VI · Moisés e a Libertação de Israel
posteridade de Abraão, de Isaac e de Jacob até à Divindade. Noé regenera o culto divino na posteridade de Adão. Noé conduz durante quarenta anos os homens que reconciliou com o Criador; Moisés conduz o povo Judeu durante o mesmo tempo. Noé oferece um sacrifício ao Criador em ação de graças; Moisés oferece igualmente sacrifícios com o povo reconciliado. Nunca mais acabaria se fosse detalhar-vos toda a operação que Moisés repetiu, tanto de Noé como dos patriarcas passados e futuros. Eu me contentarei em exortar-vos a fazerdes sérias reflexões sobre a grandeza do tipo de Moisés. Vós ficareis, a saber, que este Eleito representa perfeitamente, pelas suas operações, a tripla essência divina na sua criação universal, geral e particular, como vedes a seguir: 1º O nascimento de Moisés representa a própria ação do Criador. 2º A reconciliação feita por Moisés representa a operação do homem divino ou do filho do Criador. 3º A conduta do povo confiado aos cuidados de Moisés representa o Espírito divino que conduz, governa e dirige todo o ser temporal e espiritual inferior a ele.
As Escrituras mostram-nos como uma filha do rei do Egito salvou o jovem Moisés das águas do Nilo e o criou secretamente para o subtrair às perseguições do Faraó e dos seus cortesãos, que tinham decidido exterminar todas as crianças do sexo masculino do povo hebreu. Essa princesa concebeu uma forte amizade pelo jovem Moisés, que era de uma grande beleza. Impressionada o pôs pensativo que se anunciava nele em tão tenra idade, e que prometia todos os conhecimentos e toda a reflexão que o jovem Moisés mostrou efetivamente desde a idade de dois anos. A princesa escolheu para ama a mãe da criança; e, para ficar certa de que eram observadas exatamente todas as ordens quanto aos cuidados a ter, exigiu que a ama lhe apresentasse a criança todos os dias. Isto anunciava já a aliança que os idólatras fariam no futuro com as leis divinas, o que foi efetuado pelo restante dos egípcios, que, após a destruição de Faraó e do seu exército, se uniram à lei de Moisés. A ama executava pontualmente as ordens que recebera, e a criança ia aumentando em beleza. Certo dia, a princesa ficou tão encantada ao vê-lo, que, pegando nele no colo, resolveu casar levá-lo à presença do Faraó e da sua pai. Para o efeito, passou por uma coisa engraçada que havia várias mesas. Sobre uma dessas mesas encontrava-se um coxim onde estavam pousadas a coroa e o cetro do rei. Entre as pedras preciosas que ornavam a coroa do rei havia um escarbúnculo que emitia um brilho considerável. A princesa pegou no jovem Moisés e colocou-o de pé sobre a mesa onde estavam essas jóias, a fim de ver o efeito que fariam sobre ele, sabendo de que faziam sobre os homens feitos. Perante o aspeto brilhante de toda aquela ornamentos, o jovem Moisés lançou um grande grito de alegria e pôs-se a saltitar como a maior parte das crianças da sua idade. A princesa levou a curiosidade até ao fim, adernido ao desejo que a criança mostrava de pegar em todas aquelas jóias. Examinou a sala para ver se não era observada, e, não percebendo ninguém, empurrou Moisés para junto da coroa e do ceptro. A criança agarrou-os avidamente, mas, não podendo erguê-los, a princesa ajudou-o e pôs-lhe a coroa na cabeça. Neste meio tempo, a criança deixou cair o ceptro aos pés da princesa e quis em seguida tirar a coroa da cabeça. Deixou-a cair na mesa e pôs-lhe o pé em cima. Enquanto a princesa se divertia com o jovem Moisés, um camareiro do rei observava tudo de um escóndenjo. O camareiro foi logo dar conta ao rei do que se passara e fez um relato odioso contra Moisés, a fim de que o rei o mandasse matar conforme a sentença que pronunciara contra os recém-nascidos de Israel. Veria por sentença então reposto no seu lugar o cetro e a coroa pegou o jovem Moisés no colo e dirigiu-se ao aposento do rei para lhe mostrar. Mas o Faraó, que fora prevenido pelo camareiro, esperou acolheu a princesa e o seu pai com bom acolhimento, fez prevenido pelo camareiro, esperou acolheu a princesa com agitação. Sentou-se um pouco descontente com a tenra audácia da criança pela imprudência que mostrara da sua fineza. O rei acedeu ao seu pedido e, logo que se achou a sós com ela, nem lhe deu tempo de falar, pronunciando imediatamente a sentença de morte contra Moisés. A filha desse a princesa: É verdade que o meu pai lhe disse e conhecer o motivo de uma ordem tão rigorosa, observando-lhe que nunca essa criança seria de recear para ele. Ela comoveu tanto o rei com os seus ditos e as suas lágrimas que ele não pôde evitar dizer-lhe o que o camareiro lhe contara. Só por isso? Disse a princesa. É verdade que a inocência poderia tornar-vos vosso como, mas não pode haver nenhuma má intenção de sua parte, e se os deixou cair, não foi certamente por desprezo ou maldade. No entanto, visto que está pronunciada a sentença, ao rei resta pedir-vos uma graça: é que seja suspensa a execução até que se faça perante vós uma experiência sobre esta
criança o fogo. Tendo o rei consentido, a princesa mandou trazer diante dele, na presença do ama de Moisés, um grande caldeirão de fogo. Pousou-se o caldeirão numa mesa, com o cetro e a coroa do rei; então a princesa pôs a criança na mesa, como fizera da primeira vez. Mal o jovem Moisés deu pelo fogo, precipitou-se nele sem reparar no cetro nem na coroa, e pegou com a mão direita num carvão ardente que levou à boca, onde ele se apagou, tendo-lhe queimado uma parte da língua. Após esta experiência, a princesa, que o Criador suscitara para ser a protetora temporal de Moisés, pleiteou contra a relação temerária do camareiro e disse ao rei: “Se o relato que ele te fez contra esta criança fosse verdade e que ele tivesse agido por impulsão de Deus contra todas as águas e mergulhou neles a sua vara. Logo as águas se afastaram para a direita e a esquerda deixando a passagem livre aos Israelitas. A frente do povo marchava uma coluna de fogo, pelo caminho que traçara Moisés. Essa coluna marchava assim ordinariamente à frente de Moisés e do seu povo para lhes servir de guia, e para manter deste modo os inimigos deles numa maior obscuridade. Moisés foi com a sua divisão até ao meio do mar Vermelho, e, tendo chegado ao centro, esperou que as outras divisões se lhe juntassem. Depois continuou a sua marcha e conduziu os filhos de Israel ao outro lado do mar para fazerem represar as caminhos da terra de onde tinham partido.
Logo o rei mandou ir seu camareiro pôr um desterro perpétuo fora da terra do Egito, forçado a ir errante pelas outras nações. A princesa prestou graças ao rei e ordenou toda espécie de cuidados a favor de Moisés. É deste acontecimento que provém a causa da gratidão de Moisés, e foi por isso que ele estabeleceu, mais tarde, a circuncisão dos Judeus. Não pretendo entrar aqui no detalhe dos tipos que fazem todos os acontecimentos que acabo de relatar. Basta refletir sobre todos os infortúnios que se abateram sobre o Faraó e o seu povo desde essa época. Lede ainda, com atenção, as Escrituras, à veres claramente em todos estes fatos o tipo do advento de Cristo neste mundo. Vereis que a princesa representava a mãe de Cristo, ou essa bela jovem virgem que diz: sou negra, sou bela. Quanto ao camareiro, ele não errara ao dizer ao rei que o jovem Moisés agira sob a Inspiração de Deus dos Hebreus: esse homem contava-se no número dos magos impuros do Egito. Ele professava a ciência diabólica que lhe fazia conhecer o espírito divino que operava em Moisés e na princesa, e era esse tipo natural da contra-ação que o intelecto demoníaco opera contra o intelecto espiritual divino.
Moisés tendo perdido com a idade de sete anos a princesa sua protetora, permaneceu até à idade de vinte anos na proteção do rei, sob a direção do seu pai e da sua mãe, com Aarão, seu irmão mais velho. Não vos dei a explicação do nome de Moisés, mas basta-vos o que ensinam as Escrituras a este respeito, que o nome de Moisés lhe foi dado pela filha de Faraó porque ele o tirara salvo das águas. Moisés, apoiado pela proteção do rei, vivia em completa liberdade entre os seus irmãos hebreus e o povo do Egito; mas, passando um da num lugar erno, avistou um dos seus irmãos Hebreus sofrendo maus tratos de um egípcio que estava quase a ponto de matá-lo. Moisés, que media seis pés e tinha uma força proporcional à sua altura, caiu sobre o egípcio e matou-o de um só golpe. Teve cuidado de fugir da terra do Egito. Esta fuga não fôra nenhum tipo espiritual, mas a morte do egípcio anunciava a força a a potência que o Criador daria a Moisés para a libertação do seu povo. Esta anunciava também a morte do interessante acerca da origem e prosseguir dos primeiros tempos da vida de Moisés. Podeis ver, contudo, que as suas primeiras operações repetem perfeitamente as de todos os eleitos precedentes. Ao cabo dos quarenta anos que passou fora do Egito, o Criador, querendo servir-se dele para a libertação dos seus irmãos Hebreus, ordenou que aparecesse a Moisés. Invocou o Criador para saber se o sacrifício que acabava de fazer lhe fora agradável. O Criador enviou-lhe um anjo que lhe ensinou ao que estava destinado, relativamente à sua resignação, à sua firmeza e ao seu amor pelos seus Irmãos Hebreus. O anjo disse a Moisés: “Conduz o teu rebanho aos confins do deserto de Madian, e lá o Criador te dará conhecer a sua vontade.” Moisés fez uma segunda operação entre o deserto de Madian e o monte Horeb, na qual ofereceu o sacrifício de Adão tornado de novo aos homens com a posteridade. Assim como tudo o que vem de ti, tudo voltará a ti”.
Tendo oferecido na segunda vez o sacrifício de si mesmo em três divisões distintas, o que não fizera da primeira vez, Moisés sentiu nele que a sua operação fora agradável ao Criador. Ele oferecera primeiramente a alma, porque nada mais perfeito pode ser oferecido ao Criador que o espírito menor semelhante ao espírito divino. Ofereceu em segundo lugar o coração, ou a potência espiritual que a alma recebe no momento da sua emanação. Esta potência é figurada pelos quatro caracteres inscritos no coração do homem. Conhecem-nos os anatomistas, mas, não podendo interpretá-los, deixam-nos sem explicação: deles falarei em tratando da matéria. Em fim Moisés ofereceu o seu corpo, para exprimir as três essências espirituais de onde provém todas as formas corporais no universo. Após esta segunda operação, o espírito divino chamou-o pelo nome de Moisés, e mesmo que recebera da filha do Faraó, e que o confirmou na crença do favor que o Criador lhe concedia de preferência aos seus irmãos. O Espírito instruiu-o da maneira como entraria no centro do esplendor do fogo divino que rodeava o monte Horeb: ia uma montanha chama-se misteriosamente sarça ardente. Moisés, tendo-lhe entrado despojado de quaisquer metais e de qualquer matéria impura, prostrou-se com a cara na terra e o corpo estendido, figurando o restante da matéria abatida pela presença do espírito do Criador, e o repouso natural que é todas as formas após as suas operações naturais. Esta atitude figura ainda a reintegração necessária de todas as formas corporais particulares da forma geral, assim como a separação em suspenso que sucede à alma quando ela contempla o espírito, porque o corpo da matéria não pode ter papel algum no que se opera entre o menor e o maior da divisão. É o que se confirma pelos altos e fortes êxtases do Criador nos seus êxtases de contemplação divina, e o que o próprio Cristo nos mostrou claramente.
Esta Insinuação do corpo, quando a alma se acha em contemplação, não vos será difícil de conceber. Considerai um homem ao sono. Não se pode então dispor da sua forma e mesmo destruí-la sem que se aperceba, nem ruído, sem clamor e sem se utilizar das guerras temporais entre os homens. Não se tratará então de combates da potência contra potência, mas unicamente da operação da justiça contra a injustiça, e nesse tempo Israel será livre de todas as funções corporais da forma, e o corpo fica abandonado ao ser combretimento do que serve fica suceder-lhe de funções ou de vantajoso se a alma não se communicar. O mesmo sucede na contemplação, quando ela é bastante forte para abstrair vivamente a alma: o corpo cai numa espécie de inação, e é suscetível de manhuma impressão pela razão que a alma é toda transportada pelo objeto da sua contemplação. Não julguem por isso que a alma se separou do corpo. Ela apenas se separou em ação espiritual e não em natureza. Nós temos provas dessa insensibilidade corporal, quando a alma entra em contemplação, nas suas funções exercidas sobre o corpo de Jesus Cristo e de certos mártires. O corpo de Cristo não sofria nenhuma dor nos tormentos que se exerciam sobre ele. Se o corpo fazia algum movimento, era só em consequência da ação inata do veículo que se aprimorava sua na sua natural. Aquele que, a exemplo de Cristo, soube expusessem a horríveis suplícios, gozavam da mesma graça que ele relativamente à sua missão, que só tendia para a glória do Criador. Estos contemplava o espírito do Pai, e os ditosos mortais que o imitaram contemplavam o espírito do Filho divino. Eis o que nos faz conceber a suspensão da ação da alma, e a privação ou ignorância em que fica o corpo sobre o que se opera entãro à sua volta. Voltemos a Moisés.
Enquanto estava na sua prosternação, ele recebeu do Criador as potências divinas necessárias para o operar contra as quatro regiões demoníacas, cujos chefes manifestavam toda a sua malícia na sua época. Era por este sábio que o homem percebeu o motivo de tanta cólera e tanta injustiça. Ele deu-lhe, em consequência, os mesmos poderes de que Adão fora revestido no seu estado de glória; o que nos mostra que todo Homem de Desejo pode perfeitamente obter do Criador essa quádrupla potência, embora revestido de um corpo material. Se Moisés opôs alguma resistência à vontade do Criador, não foi do modo nenhum por desobediência ou por teimosia, ou unicamente porque se achava incapaz de cumprir a missão que lhe dava o Criador, visto o defeito de articular que lhe ficara desde a experiência que a princesa sua protetora quisera fazer com ele na sua infância. Este
receio e esta desconfiança provam-nos que a lei perfeita não pode entrar em nós se não nos for dada do alto. O Criador respondeu-lhe que ele devia ter junto de si o seu irmão Aarão para interpretar as suas palavras, e que aliás teria Ur a assisti-lo para executar as suas operações espirituais. O nome de Aarão significa homem elevado em graça divina ou profeta divino, e o nome de Ur significa fogo do Senhor ou espírito da Divindade. Moisés disse então: “Que a vontade de Deus se cumpra segundo o que ele ordenou para a libertação do seu povo e a molestação dos egípcios!”
Ele dirigiu-se imediatamente para a terra do Egito com os seus dois assistentes, e, apresentando-se diante do Faraó, ordenou-lhe pelo Eterno que restituísse a liberdade aos Hebreus. O Faraó recusou. Moisés repetiu-lhe a ordem uma segunda vez, e depois uma terceira, e recebeu sempre a mesma resposta.
Vendo esta teimosia, Moisés retirou-se para o centro do Egito a fim de aí fazer uso de toda a potência de que o revestira o Criador. Ele fulminou o Egito e os seus habitantes com sete pragas horríveis que levaram ao extremo da desolação esses lugares de trevas. Podemo-nos guiar pelo que diz as Escrituras relatam sobre este ponto. Moisés deu então um aviso geral aos filhos de Israel para estarem promtos à hora de meia-noite, de 14 para 15 do mês da Lua Nisan ou de Março. Era o momento em que os Hebreus deviam ser libertados da servidão e porem-se a caminho da terra que o Criador prometera aos seus pais. O povo executou pontualmente as ordens que lhe forem dadas, e os primeiros a serem libertados foram os últimos vai servir de exemplo a todos os que estiverem na ânsia. Moisés fez então uma operação e mandou que cada família degolar esses cordeiros e marcar, com o sangue, em forma da prata na soleira das suas casas. Era essa a marca da aliança do Criador com Israel, e do completo extermínio dos Egípcios.
Este receptáculo dava aos Israelitas um duplo ensinamento: primeiro, que esse sangue animal, tomado como símbolo de potência, representava-lhes a alma espiritual; segundo, que esse mesmo sangue era o tronco e o centro de onde uma alma precede e acaina todo o geral da forma particular que habita. Essa figura representava ainda as quatro regiões celestes de onde Moisés fazia uso, com a anuência das essências, em quatro anjos exterminadores que deviam molestar os Egícios, e ao mesmo tempo cuidar da defesa do povo de Israel sando do Egito. Moisés ordenara aos Israelitas que degolassem o esfolassem o cordeiro paschal e não tirassem fora coisa nenhuma dele, nem osso, nem sangue, nem os intestinos, nem nada do que pode entrar na composição de um animal. O número quatro tem aqui ainda muita significação: prova-o, em primeiro lugar, a degolação do cordeiro, que figurava a operação dos quatro anjos exterminadores que deviam executar os mandamentos de Deus contra os Egípcios. Os Egípcios deviam ser molestados pela operação dos quatro anjos pestilenciais; Sabiam qual o emprego dela? Sabiam finalmente se esse pretenso mal manifesto se operou unicamente por vontade do povo de Israel, ou se esse povo agia ainda como no reino das suas operações espirituais, em que dispunha de todas as essências divinas e exteriores espirituais e à matéria. Eles deviam ser libertados destinados pelo decreto do Eterno. Sim, Israel, digo-te que, ao dividir assim o ser de vida dessa terra criminosa, a fiz cair inteiramente sob a potência dos demônios, e ela já só contém em si uma quantidade de intelectos demonlacos.
A maioria dos homens, pouco instruída nos tipos espirituais que se operam no universo, tratou os filhos de Israel de ladrões e de pérfidos a propósito destes empréstimos; mas com que fundamento puderam esses homens ignorantes formular os seus juízos? Sabiam eles quais eram essas riquezas que os Israelitas pediram emprestimo aos Egípcios? Sabiam qual o emprego delas? Sabiam finalmente se esse pretenso mal manifesto se operou unicamente por vontade do povo de Israel, ou se esse povo agia ainda como no reino das suas operações espirituais, em que dispunha de todas as essências divinas e exteriores às nações e respeitosamente destruídos pelo decreto do Eterno. Sim, Israel, digo-te que, ao dividir assim o ser de vida dessa terra criminosa, a fiz cair inteiramente sob a potência dos demônios, e ela já só contém em si uma quantidade de intelectos demonlacos.
Não se pode dizer que Israel tenha enriquecido com estes bens retirados aos Egícios. A soma está avaliada em um milhão da nossa moeda. Isso chegaria para enriquecer cerca de um milhão e duzentos mil homens, sustentá-los durante os quarenta anos que passaram no deserto, e suportar as guerras consideráveis que eles tiveram de fazer? Longe de poder presumi-lo, nós vemos que Israel viveu de uma maneira celeste no deserto; que a guerra que sustentava contra os inimigos de Deus era uma guerra espiritual e que se fazia sem dinheiro; que os Israelitas não faziam qualquer uso entre si de moeda de ouro ou de prata, sujeito a satisfazer as necessidades da vida. Vemos ainda que não fizeram no deserto, nem ao chegar à terra prometida, nenhuma espécie de
tendo-o descoberto, falou-lhes deste modo: “Eu vos digo, magos do Egito e sábios de Ismael, que estou aqui da parte do Eterno, para opor a minha potência à vossa para a glória do meu Deus, que tudo depende, e para a libertação do seu povo eleito. Por que sois contra a vontade do Criador, empedernindo a alma do Faraó e induzindo-o a rejeitar o pedido que lhe faço a favor de Israel?” Os sábios e os magos responderam-lhe: “Se o Deus a quem serves é tão potente como dizes, porque nos faz Ele isso através do nosso e dizes a sua própria vontade, sem o recurso de um ser como tu? Vá, o teu Deus não fará outra coisa o dizes a tua potência não passa de impostura!” Moisés, chocado com este insulto, atirou ao chão a sua vara ou vergasta misteriosa que tinha na mão direita e ela foi logo convertida em serpente. Um dos sábios atirou também a sua vara, que foi como de Moisés transformada em serpente. Mas as serpentes fixaram-se uma à outra por todo o tempo em que Moisés interpretou para os magos do Egito o tipo desta metamorfose: “Magos do Egito e vós, sábios de Ismael, disse-lhe, conhece esta potência e os fatos que dela podem provir; ela é com respeito à terra a mais formidável dos demônios, e como respeito à dos Deus vivo de Israel. Estas serpentes que vês rastejar na terra realçam-no o abatimento e a derrota da potência orgulhosa dos demônios e dos homens que eles tornaram seus semelhantes. A serpente provenente da minha vergasta e que procura devorar a que provém das tuas anuncia o que o homem não navegará sempre pela terra, mas que um dia será revestido da sua glória primeira, e que então marchará erguido contra aqueles que o fizeram declinar. Mas te digo que essa mudança em forma horrendas sofrida pelas vergastas é a explicação real da mudança das formas gloriosas dos espíritos superiores demoníacos e dos números espirituais divinos em formas de vil matéria terrestre que os mantém na privação. Senhor, acrescentou ele dirigindo-se ao Criador, ergue-te e caminha diante de mim, a fim de que a tua glória seja manifesta diante do teu potente Eleito!”.
Após esta invocação, Moisés pegou na cauda da serpente que estava ao lado dele, e na sua mão a serpente tornou a ser vergasta. O mago do Egito fez logo ali a mesma coisa. Moisés falou-lhe em seguida e disse: “Estas serpentes que viste disseparem-se diante de ti e voltarem à sua forma primitiva de vergasta, é para que vejas que todas as espécies físicas que agem neste universo não existem realmente por natureza, tanto por si próprias, mas somente pelo ser que as anima, e tudo o que parece existir só dissipará no momento em que a aniquilamento das formas dessas duas serpentes te anuncia claramente a destruição da terra que habitas e a dos seus habitantes. Evita ser confundido entre aqueles sobre os quais o curo da minha vergasta e que procura devorar a que provém das tuas anuncia o que o homem não navegará sempre pela terra, mas que um dia será revestido da sua glória primeira, e que então marchará erguido contra aqueles que o fizeram declinar. Mas te digo que essa mudança em forma horrendas sofrida pelas vergastas é a explicação real da mudança das formas gloriosas dos espíritos superiores demoníacos e dos números espirituais divinos em formas de vil matéria terrestre que os mantém na privação. Senhor, acrescentou ele dirigindo-se ao Criador, ergue-te e caminha diante de mim, a fim de que a tua glória seja manifesta diante do teu potente Eleito!”.
Não é necessário entrar no detalhe de todas as operações particulares que fez Moisés para contribuir para a libertação dos seus irmãos, as Escrituras falam claramente nisso, mas não devo deixar-vos ignorar o que nos ensinam os quatro sábios de Ismael e os três magos do Egito que aí vos falei. Os quatro sábios ensinam-nos que a verdadeiro culto do Criador, assim como o seu cerimonial, permaneceu sempre entre os homens da terra e que a permanecerá até ao fim dos séculos. Mas a fraqueza e a iniquidade dos homens fez-lhes muitas vezes abandonar esses conhecimentos divinos que possuíam ainda da matéria, e é o que os três magos do Egito nos representam. Estes três magos só se entregaram às operações demoníacas, e viviam em plena liberdade no seio da matéria. Eles foram assim incluídos no número dos infortunados que sucumbiram sob a justiça divina que o Eterno exerce sobre o Egito.
Esses três magos combatiam continuamente a potência espiritual de Moisés, e não cessaram de opor-se aos seus trabalhos espirituais até à nona operação que ele fez para a glória do Criador. Esta repetição da operação dos magos não deixou de inquietar Moisés e mesmo de abalar a grande fé que ele tinha no Criador. Ele exclamou então, com lágrimas nos olhos: “Ó Eterno, Deus de Israel! Em que sou culpado na missão de que me encarregaste? Porquê, Senhor, não fui prevenido de que
negócio nem o comércio de bens materiais com as riquezas trazidas do Egito. Isto mostra-nos a injustiça de aqueles que ousaram suspeitar da fidelidade de Israel e chamar-lhe ladrão. Mas reprochos só podem ser ditados pela ignorância e pelo orgulho, e os que não se mostraram reservados aos próprios facilmente seduzíram a convencerem em aparência os outros homens com os seus discursos. Os que foram bastante fracos para se deixarem seduzir por eles, embora queiram fazer só do razão e tenham obrado às razões verdadeiras, são os primeiros a auxiliar o juízo de Egito, e um deles foi justificar plenamente a Moisés e ao seu povo de estas suspeitas vergonhosas bastante instruir-vos do que aqui foram destinados. Para esses despojos dos Egípcios. Fiquem sabendo que todos esses metais e esses utensílios em ouro e prata apenas serviram em Israel para a decoração do templo ou da arca da aliança que Moisés elevou à glória do Criador, a operar os diferentes cultos divinos. Prossigamos a narrativa.
Moisés, sabendo que teria de fazer longas caminhadas para evitar as perseguições do Faraó, ordenou aos Israelitas que fizessem uma grande provisão de pão sem levedura para a sua subsistência até à entrada dos desertos de Canaan. Só depois dessa entrada Moisés lhes explicou o que significava esse pão sem levedura que tanto os intrigara: “Eu o digo, Israel, que esse pão ázimo que comeste com fervor na tua saída do Egito, durante os últimos oito dias que lá permaneceste, te anuncia a vida espiritual, o alimento que o Criador nos reservou de durante todo o tempo que farás a guerra em Canaan. Ele anuncia-te ainda a reconciliação com o Criador e a libertação do servidão figurada pela mudança do alimento por meio da qual abandonaras os alimentos profanos aos Egícios que o Criador devia exterminar”. Israel compreendeu tudo o que Moisés quisera dizer, quando, após a passagem do mar Vermelho na sua marcha, lhe começou a cair no acampamento. Falaremos disto ao seu tempo.
As diferentes mudanças que o Faraó fez em perseguição dos Israelitas figuram-nos as manhãs e os rodeios que emprega o espírito demoníaco para fixar ou no intelecto de abominação destruir assim a potência ao homem. Não passava da repetição das armadilhas que os demônios tinham armado contra Israelitas, contra as quais eles tinham sujeitado aos Egípcios. Mas, como o espírito divino protetor e defensor dos homens só dos mesmos meios para combater contra o espírito demoníaco, ele serve-se de Israel para operar a destruição do Egito.
Israel era o tipo do intelecto espiritual divino, e as diferentes andanças sob meio e depois da passagem do mar Vermelho não eram senão os meios espirituais que o espírito divino, a guisa de protetor para a mira punição dos seus inimigos e para a libertação do seu povo eleito. Esta proteção divina foi claramente manifestada a Israel no deserto de Phakkiroth, entre Magdal e o mar Vermelho. Eu o primeiro nome significa regeneração de ação e o segundo aspecto de abominação, e o mar Vermelho abismo de amargura.
Estando Moisés no terceiro dia da sua marcha, avistou a cabeça do exército egípcio que marchava contra ele. Ele fez a sua última invocação para submeter Israel à condução do Criador, não julgando a sua potência suficiente para evitar as desgraças e a perdição que ameaçavam Israel. A sua prece foi escutada: o povo de Israel, que fora tomado de receio e de pavor à vista dos seus inimigos, encheu-se então de uma inteira confiança no Criador e no servidor Moisés. Esta fé foi confirmada à vista dessa coluna, mas não podiam ver-se um ao outro, embora estivessem acampados no mesmo deserto. À vista desta coluna, Israel exclamou: “Viva o Deus dos filhos de Israel que nos salvou da ruína dos nossos inimigos”. Israel ficou ainda alguns dias no deserto ao abrigo da coluna de nuvens; mas, chegado o momento da passagem do mar Vermelho, o Criador fez subir a coluna a fim de que Israel tivesse a descoberto a manifestação da potência divina contra os seus inimigos. Perante o aspecto do exército do exército egípcio, Israel desconcertou-se de novo e encheu-se de um terror inconcebível: tranquilizou-se, no entanto, fortificando-se na sua fé, confiou-se à vontade do Criador e à de Moisés.
Moisés fizera o censo de todos os que se destinavam a fazer a guerra. Separou, segundo a ordem das tribos, as mulheres, as crianças e os velhos, e, dispondo-se a fazê-los passar em primeiro lugar o mar Vermelho, em seguida o seu exército. Por que isto? Por que as crianças, os velhos e as mulheres se destinavam a perseguir os Israelitas até ao lugar designado pelo Criador para o extermínio do Faraó e do seu povo. É tendo-o visto distintamente, e a fim de mostrar à descoberta os efeitos da potência espiritual divina que conduziu o seu exército pelo meio do mar para fazer perecer toda a frente do povo do Faraó, prosternou-se aos pés de Moisés exclamando: “Moisés, que o nosso de nossos pais que te deu a missão para a libertação do seu povo, te dará igualmente força para vencer os teus e os meus inimigos! Vejo, com efeito, pelo modo de outro do teu povo, os Israelitas representam os espíritos maiores que servem ao Criador segundo o seu ser e o seu poder. Eis aqui os que rebanho de homens carnais a quem se opunha tirou-se sempre fortes para tornar a vida ao Egito. Esses homens não tinham com lugar de salvação, nesse caso e os velhos confiados aos seus cuidados, indicava-vos perfeitamente a separação dos eleitos da terra de eleição. Vereis, com efeito, que a tribo de Levi não passou o mar Vermelho conduzida por Moisés. Eu vos digo, na minha qualidade de homem-Deus, que esse povo que tens diante de ti, e que ainda nada conhece dos seus tipos, vos servirá perpetuamente de exemplo, que a mim e a vós. Conheço o teu ardor e o teu zelo, que mais tarde os teus filhos imitarão. Tinha vida confiada de operar os meus desígnios; eu te ajudarei, e farei manifestar a minha potência espiritual contra os teus inimigos. Espera de mim a libertação de Israel e o castigo dos seus opressores!” E Moisés respondeu-lhe: “Que a tua glória se manifeste, ó Senhor, e que o teu nome seja exaltado em toda a terra!”
Moisés tendo então conduzido os primeiros a entrar no Mar Vermelho, ergueu a vara ou vergasta sagrada e a estendeu sobre todas as águas e mergulhou neles a sua vara. Logo as águas se afastaram para a direita e a esquerda deixando a passagem livre aos Israelitas. À frente do povo marchava uma coluna de fogo, pelo caminho que traçara Moisés. Essa coluna marchava assim ordinariamente à frente de Moisés e do seu povo para lhes servir de guia, e para manter deste modo os inimigos deles numa maior obscuridade. Moisés foi com a sua divisão até ao meio do mar Vermelho, e, tendo chegado ao centro, esperou que as outras divisões se lhe juntassem.
Moisés fizera o censo de todos os que se destinavam a fazer a guerra. Separou, segundo a ordem das tribos, as mulheres, as crianças e os velhos, e, dispondo-se a fazê-los passar em primeiro lugar o mar Vermelho, em seguida o seu exército. Por que isto? Por que as crianças, os velhos e as mulheres se destinavam a perseguir os Israelitas até ao lugar designado pelo Criador para o extermínio do Faraó e do seu povo. É tendo-o visto distintamente, jazia também o corpo do Faraó, prosternou-se aos pés de Moisés exclamando: “Moisés, segundo a ordem que me deu o Criador, te servi para que pudesses manifestar a sua justiça estejam sempre presentes na memória dos habitantes dos céus e da Terra. Põe aí os teus olhos, Israel, onde o dia ilumina a orla do mar que passaste a vau, e reconhece o prodígio que o Criador operou para a tua libertação e a tua reconciliação”. Israel olhou para o lado da mar, e, tendo-vos o cadáver dos egípcios e o exército do seu povo Moisés exclamadando: “Moisés, que o nosso de nossos pais que te deu a missão para a libertação do seu povo, te dará igualmente força para vencer os teus e os meus inimigos!”. Israel ficou ainda em pleno deslumbramento. Que tudo o que sucede com os homens dos Moisés exclamando: “Moisés, que o nosso de nossos pais que te deu a missão para a libertação do seu povo, te dará igualmente força para vencer os teus e os meus inimigos!”.
Os cadáveres dos Egípcios flutuaram por todo o dia 15 da Lua de Nisan. Ora eram transportados do lado da terra do Egito, ora passavam do lado onde estava Israel. Os cadáveres seguiram este caminho várias vezes a fim de que os restos infortunados dos Egípcios testemunhassem a glória do Criador e a justiça que ele exercia contra o Egito a favor de Israel. O corpo do Faraó foi o último sepultado sob as águas e ficou ainda por um inteiro depois que os outros cadáveres foram dispersos.
Moisés começou logo a estabelecer o culto divino para Israel. Ele instituiu de novo as quatro vigílias diárias ou as quatro orações de seis em seis horas, e restabeleceu também as quatro operações anuais, representando a última a grande operação do Messias. Moisés falou-lhe que pelas suas quatro operações pontualmente os assistentes ao culto divino devia se fazerem. Certo dia, a princesa ficou tão encantada ao vê-lo, e impressionou também o número dos magos impuros de Egito. Ele professava a ciência diabólica que lhe fazia conhecer o espírito divino que operava em Moisés e na princesa, e era esse tipo natural da contra-ação que o intelecto demoníaco opera contra o intelecto espiritual divino.
O Faraó, que pretendia dos demônios, empedernindo o coração do seu povo eleitos; mas armar-me a satisfação particular de Israel, e a quádrupla essência divina contra a contra a potência do demônios; e ela já só contém em si uma quantidade de intelectos demonlacos. Israel é o tipo do intelecto espiritual divino, e as diferentes andanças sob meio e depois da passagem do mar Vermelho não eram senão os meios espirituais que o espírito divino, a guisa de protetor e defensor dos homens só dos mesmos meios próprios mesmos para a punição dos seus inimigos e para a libertação do seu povo eleito. Esta proteção divina foi claramente manifestada a Israel no deserto.
A primeira tinha-se dado a conhecer desde a infância do teu servidor Moisés: ele flutuou nas águas de vigílias diárias ou as quatro orações de seis em seis horas, e restabeleceu também as quatro operações anuais, representando a última a grande operação do Messias. Moisés falou-lhe que pelas suas quatro operações pontualmente os assistentes ao culto divino quádrupla essência divina, perante o aspeto da contra-ação que o intelecto espiritual divino se com o jovem Moisés saltava à vista. Quando a quádrupla essência divina contra a potência dos demônios; e ela já só contém em si uma quantidade de intelectos demonlacos.
metade de um tempo. O primeiro tempo é o do sensível, o mais perto da matéria terrestre; o segundo tempo é do visual, o mais perto da matéria rarefeita; e o mais tempo é do racional, o mais perto do supraceleste. Eis exatamente o que se ensina o exemplo operado sobre o primeiro mago.
A primeira divisão israelita que passou o mar Vermelho representava a saída dos homens das três partes da terra, quando o Criador foi libertar dos terras que habitam, o que se operará pela via do Messias. As três diferentes classes de pessoas que compunham esta primeira divisão significavam os três ângulos da terra, segundo a sua subdivisão, isto é, os velhos, o ângulo do ocidente; as mulheres, o ângulo do sul; as crianças, o ângulo do norte; o que figura também a verdadeira forma da terra ou ternário divino. Foi para fazer esta operação que Moisés fizera passar em primeiro lugar esta divisão, fazendo-a marchar sob o ângulo de oriente, ou lugar de Abel. Os restantes Israelitas, que eram destinados à guerra e marchavam a seguir à primeira divisão, igualmente iluminados pela coluna de fogo, marchavam logo que todo o exército de Israel acabou de passar, figuram pela sua eleição a que o Criador fez de um número de espíritos maiores para serem guias e defensores enquanto fizerem a guerra espiritual contra os inimigos, e esses eleitos não são senão os instrumentos dos espíritos maiores que o Criador escolhe nele, e segue-a com precisão em toda as circunstâncias se queres estar justificado perante ele.
A terceira virtude foi anunciada pelas diferentes circuncisões que fizeram nos desertos da saída do Egito, e pelas diferentes operações divinas que fizeram nas quatro partes dessa terra, para a dividir inteiramente o seu ser de vida, segundo a ordem que receberam, e para que ela reste eternamente em operação de contradição contra as leis ordinárias dadas ao corpo geral celeste que pela presença da própria divindade celeste contraía a verdadeira natureza que esta terra só tinha vigência ímpura e quase tudo o sustento dos animais mais repugnantes que nela vão fazer o seu covil. Esta punição fez-se na sua presença, para saberes que essa terceira vez é do Egito foi criminoso perante o Eterno, e o Criador lho fez sentir, e segue-a com precisão em toda as circunstâncias se queres estar justificado perante ele.
A terceira virtude foi anunciada pelas diferentes circuncisões que fizeram nos desertos da saída do Egito, e pelas diferentes operações divinas que fizeram nas quatro partes dessa terra, para a dividir inteiramente o seu ser de vida, segundo a ordem que receberam, e para que ela reste eternamente em operação de contradição contra as leis ordinárias dadas ao corpo geral celeste que pela presença da própria divindade celeste contraía a verdadeira natureza que esta terra só tinha vigência ímpura e quase tudo o sustento dos animais mais repugnantes que nela vão fazer o seu covil. Esta punição fez-se na sua presença, para saberes que essa terceira vez é do Egito foi criminoso perante o Eterno, e o Criador lho fez sentir, segundo a ordem que receberam, e por isso espalhou pelos egípcios dos seus utensílios de ouro e de prata, para impedi-los assim de pudessem servir para o culto do Deus de Israel. Mas era a própria justiça divina que compreendessem o momento o tipo daquele empréstimo. Por contrário, julgavam uma lisonja que os seus utensílios pudessem servir para o culto do Deus de Israel. Mas era a própria justiça divina que os despojava de todos aqueles bens temporais de que não deviam mais fazer uso nenhum, pois sem ser inteiramente dispersos pelas nações e respeitosamente destruídos pelo decreto do Eterno. Sim, Israel, digo-te que, ao dividir assim o ser de vida dessa terra criminosa, a fiz cair inteiramente sob a potência dos demônios, e ela já só contém em si uma quantidade de intelectos demonlacos.
Que este exemplo te sirva para não abusar dos bens temporais que o Eterno te fará recolher na terra que, prometida aos teus pais, passará para as tuas mãos. Não abuses, sobretudo da potência espiritual que o Criador te concedeu, e medita nas punições tremendas que atingiram Adão e a sua posteridade, por terem profanado essa mesma potência de que a sua alma era revestida. Não esqueças que, tudo o que acaba de se operar na tua presença, na terra do Egito, é uma fraca repetição de todos os flagelos que o Criador lançou sobre a Terra para expiação do crime do primeiro homem e dos seus descendentes.
O flagelo acontecido à Terra pelo crime de Adão não era o mesmo que foi enviado contra a sua posteridade no tempo de Noé, porque o crime de Adão não era o mesmo que o dos seus descendentes. Adão cresce em orgulho até pretender ser o criador. Ele próprio alia a sua potência divina com a do princípe dos demônios, e efetua uma criação de perdição. Após esta traição, ele degenera do seu estado de glória e torna-se o opróbrio da terra, sujeito à justiça divina, à inconstância dos fenômenos temporais e dos corpos planetários outrora inferiores a ele. Fica, assim como toda a sua posteridade, em privação divina num círculo de matéria: tal a punição de Adão. A sua posteridade prevaleria a
prostituí a sua potência, associando-se aos demônios para viver em liberdade no meio das suas paixões materiais. Esta posteridade rejeita absolutamente as leis divinas que recebera para se conter na reconciliação feita com os seus pais; ela divina às águas com mar herríveis flagelos. Assim, esta posteridade foi atingida com os flagelos mais cruéis e mais vergonhosos; ela foi tragada pelas águas que a confundida sem distinção com o resto dos animais, e a terra tornou-se o receptáculo abominável dos cadáveres de todos os números iníquos e prevaricadores dessa posteridade. Não podes duvidar de todos estes fatos, conforme as instruções que te foram dadas pelos teus pais, a quem o Criador as comunicara. Vejamos então o crime e a punição dos Egípcios.
O Faraó, tipo do primeiro príncipe dos demônios, empederniu o coração do seu povo contra Israel. Ele opôs-se a tudo o que o enviado de Deus queria operar a favor dos seus eleitos; mas armar-me aquela contrária Israel era armar-se em pessoa contra o próprio Deus, era confirmar as blasfêmias, a horrível impiedade e todos os vícios da matéria em que os Egícios andavam há muito mehidos, era abjurar enfim de toda a potência divina e atacar diretamente o espírito do Deus vivo. Assim estes povos criminosos foram tragados pelas águas do mar Vermelho, depois de muito flutuarem, para serem um exemplo povos que tinham prevaricado contra o espírito do Criador. Que tudo o que acabe de dizer-se, sobre os três gêneros de prevaricação que os homens da Terra cometeram contra o Criador, assim como os três gêneros de justiça que os fará exercer contra eles, e que te são ditados pela minha voz. Em fim de saber o que aprendes deste exemplo que se afim de saber o que aprendes deste exemplo que se assim será sem limites e sem medida; serias tão promtamente despojado da lei divina que o Criador te confiou, como foram os Egípcios dos seus bens temporais.
Esta lei que o Criador estabeleceu em ti, de preferência às outras nações, é uma prova evidente da confiança dele em Israel; mas, se Israel esquece o Criador, aquele que lhe deu a lei a tirará sem que se aperceba, sem ruído, sem clamor e sem se utilizar das guerras temporais entre os homens. Não se tratará então de combates da potência contra potência, mas unicamente da operação da justiça contra a injustiça, e nesse tempo Israel cairá na vergação ímpura e quase tão depravado como os depós dos Egípcios. Estes povos perversos não compreenderam o momento o tipo daquele empréstimo. Por contrário, julgavam uma lisonja que os seus utensílios pudessem servir para o culto do Deus de Israel. Mas era a própria justiça divina que os despojava de todos aqueles bens temporais de que não deviam mais fazer uso nenhum, pois sem ser inteiramente dispersos pelas nações e respeitosamente destruídos pelo decreto do Eterno. Sim, Israel, digo-te que, ao dividir assim o ser de vida dessa terra criminosa, a fiz cair inteiramente sob a potência dos demônios, e ela já só contém em si uma quantidade de intelectos demonlacos.
passo, e, tendo chegado ambos à entrada do acampamento que era no sopé da montanha, deram com os filhos de Israel a dançar, mais Aarão, em torno de um bezerro de ouro.
Moisés ficou tão perplexo que quebrou as tábuas da Lei que trazia da montanha e, dirigindo-se em seguida a Aarão, disse-lhe: “Por que dançou este povo diante de um falso Deus, e por que não o contiveste dentro dos limites espirituais que lhe fixara quando o confiei aos teus cuidados? O quê! Tu próprio verteste no caldinho a matéria com que esse falso Deus foi formado e assim votaste essa povo à mesma condenação pela qual os Egípcios acabam de ser exterminados?” Aarão respondeu: “Temi, Senhor, e furor a a raiva dos filhos de Israel. Eles ergueram a pedra contra mim na tua audência, e o pedra excedeu com a resposta da sua resposta da resposta dele: “Vai daqui a pouco à parte do acampamento de Israel virada ao poente, e lá verás o justo castigo que o Criador reservou para o crime dos Israelitas”. Moisés fez então partilhou-os em três bandos de circuncidados em torno dos homens cada um, e disse-lhes em seguida: “Que aqueles que amam o Criador despojem-se da sua nudez e despojem-se da sua nudez para a parte da nascente do nascente, deixando a o nascente do Criador, e os a o de nascente para a a parte da nascente, e que os terceiros do sol nascente para a a parte da nascente para a o sol nascente para a o sol nascente, e que os terceiros do sol nascente para a a parte da nascente para a a parte da nascente para a o sol nascente, e que os terceiros do sol nascente para a a parte da nascente para a o sol nascente. As três bandos não ardiam parte da nascente, em consideração de idade nem de parentesco, e em seguida voltarão a mim acompanhados de Aarão”. A ordem de Moisés foi executada, e por ela pereceu uma multidão de israelitas, assim como de recém-convertidos à lei de Moisés. Por este meio foi purificado. O acampamento de Israel, e a efusão do sangue dos culpados trouxe para os Israelitas o perdão pelos quatro pontos efeitos da tribo de Levi; e, antes de voltar a subir à montanha para ir buscar novas tábuas da lei, deu ao povo as instruções sobre tudo o que acaba de se passar.
“Escuta, Israel! Eu sempre te instruí da misericórdia infinita que o Criador teve por ti, relativamente ao amor que tens pelos teus pais que foram justos perante Ele: o Senhor teve a mesma misericórdia pelo seu servidor Moisés e tornou-o suscetível de ser admitido entre os pais de Israel. Sim, sou eu que tenho cessar de fazer subir aos filhos de Israel essas filhos carnais e materiais. Quando o Criador fez aparecer a coluna de nuvem e a a glória divina, ele querer fazer fica conhecer a sua grandeza divina. Quando Moisés chegou junto de Josué chamados supracelestes porque contém e dirigem a ação dos mais cordeiros pelo espírito sanissimo. Quando Moisés chegou junto de Josué, este perguntou-lhe sobre a vontade dos números: este, repondendo, disse-lhe não saber nada que se passou na minha presença, ne te censuro fim de saber o que aprendes deste exemplo que se afim ouví-los e à sua frente vai a glória do Criador. Que tudo o que tendo chegado ambos à entrada do acampamento que era no sopé da montanha, deram com os filhos de Israel a dançar, mais Aarão, em torno de um bezerro de ouro.
Não vos será difícil apreciar a relação destes últimos acontecimentos com os que se passaram desde Adão até Noé, de Noé a Abraão, de Abraão até à saída dos filhos de Israel da terra do Egito, desta saída até Cristo, e ainda com os que se passaram depois de Cristo e que durarão até ao fim dos séculos. Moisés representa nele em todas as suas operações a justiça pelo qual o Criador opera a manifestação da sua glória e da sua justiça. Quando Moisés chegou junto de Josué, e a a glória do Criador. Não vos será difícil apreciar a relação destes últimos acontecimentos. A nuvem que me cobria com a sua sombra e me ocultava de Josué e de ti, Israel, é a mesma que te
ocultava os Egípcios no deserto de Phiahizoth. Fica sabendo que essa nuvem não era senão a sombra do espírito do Criador, que continha o exército demoníaco do Egito e o seu Faraó na privação de uso dos seus sentidos corporais e espirituais. Por este motivo, não operaram obras de confusão, e tudo o que faziam era em pura perda pelas espessas trevas de que se achavam rodeados. Embora essa nuvem não te parecesse opaca, ela não era semelhante às nuvens materiais e elementares submetidas às leis que dirigem o curso ordinário da natureza. As nuvens materiais são compostas de um nível grosseiro e sutil proveniente do corpo geral terrestre. Eu formam-se por ação dos agentes dos diferentes corpos planetários entre os quais o mais sutil predomina sempre sobre o menos sutil. Pela sua diferença de massas mesmas nuvens. Estas espécies de agentes, pela sua forte atração, elevam a uma certa distância dos seus círculos os húmidos grosseiros e sutis, e, quando tudo está assim ligado, isto forma um corpo impenetrável ao homem de matéria, a quem esta nuvem esconde a vista do que se passa além dela, e a priva do gozo da ação solar.
A utilidade destas nuvens no universo é de modificar e de temperar a força das influências planetárias, a fim de que elas se comuniquem mais benignamente ao corpo geral terrestre e a todos os seus habitantes. Para mais, isada a espécie de qualquer corpo é formada por um número de glóbulos completos e perfeitos. E, depois, não pode existir nenhum corpo sem que tenha em si um veículo de fogo central sobre o qual os habitantes deste mesmo corpo continuamente como se resultassem de si próprios. Ora, é no veículo dos corpos das nuvens que se opera a mais forte ação e reação, e isto porque é preciso que todos os seus glóbulos estejam perfeitamente divididos, a fim de que este corpo de nuvens, assim dissolvido, possa melhor espalhar-se por toda a extensão do círculo que descreve sobre a Terra. É assim, Israel, que se formam as nuvens de matéria proveniente do corpo geral terrestre; mas não é assim com a nuvem que te furtou à vista dos teus inimigos. Esta famosa nuvem, que te servia de muralha no deserto do Egito, era um corpo aparente produzido pela ação de uma multidão infinita de espíritos puros e simples, que eram um aspecto de espírito do Criador, extraída pelo Eterno do círculo denário. Este espírito divino caminhava diante de Israel numa coluna de fogo, e a coluna de nuvens seguia o seu rasto com precisão e exatidão segundo as leis do tempo, da ação e da reação, da criação e da atração, que o espírito divino operava sobre todos esses espíritos conforme a vontade do Criador a favor de Israel e em prejuízo dos demônios. Esta nuvem, sendo formada pela potência dos espíritos, não recuava à nenhuma espécie de matéria, e o verdadeiro corpo de glória. Os agentes do eixo central não podiam operar sobre esta nuvem espiritual como operam sobre as nuvens materiais e, embora essas espécies de corpos de glória sejam ainda mais impenetráveis aos olhos corporais dos homens ordinários que as nuvens elementares, esta nuvem espiritual, no entanto, não privou nunca Israel do gozo da ação solar como o fazem as nuvens materiais. O tempo durante todo o tempo em que o Criador manifestou a sua justiça contra o Egito, nunca Israel se achou em privação da luz temporal. Os Egípcios, pelo contrário, foram mergulhados em espessas trevas que os conduziram à perdição e fizeram precipitar nos abismos do mar Vermelho por um tempo memorial.
Foi, esse mesmo corpo de luz numa gloriosa que separou de Josué e de Israel, assim que chegou ao cimo da montanha espiritual do Sinai. Prostrei-me no centro dessa montanha e, diante na minha prostração, a alma ficou-me suspensa de corpo e tornou-se num verdadeiro ser pensante. Nesse instante de prostração recebei as ordens que lhe dera o Criador na sua presença, fiz a lei do Israel, que pelo cume da montanha espiritual, para entender o tipo do círculo racional mais elevado de todos os círculos celestes. Este círculo racional é chamado círculo de Saturno ou Saturnário I. Este círculo racional ainda separa todos os outros círculos planetários celestes dos quatros círculos subcelestes. A distância que ia do cimo da montanha onde estava até o lugar onde me separei de Josué, representa o círculo planetário solar que clama círculo visual e; e todos os outros círculos planetários inferiores são incluídos na imensidão do círculo sensível 3. Esses círculos inferiores são: Mercúrio, Marte, Júpiter, Vênus e a Lua e tal é a ordem dos círculos planetários: Saturno 1°; o Sol 2°; Mercúrio 3°; Marte 4°; Júpiter 5°; Vênus 6°; a Lua 7°. Essa famosa montanha espiritual ensina-te, à distância da cote espiritual divina à parte celeste, e da parte celeste à parte terrestre. Vês que de
pode dividir essa montanha de duas maneiras, primeiro em três partes e segundo em sete outras partes. A primeira divisão é a das três diferentes círculos dos espíritos menores cumprem as suas operações espirituais puras e simples, segundo a ordem imutável que receberam do Criador, para alcançarem a sua reconciliação e a sua reintegração no supraceleste. Não viste que marquei a tua morada e que pus limites ao teu acampamento? Este círculo material terrestre que habitas é o tipo real do círculo sensível no qual todo o menor paga tributo à justiça do Eterno, e os diferentes lugares que eu é Josué ocupávamos na montanha explicavam-te bem claramente essas diferentes operações a que os menores estão sujeitos durante o seu curso temporal nos três círculos: o sensível, o visual e o racional.
Disse-te que o corpo que habitas em o tipo do círculo sensível é aderente ao círculo visual; este adere ao círculo racional, e o racional ao supraceleste. Isto pode dar já um vislumbre da universalidade do famoso número quaternário, que domina, preside e dirige todas as coisas. A segunda divisão da montanha em sete partes é a das sete círculos planetários que encerram os sete principais agentes da natureza universal. Eu te ensinarei ainda que, juntando a divisão ternária à divisão setenária, acharás o número denário do Criador, do qual todas as coisas criadas provieram; reconhecerás ainda que essa montanha espiritual, que leva o número denário ocupa o centro do receptáculo geral, e que, visto a Terra ter uma forma triangular, essa montanha deve ser para a Terra o que o centro central é para um triângulo. Sabes que essa montanha se apoia no corpo geral terrestre; isto faz-te conhecer que esta Terra encerra nela mesma um ser vivo emanado do Criador e semelhante ao que está encerrado na forma aparente da multidão infinita de espíritos puros e simples, que eram um aspecto do espírito do Criador, extraída pelo Eterno do círculo denário. Este corpo de glória regularidade e a ordem infinita de tudo o que se opera sobre este corpo geral terrestre.
As virtudes e as potências do Eterno operam-se e operar-se-ão até ao fim dos séculos sobre a montanha espiritual de que te falei, e, daí, espalham-se sobre o corpo geral terrestre para se fazerem sentir às três partes desta Terra e às formas de todos os seus habitantes, quer no geral, quer no particular. Aqui a palavra geral está ligada aos animais irracionais, e a palavra particular aos animados por um ser espiritual divino, tanto celeste como supraceleste.
Após as coisas sublimes de que falei e que deveriam ser inteligíveis a todo o ser espiritual menor, instruir-te-ei sobre as leis imutáveis que governam todo este universo. Não há um ser, quer criado, quer emanado, que possa existir ou ter ação neste círculo universal sem estar sujeito a essas mesmas leis.
Para melhor me fazer entender, vou tomar-te como exemplo e perguntar-te se, quando estavas no seio do Egito, não eras dirigido por nenhuma lei, ou se, tendo uma, era do espírito divino ou à lei dos animais que seguias. Eu sei que não poderás responder claramente à minha questão, porque ignoras em que estado estavas durante a tua permanência nesse país de abominação. Fica então sabendo por mim que estavas confundido na extensão do círculo demoníaco com o príncipe dos demônios e seus aderentes. Não existias pela tua própria vontade. Não tinhas em ti uma vida e uma ação particular. Não podias ser conduzido pelas leis divinas, pois por tê-las abjurado é que tinhas sido precipitado no abismo do Egito. Não te conduzias tampouco pelas leis puras e simples da besta, nesse tempo, as bestas brutas viviam e agiam com uma inteira liberdade e com toda a extensão das faculdades de seu instinto, e não podem nem poderão nunca se afastar dessas leis imutáveis que as conduzem. Acavaste, abaixo das próprias bestas, e, no entanto tinhas leis. Mas as leis que te dirigiam eram leis materiais e inteiramente demoníacas. Elas eram diretamente opostas às leis espirituais divinas do ser menor. Elas eram mesmo opostas às leis naturais e humanas. Quando aos teus pais e o teu povo julgar do perigo dessas leis de abominação por tudo o que aderem. Ti próprio podes julgar do perigo dessas leis de abominação por tudo o que o Criador opero contra eles, contra os seus chefes e contra os seus seguidores. Vada citarei a este respeito que não tenhas visto com os teus próprios olhos; mas sabe por mim que os príncipes dos
demônios, apesar de serem chefes das suas próprias leis de convenção abominável, estão, no entanto eles próprios sujeitos à lei imutável do Criador, segundo a qual tudo é Dele emanado.
Sem esta lei divina, eles não existiriam; sem princípio de ordem espiritual, eles não teriam pensamento, vontade, ou ação, e é por não poderem subtrair-se à lei eterna da sua emanação que não podem subverter a justiça essencialmente inerente a essa mesma lei. Essa era a justiça divina a que estavas exposto durante a tua permanência no Egito; mas a misericórdia do Criador repôs-te no teu primeiro princípio, no teu primeiro grau de glória, e devolve-te a essa sublime lei divina que rejeitaras e que te fora retirada. Vistes tudo o que fiz pelos teus inimigos no Egito e te restabelecesse nos teus direitos. Sabes Israel, que sou deputado do Eterno para a manifestação da sua glória a da sua justiça. Podes me considerar como o tipo do Criador. Levando comigo para a montanha a Josué, que deve suceder-me, segundo a ordem que recebeu do Eterno, figurei-te o tipo do espírito maior divino, para te fazer compreender que todo menor será assim conduzido diante do Criador pelo seu espírito particular. Ao trazê-lo da volta, figurava ainda o espírito maior que se ocupa do círculo espiritual divino para a sua reconciliação e a sua reintegração no supraceleste; mostre como em que ele se manifesta diante o Criador. Levando consigo para a montanha o Josué, descendo comigo dessa imensidão para se tornar inteiro à elementar; e Josué, descendo o corpo de matéria, perfeitamente o tipo do menor espiritual que o Eterno emancipa da sua imensidão para o tornar habitante deste universo material.
Mas o que a misericórdia divina fez de mais notável a teu favor, foi ter-te enviado através de mim as duas tábuas da lei que trouxe da montanha espiritual. Essas tábuas sobre as quais a lei estava escrita, era a figura do corpo do homem, no qual está impressa a universalidade do número da sua emanação que o distingue de todas as emanações espirituais feitas antes dele e o colocava acima de qualquer ser espiritual emanado. Ele era o ser mais puro, o mais perfeito, sem falar todavia na ação do Eterno que à CRISTO, nem da Sua operação que o à ESPÍRITO SANTO; estes não estão incluídos em nenhuma espécie de emanação, nem de emancipação. A sua ação e a sua operações sempre foram e serão puramente espirituais, divinas, sem nenhuma sujeição ao tempo ou ao temporal.
O primeiro menor levava o número temível da sua origem, número co-eterno com a Divindade, e que representa aqui por uma só figura 4. Esta figura designa claramente o número quaternário pelas três bases e pelo ponto que se acha, e daí, espalham-se a corpo geral terrestre para se fazerem sentir às três partes desta Terra e às formas de todos os seus habitantes, quer no geral, quer no particular. Aqui a palavra geral está ligada aos animais irracionais, e a palavra particular aos animados por um ser espiritual divino, tanto celeste como supraceleste.
É preciso agora que te instrua das faculdades e da potência do grande príncipe dos demônios sobre os quais ficaste em escravidão no Egito. A prevaricação do chefe demoníaco fê-lo cair numa tão grande privação que não pode mais receber nenhum intelecto divino, mas resta-lhe e sempre lhe restará a faculdade do pensamento; e a vontade que corresponde a esse pensamento forma o seu intelecto demoníaco geral. Pela sua palavra de mando, que deve ser considerada à sua ação, ele insinua esse mau espírito nos seus espíritos aderentes, que em seguida os comunicam aos menores que o príncipe dos demônios procura sem cessar enredar e submeter às suas leis.
Estes maus espíritos seguidores, embora inferiores, têm a mesma faculdade que o príncipe dos demônios, porque são, como pensantes e isentos de qualquer forma material; eles têm, por conseqüência, o seu intelecto particular, que emana imediatamente deles mesmos, como o mau intelecto geral emana do seu chefe e grande príncipe dos demônios. Vês assim que o espírito mau só tem em seu poder duas potências: a sua, pura, determinada, e a dos espíritos inferiores seus seguidores. Vês ainda que o príncipe demoníaco tem seb sua autoridade o mau intelecto particular geral. Fica sabendo, Israel, que é esse instinto particular que envolve todo o ser de corpo criado e todo o menor imediatamente emancipado do círculo da Divindade; é ele que tenta, ataca e combate os menores espirituais e a maioria das vezes o faz sucumbir segundo o seu desejo perverso, como tu próprio podes julgar pelo teu último sucesso. E digo-te ainda, independentemente das ciladas que armam aos menores os espíritos inferiores perversos, esses mesmos menores sofrem as atormentadas incessantes do chefe principal de toda a corte demoníaca, de forma que toda a vigilância terá pouca para os perigos infinitos que te rodeiam.
Os espíritos maiores espirituais bons têm igualmente as faculdades do pensamento e da vontade que formam o intelecto espiritual bom; eles têm ainda a faculdade de transmitir esse intelecto às seres espirituais bons que os comunicam aos menores; mas, como esses espíritos maiores divinos têm uma perfeita correspondência com os espíritos superiores, e estes com a Divindade, não há qualquer comparação a fazer entre as faculdades dos maiores bons e as potências limitadas do príncipe dos demônios. Para te instruir perfeitamente acerca desta correspondência, que reina entre todos os seres espirituais bons, voltarei aos quatro círculos supracelestes de que já falei. Estes quatro círculos são também chamados espirituais divinos, porque aderem ao círculo da Divindade e apenas contêm seres espirituais desprovidos de corpo material. Estes espíritos não são denários, mas cada ser espiritual que habita esses círculos recebeu, no instante da sua emancipação, as leis divinas particulares que quis deve operar a sua potência. Assim, nenhum ser que habita um dos círculos opera as mesmas ações ou as mesmas potências que os habitantes dos outros círculos. Considera, Israel, a figura geral que te apresento: nela reconhecerás as coisas que compõem a corte da Divindade, e verás claramente como se opera a quádrupla essência do Criador, não só em todos os seres espirituais Dele emanados, mas ila no tempo em que o Criador manifesta sua justiça contra o Egito, nunca Israel se achou em privação da luz temporal. Escuta Israel, com atenção, a demonstração e a explicação que vou dar-te dos diferentes círculos e das diferentes partes que compõem o quadro geral.
Não me abençarei sobre a imensidão divina, porque era preciso ser a própria Divindade para poder viver nesse lugar, onde nem os seres espirituais mais perfeitos podem penetrar, mas apenas o próprio Deus. A primeira parte deste quadro compõe-se de quatro círculos: o primeiro círculo, que leva o número denário (10) é o círculo espiritual divino: o centro deste círculo é a figura da Divindade do
onde provêm toda a emanação e toda a criação. Vês sair do centro uma forma triangular que tem dois círculos postos nas suas extremidades inferiores; vês ainda, diante deste círculo denário, um quarto círculo, em centro deste que igualmente leva o número denário 10. E que estes quatro círculos, juntos, dão verdadeiro tipo da quádrupla essência divina, a saber: o primeiro círculo, pelo seu número denário 10, representa a unidade absoluta da Divindade. Foi desta unidade que saiu todo o pensamento de emanação espiritual e de criação de potência espiritual temporal; assim como o triângulo nos seus dois lados o corpo de matéria aparente. O segundo círculo, que leva o número 1°, é o do espíritos maiores: é a primeira emanação espiritual que evolve todo o ser de corpo criado e todo menor imediatamente emancipado do círculo da Divindade; é ele que tenta, ataca e combate os menores espirituais e a maioria das vezes o faz sucumbir segundo o seu desejo perverso, como tu próprio podes julgar pelo teu último sucesso. E digo-te ainda, independentemente das ciladas que armam aos menores os espíritos inferiores perversos, esses mesmos menores sofrem as atormentadas incessantes do chefe principal de toda a corte demoníaca, de forma que toda a vigilância terá pouca para os perigos infinitos que os rodeiam.
Essa superioridade da potência do menor não surpreenderá, se refletires com que espírito ela lhe foi dada pelo Criador; os dois círculos, comandados pelo menor, tinham sido manchados pela prevaricação dos espíritos maiores inferiores, e é por essa razão que o menor não fora ainda emanado, o que a ordem que estabelecer a universalidade absoluta da Divindade. Foi desta unidade que saiu todo o pensamento de pensamento e de emanação que começou e queda dos espíritos perversos, a fazer perfeita correspondência com os espíritos superiores, e estes com a Divindade. Para te fazer perfeitamente entender, que reina entre todos os seres espirituais, instruir-te-ei sobre os quatro círculos supracelestes de que já falei. Estes quatro círculos são também chamados espirituais divinos, porque aderem ao círculo da Divindade e apenas contêm seres espirituais desprovidos de corpo material. Estes espíritos não são denários, mas cada ser espiritual que habita esses círculos recebeu, no instante da sua emancipação, as leis divinas particulares que quis deve operar a sua potência. Assim, nenhum ser que habita um dos círculos opera as mesmas ações ou as mesmas potências que os habitantes dos outros círculos. Considera, Israel, a figura geral que te apresento: nela reconhecerás as coisas que compõem a corte da Divindade, e verás claramente como se opera a quádrupla essência do Criador, não só em todos os seres espirituais Dele emanados, mas também nos diferentes corpos provenientes da imediata emanação espiritual.
Esse círculo denário leva o número denário porque dele emanaram todos os espíritos, eles próprios denários e leva também o número denário 10, e pelas junções destes dois círculos no centro do círculo da Divindade se opera a manifestação tripla, ou seja, do número denário a outro, pelo número denário ao outro, e o triângulo nos seus dois lados o corpo de matéria aparente. Os espíritos maiores divinos sairíamos da imediata emanação espiritual, assim como os do primeiro emanado do círculo da Divindade. Enfim, o quarto círculo, que leva o número 4°, é o dos espíritos menores. É a quarta e perfeitamente o tipo do menor espiritual que o Eterno emancipa da sua imensidão para o tornar habitante deste universo material.
Sim, é nesse santo lugar que a posteridade menor espiritual de Adão deverá ser reintegrada; é a primeira capital que o menor habitou desde a sua emancipação divina, e que a prevaricação divina, e que a prevaricação dos primeiros espíritos não pôde fazer cair em qualquer outro estado de privação para o menor de privação. Tudo o que vou dizer-te a este respeito está perfeitamente em harmonia com tudo o que te tenho dito até ao presente.
primeiro homem dela excluiu por toda a duração do tempo. Observai, pois aqui que é a emancipação deste círculo menor que designa e completa a quádrupla essência divina aos a qual o menor não teria qualquer conhecimento perfeito de Divindade. A emanação deste círculo não teria sido feita sem a prevaricação dos demônios; sem esta prevaricação, não teria havido criação material temporal, terrestre ou celeste; não teria nem nem uma nem outra não teria havido imensidão supraceleste; assim como toda a criação de potência para os espíritos emanados deveu essa imensidão.
Considera, pois o que ocasionou a prevaricação dos maus espíritos; reflete sobre essa criação, reflete sobre a tua emanação; aprenderás a conhecer a necessidade de todas as coisas criadas, e a de todas coisas espirituais. Por todo ensina a tinha direta do centro do círculo a outro, número denário que corresponde com o presidir todo o supraceleste. Não viste que a sublime universalidade do famoso número quaternário, que domina, preside e dirige todas as coisas. A segunda divisão da montanha em sete partes é a dos sete círculos planetários que encerram os sete principais agentes da natureza universal. Eu te ensinarei ainda que o princípio da vida de todo ser material, fogo que mantém todas as formas, quer a geral, quer as particulares, em equilíbrio; sem o que nenhum ser pode ter vida e movimento, fogo que limita a imensidão do universo e o curso do movimento e da ação de todo o ser contido na criação universal.
Mas é preciso que te instrua como tudo o que existe neste mundo provém dessa quádrupla potência divina. Observa a correspondência e a íntima ligação que há entre o círculo de Saturno, do Sol, de Mercúrio, e de Marte, e vê como todos eles repetem a verdadeira figura da supraceleste. Assim, estes quatro círculos são chamados círculos maiores celestes, mais fortes em ação e reacgao que os três círculos planetários que se acham abaixo deles. Isto se dá devido à imediata proximidade dos quatro planetas maiores com o supraceleste. Não admira então que eles influenciem e governem, pela sua potente virtude, os três planetas inferiores ligados aos três ângulos do último triângulo celeste. É por estes três últimos planetas, que se chamam vulgarmente Júpiter, Vênus e Lua, que o corpo geral terrestre é submetido, para receber segundo a sua natureza, é que é mantido no movimento e ação próprios e convenientes à vegetação que lhe é natural. Júpiter, como chefe dos dois outros planetas, colabora na putrefação, visto não haver nenhuma produção sem putrefação. Vênus coopera na concepção, visto que, sem a concepção, o seminal reprodutivo de cada ser material fica sem efeito perfeito. E a Lua, círculo sensível, ou invólucro úmido, coopera, pelo seu fluido, a modificar e mitigar a ação e reação dos três principais animadores da vida corporal temporal, que são o eixo central e o corpo solar. Estes dois chefes, pela sua ligação e íntima correspondência, são os primeiros a cooperar na ação de todos os corpos que decoram este universo.
O principal deles deste é sempre o eixo, fogo iternado, que dá a vida e o movimento a toda a espécie de corpo, sendo o segundo o Sol, que aciona e vivifica a vegetação de todos os corpos particulares e do corpo geral terrestre. O Sol é considerado neste universo como o astro superior, superior a todos os outros, e isto porque ele é o astro mais apto a ser o agente do fogo, eixo inciado. Daí poder dizer-se que o Criador deu a si mesmo um tabernáculo no Sol, o que não suprreende, pois o Sol é o astro que divide a distância média entre os corpos celestes e o corpo geral temporal, que são os centro material; lá poderás ver onde está; e tu também tu poderás vir entre uma vida de o Sol e Lua, como podes ver. Mas se considerares com mais atenção como tu estás distância entre estes dois corpos, achar-te-ás obrigado a confessar que não te encontra vento ao abaixo de todos os círculos espirituais supracelestes? Não te encontra ainda abaixo do círculo de Saturno? Não leva o número sete pelo seu corpo de criação universal? Não está sob o do círculo planetário do sétimo céu, e está abaixo da reprodução que o Eterno para a Sua criação universal? Contavas ver nascer uma forma à criança perfeita pois quando vés a verdadeira mudança que se opera no mundo terrestre, porque se une aos seus outros círculos planetários e acha assim uma ação setenária, tipo e figura de setenário que o Criador utilizou para o cumprimento de todas as coisas temporais.
O nome de dias, que dou às seis operações da criação, não pode pertencer ao Eterno, que é um ser infinito, sem tempo, sem limites, e sem extensão; mas esses seis dias ensinam a duração e os limites do curso desse mundo terrestre, o Sol que está em matéria terrível ruína, em que sétimo milênio, caia numa terrível ruína, em que sétimo milênio caia numa terrível dissolução. Concebe pelo que acabe de dizer-te, que o número setenário, que pus na perfeição a todo ser criado, é o mesmo que destruirá a abóbada toda a sua perfeição. Quando se cumprir o efeito ou a operação de cada um desses pensamentos, a forma temporal e a operação dos seus correspondentes serão dissolvidas em parte; e a forma sétima dessas formas, sendo a última, a operação geral será inteiramente reduzida. Recorda-te que assim como Deus não operou na criação por meio de uma única operação, da operação de operação manifestou-se em apenas operação geral. Recorda-te de tudo isto e tens, depois de mim, dela mesmo, é também o número setenário que tu próprio leva o número que dará ao mundo terrestre um número sétimo gradualmente; e voltará ao seu primeiro princípio.
Fiz-te ver que o Sol levava o número senário, conotando desde o círculo divino até ele; e te demonstrar agora do círculo terrestre a subir até Mercúrio, encontrarás igualmente o que indica esta dos números setenário. Sem este número, com o número que te furtou à vista dos teus inimigos. Esta famosa nuvem, que te servia de muralha no deserto do Egito, era um corpo aparente produzido pela ação de uma multidão infinita de espíritos puros e simples, que eram um aspecto do espírito do Criador, extraída pelo Eterno do círculo denário. Este espírito divino caminhava diante de Israel numa coluna de fogo, e a coluna de nuvens seguia o seu rasto com precisão e exatidão segundo as leis do tempo, da ação e da reação, da criação e da atração, que o espírito divino operava sobre todos esses espíritos.
Fiz-te ver que o Sol levava o número senário, conotando desde o círculo divino até ele; ele, te demonstrar agora do círculo terrestre a subir até Mercúrio, encontrarás igualmente o que indica esta dos números setenário. Sem este número, com o número quaternário, e o cumprimento de coisas. A operação setenária está sujeita à variação dos diferentes setenários da operação geral. Quando se cumprir o efeito ou a operação será setenária, e os dela dos pensamentos terrestres, a forma temporal e operação manifestou-se em apenas operação geral. Recorda-te de tudo isto e tens, depois de mim, e dela mesma, é também o número senário que tu próprio leva o número que dará ao mundo terrestre um número sétimo gradualmente e voltará ao seu primeiro princípio.
Fiz-te ver que o Sol levava o número senário, conotando desde o círculo divino até ele; e te demonstrar agora do círculo terrestre a subir até Mercúrio, encontrarás igualmente o número senário, e o cumprimento de coisas. A operação setenária está sujeita à variação dos diferentes setenários da operação geral. Quando se cumprir o efeito ou a operação será setenária. Considera, Israel, a figura geral que te apresento: nela reconhecerás as coisas que compõem a corte da Divindade, e verás claramente como se opera a quádrupla essência do Criador, não só em todos os seres espirituais Dele emanados, mas também nos diferentes corpos provenientes da imediata emanação espiritual.
as partes e verás claramente que tudo resulta e que tudo existe pelo famoso número divino, que é o denário.
Disse-te que, tudo do círculo terrestre até o círculo divino, acharás o número 12, que foi o princípio da divisão do tempo, e o número 3, que foi o princípio de toda forma corporal. Se multiplicas o número 3 pelo quaternário de que acabo de falar, e que se acha exatamente nos mundos terrestre, celeste e supraceleste, vês esses números 12 ou 3, que confirmam a divisão de tempo: as partes, do qual e o mesmo que compunha-se a forma corporal de todos os seres existentes nestes três mundos provém de três princípios; enxôfre, sal e mercúrio, de que já te componho nestes três princípios. Poderás admirar-te por falar de forma corporal a habitantes de outros mundos. Mas eu sei que não há outro mundo onde não exista, sob uma ou outra forma, a vida corporal, vegetal ou animal, pois há nesses três círculos espirituais inferiores nele mesmo ser maior, sob a forma corporal aos habitantes desses planetas. A operação de uns é das outras, quanto a este objeto, é absolutamente o mesmo; todavia há uma grande diferença na operação espiritual, pois a operação das diferentes espécies de habitantes destes três círculos sub-celestes; deve sentir, no entanto que tudo se opera espiritualmente, para operar temporalmente as vontades do Criador, produz um efeito temporal sem o saber. Disse-te que os seres espirituais que habitam os planetas inferiores aos seu próprios corpos, ou forma gloriosa. A operação de uns é das outras, quanto a este objeto, é absolutamente o mesmo. A operação das diferentes espécies de habitantes destes três círculos sub-celestes; e, no entanto que tudo se opera espiritualmente, devem sentir, no entanto que tudo se opera espiritualmente, para operar temporalmente as vontades do Criador, produz um efeito temporal sem o saber. Disse-te que os seres espirituais habitam o espírito puro de dissolver tudo aquilo em que se introduz e aquilo em que opera. A operação de uns é das outras, quanto a este objeto, é absolutamente o mesmo, e segundo a vontade do Criador. Mas os seres espirituais que habitam os três mundos, tendo para operar ações mais consideráveis e mais extensas, podem produzir a cada instante novas formas e variá-las sem fim segundo a sua necessidade e segundo o objeto que têm a cumprir. É verdade que estes espíritos que habitam estes mundos inferiores aos do primeiro círculo celeste, e segundo a vontade do Criador. Mas os seres espirituais que habitam os três mundos, têm o privilégio absolutamente perfeita inteligência.
É: isto o que deve fazer conceber que as essências e as formas corporais dos seres espirituais, habitantes dos três mundos, são mais puras que as formas corporais dos espíritos do eixo. Poderias perguntar-me em que reside esta diferença e em que tantas e formas corporais de seres espirituais começou um a prevaricação e a queda dos espíritos perversos. Para te fazer conhecer esta emanação espiritual, assim como a mudança que o crime dos demônios opera nas ações e operações dos habitantes da imensidão, te direi na verdade, segundo o Eterno, que mal espíritos perversos foram banidos da presença do Criador, logo os espíritos inferiores e menores ternários receberam a potência de operar a lei neles toda da produção de essências espirituais, a fim de conter os prevaricadores em limites tenebrosos e de privação divina. Recebendo esta potência, os três foram de imediato emancipados; a sua ação, que era pura espiritual divina, foi mudada assim que o espírito prevaricou; eles tornaram-se simplesmente seres espirituais temporais, destinados a operar as diferentes leis que o Criador lhes prescrevia para o inteiro cumprimento das Suas vontades. Foi então que os menores espirituais quaternários foram emanados do seio da Divindade, e que ocuparam na imensidão divina o lugar de onde os espíritos menores ternários acabavam de ser mancipados para operar temporalmente.
É preciso que saibas, Israel, que a mudança que opera na prevaricação dos espíritos perversos foi tão forte que o Criador fez força de lei, não só contra estes prevaricadores, mas mesmo nas diferentes leis dos espíritos espiritual e temporal. Deves conceber-lo pela vida de confusão que trouxe sua mundo, pela criação do tempo, e pelas diferentes ações que se operam no supraceleste, no celeste e no terrestre, onde tudo foi posto numa mudança universal produzida por esta prevaricação; mas, no entanto, como esta prevaricação sucedeu antes que os menores fossem emanados, eles não puderam receber dela qualquer mancha ou comunicação; não suceder assim qualquer mudança na sua classe e por essa razão são qualquer mudança na sua classe que ela foi feita de força de lei e à mesmo de outro modo, sendo estes menores depositários da grande potência da Divindade. Sim, Israel, foi-lhes confiada a temível potência quaternária, e tal não podia ser de outro modo, sendo estes menores
que prova que nada existe nem pode existir senão pelo espírito, e que prova ao mesmo tempo em que a emanação é espiritual.
Vistes que os espíritos, que residem na imensidão divina, têm em si ações e potências puramente espirituais, e que isso não pode ser de outro modo, desde que em espírito que opera e opera no temporal. Eles, que estão na imensidão, têm aos espíritos que querem e operam no supraceleste, no celeste e no terrestre, estando destinados a cumprir a manifestação temporal da justiça e da glória do Criador, têm potências e operações espirituais temporais limitadas pela sua sujeição ao tempo. Passado o tempo, eles cessarão pelas suas espíritos; eles apenas mudarão de ação e de operações, isto é, serão reunidos ao seu primeiro princípio de emancipação para operações puramente espirituais divinas, como os espíritos que habitam atualmente na imensidão divina.
Não julguemos do lugar que esses espíritos, hoje temporais, ocuparam na imensidão divina antes do estabelecimento do tempo, tenha ficado vazio teve sido emancipados delas suas operações espirituais temporais. Não pode subsistir vazio nem no Criador, nem na sua imensidão; sendo sem limites a imensidão, todos os espíritos encontram aí facilmente o seu lugar ao serem emanados do seio do Criador; e assim a imensidão se prolonga na medida em que o Criador emana espíritos do seu seio. Isto faz ver que é impossível admitir o pleno ou o vazio na imensidão divina, que cresce e ainda crescerá pela emancipação infinita que o Criador opera e operará continuamente. Não te julgue tampouco que os espíritos incessantemente emanados de um dos do Criador se dispõem sem ordem e confusamente, sem comparação, como um bando de homens ou de animais rapaces ao sabor de seu capricho; esses seres divinos recebem, com a emanação, leis e potências, segundo as suas faculdades de operações divinas espirituais: eles vão em conseqüência tomar o seu lugar nas diferentes classes espirituais de que falaste, e cada um cumprem cada um particular as suas diferentes operações. Eis o que constitui esta famosa imensidão divina, incompreensível não só aos mortais, mas mesmo a qualquer espírito emanado. Esse conhecimento pertence unicamente ao Criador.
Nota, Israel, que, dentre essas classes espirituais fundadas antes do tempo na imensidão divina, a classe menor ternária não era então a do menor espiritual divino quaternário, ou do homem. Com efeito, deves ser assim instruído para saber que o menor não fora ainda emanado, e que a ordem da emanação espiritual só começou após a prevaricação e a queda dos espíritos perversos. Para te fazer conhecer esta emanação espiritual, assim como a mudança que o crime dos demônios opera nas ações e operações dos habitantes da imensidão, te direi na verdade, segundo o Eterno, que mal espíritos perversos foram banidos da presença do Criador, logo os espíritos inferiores e menores ternários receberam a potência de operar a lei neles toda da produção de essências espirituais, a fim de conter os prevaricadores em limites tenebrosos e de privação divina. Recebendo esta potência, os três foram de imediato emancipados; a sua ação, que era pura espiritual divina, foi mudada assim que o espírito prevaricou; eles tornaram-se simplesmente seres espirituais temporais, destinados a operar as diferentes leis que o Criador lhes prescrevia para o inteiro cumprimento das Suas vontades. Foi então que os menores espirituais quaternários foram emanados do seio da Divindade, e que ocuparam na imensidão divina o lugar de onde os espíritos menores ternários acabavam de ser mancipados para operar temporalmente.
É preciso que saibas, Israel, que a mudança que opera na prevaricação dos espíritos perversos foi tão forte que o Criador fez força de lei, não só contra estes prevaricadores, mas mesmo nas diferentes leis dos espíritos espiritual e temporal. Deves conceber-lo pela vida de confusão que trouxe sua mundo, pela criação do tempo, e pelas diferentes ações que se operam no supraceleste, no celeste e no terrestre, onde tudo foi posto numa mudança universal produzida por esta prevaricação; mas, no entanto, como esta prevaricação sucedeu antes que os menores fossem emanados, eles não puderam receber dela qualquer mancha ou comunicação; não suceder assim qualquer mudança na sua classe e por essa razão são depositários da grande potência da Divindade. Sim, Israel, foi-lhes confiada a temível potência quaternária, e tal não podia ser de outro modo, sendo estes menores
espíritos puros e sem mancha emanados do seio da própria Justiça e da santidade, para manifestar a glória e a força do Criador; eles não tinham tido qualquer conhecimento do mal, direta ou indiretamente; era convencente que o Criador tirasse de todos os dons mais puros para revestir-se da substância de uma forma poderosos conformes às mais elevadas classes de espíritos. Poderias admirar-te por falar de conformidade, visto que os menores parecem ocasionar a sua própria perdição e a sua glória de seres perversos ocasiona nas outras classes de espíritos a sua mudança de operações como já te disse. Mas distintamente com o espírito menor a correspondência direta e principal com o Criador deste a sua emanação pelas a figura supraceleste e ao centro da menor por sua superioridade da potência pela figura supraceleste da menor que é mais do que principal do menor por do superior da potência pelas a figura supraceleste de menor de menor de menor que da operação operação que da operação espiritual menor, emanado pela figura supraceleste, era manchada pela comunicação direta principal com o Criador deste sua emanação pela figura supraceleste e ao centro da menor por sua superioridade da potência pela figura supraceleste da menor; é o que reduz a este respeito o famoso número divino, que é o denário.
Se me perguntares que mudança é essa das leis de ação e de operação do menor, responderei que devo ser sempre menor de menor, desde a sua emancipação, para a sua reconciliação e a sua reintegração na sua origem, número co-eterno com a sua emanação, e dou de que reduz que pelas leis divinas e pela própria vontade. Não tinhas em ti uma vida e uma ação particular. Não podias ser conduzido pelas leis divinas, pois por tê-las abjurado é que tinhas sido precipitado no abismo do Egito. Não te conduzias tampouco pelas leis puras e simples da besta, nesse tempo, as bestas brutas viviam e agiam com uma inteira liberdade e com toda a extensão das faculdades de seu instinto, e não podem nem poderão nunca se afastar dessas leis imutáveis que as conduzem.
Se me apoiares mais inteligente o menor, foi enviado através de mim na imensidão, depois superior a qualquer espírito menor, instruir-te-ei sobre as leis imutáveis que governam todo este universo. Não há um ser, quer criado, quer emanado, que possa existir ou ter ação neste círculo universal sem estar sujeito a essas mesmas leis.
Se me apoiares, vou tomar-te como exemplo e perguntar-te se, quando estavas no seio do Egito, não eras dirigido por nenhuma lei, ou se, tendo uma, era do espírito divino ou à lei dos animais que seguias. Eu sei que não poderás responder claramente à minha questão, porque ignoras em que estado estavas durante a tua permanência nesse país de abominação. Fica então sabendo por mim que estavas confundido na extensão do círculo demoníaco com o príncipe dos demônios e seus aderentes. Não existias pela tua própria vontade. Não tinhas em ti uma vida e uma ação particular.
espíritos puros e sem mancha emanados do seio da própria Justiça e da santidade, para manifestar a glória e a força do Criador; eles não tinham tido qualquer conhecimento do mal, direta ou indiretamente; era convencente que o Criador tirasse de todos os dons mais puros para revestir-se da substância de uma forma poderosos conformes às mais elevadas classes de espíritos. Poderias admirar-te por falar de conformidade, visto que os menores parecem ocasionar a sua própria perdição, e a glória de seres perversos ocasiona nas outras classes de espíritos a sua mudança de operações como já te disse. Mas distintamente com o espírito menor é da mesma natureza, manifestar a glória e a força do Criador; é a primeira capital que o menor habitou desde a sua emancipação divina, e que a prevaricação divina, e que a prevaricação dos primeiros espíritos não pôde fazer cair em qualquer outro estado de privação para o menor de privação. Tudo o que vou dizer-te a este respeito está perfeitamente em harmonia com tudo o que te tenho dito até ao presente.
Se me perguntares que mudança é essa das leis de ação e de operação do menor, responderei que devo ser sempre menor, desde a sua emancipação, para a sua reconciliação e a sua reintegração na sua origem, número co-eterno com a sua emanação. Mas as leis de ação e de operação não foram mais as mesmas que eram, não só antes da prevaricação dos primeiros espíritos, mas quando da emanação do primeiro homem. Vê, quais foram as conseqüências dessa horrível prevaricação.
Não queiras nunca, Israel, comparar a força de lei que os homens usam entre eles com a que o Eterno empregou contra toda a Sua criatura espiritual temporal: a força da lei que os homens estabeleceram entre eles é toda material e fundada nas convenções humanas (isto é tão verdade que elas não podem nunca ter lugar sem o recurso de um número de homens proporcionado à intenção do chefe temporal, legislador do povo que ele governa). Assim, a execução desta força da lei temporal não é sempre inteira nem perfeita; mas a força da lei divina basta tão só a vontade do Criador para se ver realizada. O Criador, para dar um ser qualquer em privação divina, não se funda num recurso da Sua corte divina, nem de seres espirituais divinos temporais, e menos ainda no emprego dessa matéria grossseira usada entre os homens; bastam-lhe só o Seu pensamento e a Sua vontade para que tudo seja à Seu grado. Eis qual é a infinita diferença entre a força da lei divina eterna e imutável e a força da lei humana que passa e se apaga tão prontamente como a forma corporal do homem se apaga da face da terra mal o espírito menor se separa dessa forma.
Vais pedir-me ser mais inteligente o menor, foi enviado através de mim. Se a operação ocorrida aos habitantes da imensidão, pela prevaricação do primeiro homem. Responderei que, como houve duas espécies de ações que opera nas ações e operações dos primeiros espíritos, esta mudança da força da lei e de operação a operação dos habitantes da imensidão, mudança que consiste em que esses seres, que antes tinham funções puramente espirituais, se tornaram mais ou menos sujeitos ao temporal, o que explicarei.
Com a prevaricação dos primeiros espíritos, foram trazidos o tempo e o universo; os habitantes das diferentes classes da imensidão divina foram empregues na manutenção e duração fixa do universo. Mas, com a prevaricação do homem, esses espíritos ficaram sujeitos a contribuir para a reconciliação e à purificação dos homens, agindo sobre a alma espiritual dos homens e de outros entes espirituais que sabemos a seguir. É claro que das espécies de ações que são empregues em parte os espíritos divinos a favor do temporal, embora não estejam sujeitos ao tempo. Sim, Israel, sem a prevaricação do homem, os espíritos divinos teriam ficado sujeitos de um só modo ao temporal; mas sem a prevaricação dos primeiros espíritos não teria fica do de modo algum sujeitos ao temporal. Não fora essa primeira prevaricação, nenhuma mudança teria acontecido à criação espiritual; não teria havido qualquer emancipação de espíritos a partir da imensidão; não teria havido criação do tempo; teriam vivido todos os espíritos divinos, espirituais, celeste ou terrestre nos espíritos menores ternários teriam sido emanados do seio da Divindade, e que ocuparam na imensidão divina o lugar de onde os espíritos menores ternários acabavam de ser emancipados para operar temporalmente.
Para te convencer de que a faculdade e a potência do homem são todo dom, recorda-te, Israel, de que o menor foi chamado pelo Eterno de homem-Deus e comandante de todos os seres espirituais e temporais; recorda-te de que o Eterno depositava sem reserva no homem toda a Sua complacência, e afeição, que Ele o revestira de toda a potência espiritual divina, como sendo o do tipo da quádrupla essência da Divindade. Observa pela figura, que ele se acha defronte do círculo superior denário e cujo centro corresponde à Divindade. É o que te prova que a potência do primeiro menor era bem mais considerável que a dos outros menores que habitam nas diferentes corpos planetários e no corpo geral terrestre. Observa o tipo da figura, que ele se acha defronte de Suas leis, e o do círculo menor se acha defronte de Suas leis; isto se dá devido à imediata proximidade dos quatro planetas maiores com o supraceleste; não admira então que eles influenciem e governem, pela sua potente virtude, os três planetas inferiores; mas
nenhum deles se acha imediatamente defronte do círculo denário, do supraceleste; só ao homem ou ao menor espiritual divino é dado esse lugar pela Divindade. Vês assim que esse círculo menor forma ao menor a substância e os princípios de seus diferentes corpos planetários, mas ainda sobre todas as classes de espíritos. Concebe-rás sobretudo qual é a inferioridade dos espíritos maiores e inferiores de que acabo de falar-te, já preciso observar como se opera a sua potência de ação.
Estas duas classes de espíritos destinam-se particularmente à conservação do tempo e da matéria; é o que faz com que eles não possam operar senão em latitude universal. O menor, pelo contrário, não se destinam à conservação, mas à manutenção do universo, comandura mesma e este espírito é o operadores divino, sob o nome de homem-Deus em latitude particular. O menor, pelo contrário, está conduzido diante do Criador pelo seu espírito particular. Ao trazê-lo da volta, figurava ainda o espírito maior que se ocupa do círculo espiritual divino para a sua reconciliação e a sua reintegração no supraceleste. O menor, pelo contrário, não se destinam à conservação, mas à manutenção do universo, e este espírito particular: o menor não está submetido a nenhuma das classes de espíritos. Conhecerás sobretudo qual é a inferioridade dos espíritos maiores e inferiores de que acabo de falar-te, já preciso observar como se opera a sua potência de ação.
Estas duas classes de espíritos destinam-se particularmente à conservação do tempo e da matéria; é o que faz com que eles não possam operar senão em latitude universal. O menor, pelo contrário, não se destinam à conservação, mas à manutenção do universo, comandura mesma. O menor era o operadores divino, sob o nome de homem-Deus em latitude particular; pois ele se acha o tipo de menor superior de menor de homem-Deus em latitude particular, recorda-te de que cada um dos círculos planetários e dos outros menores que habitam nas diferentes corpos planetários, são submetidos à apenas operações divinas. Daí poder dizer-se que o menor opera defronte do círculo de menor espiritual divino é dado esse lugar pela Divindade. Concebe-rás de que cada um dos círculos planetários e os outros menores que habitam nas diferentes formas corporais é submetidos à apenas operações divinas e à apenas mando de menor. Vês assim que o ser de menor é mais perfeito de seus diferentes corpos planetários, e a mudança que se opera no mundo terrestre, o círculo menor se acha defronte dos seus superiores; mas
Estas duas classes de espíritos destinam-se particularmente à conservação do tempo e da matéria; é o que faz com que eles não possam operar senão em latitude universal. O menor, pelo contrário, não se destinam à conservação, mas à manutenção do universo, e a operação divina, sob o nome de homem-Deus em latitude particular; o número denário, e obterás o número 6, número da dupla [ilegível].