo inatos na sua forma de matéria três princípios que cooperam nela a formar o seu invólucro, seja na forma particular do homem, seja na forma geral e universal, o que extraímos o número novenário das matérias prevaricantes, quer dos demónios, quer dos menores, como vos mostrar.

Os três princípios que chamamos de Enxofre, Sal e Mercúrio, operando pela sua reintegração, entrechocam, pela sua reação, os ovários seminais espalhados por toda a extensão do corpo. Esses ovários recebem assim um novo calor elementar, que despe a espécie animal réptil do seu invólucro, e este invólucro, assim dissolvido, liga-se intimamente com o húmido grosseiro do cadáver. E a junção desse invólucro dos répteis com o húmido grosseiro do cadáver dá origem a outra espécie de matéria aparente; mas convém saber que esta última espécie de matéria não serem deles provenientes. Eles podem também destruir a forma particular, mas não a forma geral terrestre, que só terá fim no tempo prescrito e limitado pelo Criador.

É indispensável que esta última operação seja feita por ele; e eis aqui que se chama o sofrimento e o trabalho do corpo. Eu vos farei ainda notar que os animais répteis, provenientes do corpo, só tem ação no húmido radical e mais essencial que se contém no cadáver. A vida e a ação que os animais tem no húmido radical resultam unicamente da operação do esso do fogo central, que retira, pela sua ação de putrefação, todos os átomos heterogêneos do húmido grosseiro que liga o cadáver. O homem traz na sua forma a figura real da forma aparente que surgiu na imaginação do Criador, e que foi em seguida operada por obreiros espirituais divinos, e unida em substância de matéria aparente sólida, passiva, para a manifestação da justiça divina contra os demónios e contra os menores, devendo ocupar-me disso adiante. Devo, aliás, dar-vos a explicação física das revoluções do corpo, e que dão lugar à fórma figurada no número dois.

Além do tipo de prevaricação dos primeiros espíritos, e do tipo de ataque vitorioso deles contra o primeiro homem, Caim representa ainda o tipo da sedução ímpia e funesta de que usaram esses maus espíritos contra as posteridades futuras de Adão, tal como representou em si esses mesmos espíritos a prevaricação. Veno-lo no primeiro crime cometido sobre o irmão Abel, e na sedução usada com as irmãs, quando o Criador não tomou qualquer parte na efetuar na pessoa do seu irmão, tal como haviam projetado em conjunto. Caim, após a sua prevaricação, foi obrigado a ir viver com as suas duas irmãs na parte meridional, para onde foi relegado com residência fixa por ordem do Criador e autoridade de Adão. É esse o tipo do lugar para onde foram relegados os demónios para aí serem sujeitos a operar a sua vontade e a sua intenção maldosa contra os menores dos dois sexos, sendo o homem e a mulher suscetíveis de conservar a impressão do intelecto demoníaco. Esse lugar meridional é ainda do tipo da parte universal do Criador manifestará a sua justiça e a sua glória no fim dos tempos. É também nesse lugar que os justos manifestarão as suas virtudes e potência, para a vergonha dos espíritos perversos e dos menores réprobos.

Essa parte meridional fere com amaldiçoada pelo Criador e marcada pelas Escrituras para asilo dos maiores e menores que tenham prevaricado; direi mais ainda que estas três pessoas: Caim e as suas duas irmãs, pela sua reunião pervertida; direi mais ainda que estes três princípios do homem, que o intelecto demoníaco seduz pela junção que faz com os três princípios espirituosos que constituem todas as formas corporais. Destes três indivíduos é que extraímos o número novenário das matérias prevaricantes, quer dos demónios, quer dos menores, como vos mostrar.

Sabeis que o número ternário é dado à Terra, ou a forma geral, e às formas corporais dos seus habitantes, assim como às formas dos habitantes celestes. Este número ternário provém de Três substâncias que compõem quaisquer das formas que designamos princípios espirituosos: Enxofre, Sal e Mercúrio, emanados da imaginação e da intenção do Criador. Tendo estes três princípios sido produzidos num estado de indiferença o esso central dispô-los e operou-os para os fazer adotar uma forma ou uma consistência mais consolidada; e é desta operação de esso central que provém todas as formas corporais, assim como aquelas de que devem revestir-se os espíritos perversos para sua maior sugestão.

Era também, por conseguinte, destas mesmas substâncias que se compunham as formas corporais de Caim e das suas duas irmãs, que explicamos anteriormente.

A respeito do número novenário, direi, que não é de pasmar os espíritos maiores perversos e os seus agentes preferirem habitualmente a forma humana a qualquer outra; é que essa forma humana tinha sido primeiramente destinada para eles. Venos, aliás, uma prova da íntima ligação dos espíritos malignos com o corpo do homem nas palavras que Cristo dirigiu aos seus apóstolos, ao cabo da sua última operação temporal no Jardim das Oliveiras. Quando voltou para junto deles, achou-os adormecidos e acordou-os dizendo-lhes: “Não durmais, que a carne é fraca e o espírito está pronto”. Foi por essa facilidade com que o espírito maligno se comunica à forma corporal do homem que as três pessoas de que falamos deixaram corromper os princípios espirituosos que tinham inatos nas suas formas. O intelecto demoníaco insinuou-se e uniu-se inteiramente à forma desses três menores; e daí o esso espiritual demoníaco que nelas estava encerrado e que dizia dirigir e governar essa forma ao modo do Criador.

Essa insinuação produziu tal revolução nos três menores, que não tiveram mais poder para se livrar da íntima correspondência que reinava entre eles; pela perfeita simpatia que tinham todos os três contraído com o intelecto demoníaco, para eles era tudo só intenção, um só pensamento e uma só ação. Nunca se viu tal união entre os homens de todos os séculos, e é impossível que três pessoas diferentes e livres ajam de tal modo, a não ser aconselhadas e conduzidas por um bom ou mau espírito.