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III · Os Números e as Potências Divinas

É, destas três pessoas, possuídas do príncipe dos demónios, que extraímos, confesse disse, o número novenário de matéria, ou seja: adicionando os três príncipes espirituosos e essências primeiras, as suas três virtudes e as suas três potências demoníacas, como vai a seguir:

1° - Três príncipes de Caim, três príncipes da irmã mais velha, três da irmã mais nova = 9. 2° - Três virtudes de Caim, três da irmã mais velha, três da irmã mais nova = 9. 3° - Três potências de Caim, três da irmã mais velha, três da irmã mais nova = 9.

Mas para vos convencer de que o número novenário de matéria vem dos seus menores, basta ver a sua primeira operação demoníaca, e como perpetuaram as suas operações criminosas até ao justo castigo que o Criador exerceu sobre toda a sua posteridade, castigo que as Escrituras nos dão a conhecer e do qual o conhecer-mostrando que o número novenário de matéria vem dos seus menores. A junção que faz com os três princípios habitantes celestes deve a sua origem aos três princípios espirituosos, que cooperam nas formas corporais e de que esses três menores assim como aquelas de que devem revestir-se os espíritos perversos, como segue:

3
3
3 Adicionai o produto de todos estes números, que é 27 e achareis 2 e 7, que fazem 9.
3
3
3 Multiplicai 27 por 9, a soma dos números do produto fará ainda 9.
3
3
3 Se multiplicardes indefinidamente este produto, obtereis sempre 9.
27

Era o que vos queria dizer sobre o número novenário. Como quero dar-vos a conhecer os outros tipos considerávis que Caim representa neste universo, dir-vos-ei que Caim é o tipo de eleito de profeta que o Criador devia enviar através dos tempos à posteridade de Adão. Foi-vos acalmar-vos as penas e estancar-vos as lágrimas pelo triste acontecimento que julgais irreparável. Caim demonstra um forte ardor e um terrível ânsia agradar e estancar-vos as penas e estancar-vos as lágrimas; ele compreendeu-lo e os outros sucederam a sedução de Adão e da sua posteridade. Porquê arrogar-lo à minha guarda? Pensaís esta resposta, o espírito arrebatava-se livremente, mas como Caim queria reter os menores, quer sangue do irmão tinha ofendido o seu Criador. Eis como tristemente acabou o primeiro homicídio de Caim. Mas o que devo dizer-vos do segundo homicídio que Caim cometeu na pessoa do seu sobrinho, filho do seu filho Tabalcaim. Dou-vos esta narrativa para vos dar mais ampla explicação dos tipos demoníacos.

Caim, que era um grande caçador, tinha igualmente educado todos os seus filhos mancebos para a caça, sobre tudo o décimo, no qual punha toda a sua dedicação. Não dou a este filho outro talento senão o da caça. Os restantes irmãos eram dados a trabalhos imagináveis e de obras manuais. Caim

deu a este décimo filho o nome de Booz, que quer dizer filho da ocasião. Foi este último filho que levou à morte o seu pai Caim, o que sucedeu deste modo: Caim, tendo resolvido ir à caça dos animais ferozes, acompanhado pelos dois filhos de Enoch, seus netos, não previniu o seu filho Booz da caçada que projetara para dentro de dois dias. Booz, por sua vez, projetou, com dois dos seus sobrinhos, filhos de Tubalcaim, ir à caça no mesmo dia que o seu pai, mas igualmente sem preveni-lo do seu projeto. Booz, que não tinha filhos, punha toda a sua amizade nos dois sobrinhos. Partiram juntos para a caça; mas Booz, sem saber, foi pelo mesmo caminho que o seu pai Caim; e, encontrando-se ambos numa mata que costumavam caçar, Booz notou a sombra de uma figura através dessa mata chamada Onam, que quer dizer Onam, e or, e lançou uma flechada que foi atingir o seu pai Caim, em vez de atingir os animais ferozes. Booz, vendo o pai morto, foi tomado de surpresa e a agitação de Booz, ao chegar ao lugar que a flecha atingira, vendo o seu pai morto pelas suas próprias mãos. A dor de Booz foi ainda maior por saber da punição e da ameaça que o Criador lançara contra aquele que tocasse na pessoa de Caim. Ele sabia que o infeliz seria sete vezes vítima de penas mortais, ou seria punido sete vezes de morte. (Explicarei mais adiante a punição de sete vezes morte).

Booz chamou os dois sobrinhos e pôs-lhes adiante do cadáver. Mal eles reconheceram a forma e a figura de Caim, lançaram um grande grito de exclamação e deu mostras do seu horror, o que fez aumentar ainda mais a desolação do infeliz Booz. Tendo contado como ele e a causa inocente de destruição da forma corporal do seu pai Caim, disse-lhes: “Meus amigos, vós sois testemunhas do meu crime; embora involuntariamente, transgredi as ordens e a proibição do Criador, sou culpado perante o Eterno e perante os homens. Sou o mais infeliz dos homens. Eu não disponho de poder para destruir o que de mim fica, e único reconciliador de toda a vossa posteridade. Ficai ainda sabendo um e outro que Caim, que considerais com razão como um criminoso, não foi com razão que Caim atingiu a matéria, ao passo que Adão tomou o triso de Deus pela força: vede qual de vós é mais criminoso.

O intelecto demoníaco, que conhece a fraqueza dos homens em aflição, suscitou logo uma paixão exaltada de vingança nos dois sobrinhos de Booz pela morte de Caim. Esses dois mancebos, longe de ouvir a voz da razão e de melhor sentimento, abraçaram a má resolução de matar o tio que voluntariamente lhes dera a morte do pai e do avô. Não é assim que se devem prevenir os crimes; e os homens deveriam impedi-los pela educação e instrução. O intelecto demoníaco que conhece a fraqueza dos homens, suscitou logo uma paixão exaltada de vingança nos dois sobrinhos de Booz pela morte de Caim. Não previne crimes? Não impede a vingança? Tendo Booz declarado a inocência da sua ação, dirigiu-se aos dois sobrinhos, dizendo: “Que seja feita a vontade do meu Criador para apaziguar a sua justiça”. Mas os dois sobrinhos, longe de o ouvirem com piedade e penitência.

Eis como Caim foi o verdadeiro tipo de profecia, quando disse, após o crime que cometeu sobre o seu próprio irmão Abel, escutou a voz do Criador, e a voz do Criador disse: “Como faz aquele que vai pereço pelas suas próprias mãos. Não fará grande efusão de sangue dele, pelo Criador. Mas eu o impedirei e prevenirei a sua justiça.” O Criador, irritado pela morte de Caim, marcou os dois sobrinhos de Booz, da mesma forma que marcara o avô deles Caim, querendo que servisse, pela sua condenação, de pena ao mais perverso, quando dela usasse com previdência. Eis a maldição de Caim contra a sua posteridade.

encontrarem-me matarão”. Se esses homens tivessem sido instruídos do tipo que faziam estas palavras dirigidas ao Criador, teriam visto claramente que era o das profetas, tal como o vimos efetuar-se realmente entre os homens da terra e no próprio Caim. Mas, me direis, como podia depois o Criador mandar profetas junto dos homens para os guiar nas suas ações pelas leis que lhes deu, se direis que o Criador não toma qualquer parte nas causas segundas que operam entre os homens? Eu responderei que o Criador não pode tomar parte nas causas segundas, que opera continuamente com os seus sedutores e perniciosos para o menor espiritual; tal como já sucedera na sedução de Adão e da sua posteridade. O Criador, por consequência, julgou necessário, para vantagem do homem, eleger espiritualmente seres menores, e dele-los do espírito profético, não só para manter o homem nas leis, preceitos e mandamentos que lhe dera, mas ainda para maior moléstia dos espíritos malignos e para manifestação da maior glória divina. O pensamento de ser espiritual bom ou mau, como a ação boa ou má perante o Criador, eis como o Criador conhece as causas segundas.

Vejamos agora qual é o tipo que faz a retirada de Booz no deserto de Jezanías. Sendo Booz o último filho da posteridade direta de Caim e completando dele o seu nascimento o número denário, é provável que fosse dotado de alguns dons espirituais divinos, para ser uma figura e um exemplo real da grande misericórdia que o Criador concede em quaisquer circunstâncias, para vantagem do ser menor espiritual e maior perverso, quando os espíritos sinceramente reclamam dele. Deveis compreendê-lo mais claramente pela graça que o Criador concedeu a Booz, que era duplamente criminoso; em primeiro lugar, por Ter assistido ao crime dos demónios de preferência ao do Criador, tendo tido um conhecimento perfeito de um e de outro, e por ter deixado levar pelo exemplo e o hábito falso contraído junto da posteridade de Caim; e ainda por receio das penas temporais que essa posteridade lhe faria sofrer, e para sua própria satisfação pessoal. Em segundo lugar, Booz foi criminoso por ter matado seu pai Caim, e ter faltado assim às prevenções que o Criador faz atendão à posteridade de Caim, após o crime cometido na pessoa de Abel. Não é que o Criador tenha por isso previsto a punição futura das causas segundas que operavam entre essa posteridade (sabeis o que já vos disse a esse respeito); mas essa proibição, que conhecia a conduta destes todos, e que queria prevenir os homens das abominações que estes últimos poderiam operar contra eles, como já haviam operado para a guarda de Adão e da sua posteridade primeira. Daí que os homens tenham sempre julgado a conduta futura. Sabemos aliás que o Criador é mais forte e mais potente que os demónios, e que a maior das suas demoníacas não faz senão engendrar novas maldições quando se eleva contra o Criador ou o justo menor, cujo edifício é inquebrantável, desde que assente na mínima base espiritual divina. Sabemos contudo que o guardado pelo Senhor está bem guardado. Eis nesta potência invencível e na justiça imutável do Criador que se fundam todas as ameaças que faz à posteridade de Caim.

Gostaria de fazer uma pequena dissertação sobre o que acabo de dizer-vos, a fim de vos ajudar a compreender a conduta atroz preferida dos espíritos demoníacos, contra a forma do menor e contra o próprio menor. Os espíritos demoníacos preferem a forma do menor à da besta, porque a forma do homem é a imagem e o ensaio geral da grande obra divina. O homem traz na sua forma a figura real da forma aparente que surgiu na imaginação do Criador, e que foi em seguida operada por obreiros espirituais divinos, e unida em substância de matéria aparente sólida, passiva, para a manifestação da justiça divina contra os demónios e contra os menores. Por isso, o príncipe dos demónios faz grandes esforços e diligências para corromper o homem na forma e fazê-lo sair da sua presença divina, e separá-lo da reunião com o Criador. Eis porque o príncipe dos demónios faz com tantos esforços a sua sugestão sobre o qual os espíritos demoníacos possam exercer a sua impressão.

Convém saber que o espírito demoníaco, sempre procurando perseguir os menores, começa por atacar de ser vida espiritual demoníaca, quando sucede fazer junção completa com a forma. Daí resulta que

este espírito intelecto ataca o menor espiritual divino, a fim que este possa receber impressão da vontade de príncipe dos demónios à ordem do qual age este intelecto, e que faz jura de dar luta a toda a forma de operação espiritual tendente à glória do Criador. É deste terrível convencer-mos-pos que provém a boa ou má reintegração da forma corporal do ser menor. Tudo depende da firmeza com que o menor receber esse impressão; e da reação da ação do espírito que provém da boa ou má reintegração da forma corporal do ser menor; quando sucede que a forma totalmente oposto da que estabeleceu a duração temporal? As ações do menor, os seus movimentos, as suas operações, mostram-se de um modo totalmente totalmente oposto ao da forma totalmente que estabeleceu a duração temporal? As ações do menor, os seus movimentos, as suas operações, mostram-se de um modo totalmente oposto ao da forma totalmente; considerável e impressível negá-la. Sim, parte do animal racional está sempre acima do irracional; e isto porque a ação boa ou má perante o Criador conhece as causas segundas.

A primeira é a vida da matéria, a que chamamos instinto ou vida passiva, que é inata na forma do animal racional, como na do irracional. A segunda é a vida espiritual demoníaca que pode incorporar-se na vida passiva. A terceira é a vida espiritual divina que preside às duas primeiras. Não encontrareis a mesma coisa entre os brutos; neles há apenas um ou dois movimentos, provenientes da operação espiritual divina do esso ou do que ele põe central, que imprime à sua forma, ou da vida passiva da matéria, que é o de uma só operação; mas isto é considerável e impossível negá-la. Sim, parte do animal racional está sempre acima do irracional; e isto porque a ação boa ou má perante o Criador conhece as causas segundas que operam entre os homens.

Tal é a diferença que subsiste entre os seres racionais e os seres irracionais, e tal é a razão pela qual as operações demoníacas atacam antes a forma corporal do homem que a das bestas. Não é necessário um mediador para essas bestas tais que estavam escritas nas intenções e a vontade da operação espiritual divina pela própria movimento. Não é necessário mediador, pois as suas disputas não vêm de um conselho estranho aquele que a natureza lhes dita.

Eis a dissertação que me propunha a fazer. Queria explicar-vos o tipo da retirada de Booz para o deserto de Jezanías; e isto me dará lugar a explicar-vos o tipo da retirada do menor, quer espiritual divino seja-lhe da reconciliação ou da maior consequência do Desejo.

Por esta retirada de Booz devemos compreender que está no poder do menor espiritual divino separar-se, quando entender, das diferentes operações tanto contra o príncipe dos demónios pelo órgão de sua forma, e fazer-se a eleição particular para substituir o prevaricador, geral terrestre, e estabelecer a reconciliação geral perfeita e espiritual. O número de Booz, o último filho de Caim, completa o número denário; isto é, de dez. Esse número largo que veicula os dois e o oito da reconciliação geral; eis o tipo de retirada de Booz para o deserto de Jezanías, que figura a reconciliação geral, e separação do menor espiritual divino dos demónios. Não dá lugar a explicação das revoluções últimas que não há de sobrevir à criatura, para entrar no deserto de Jezanías.

Dir-vos-ei, que Adão e Eva cooperaram na forma do menor pela sua operação na sua intenção, mas o de menor faz, totalmente, esta operação espiritual; ela não tem ação por si mesma; é certo que ela contraiu o sentimento espiritual divino através operação de menor. Por isso devemos crer que a operação dos espíritos espirituais divinos faz nascer outro crime em homens, para serem instrumentos espirituais da

divina, que o Criador faria nascer outro crime em homens, para serem instrumentos espirituais da manifestação de sua justiça.

Entre os menores destinados a estas espécies de operações espirituais, consideramos em primeiro lugar Enoch, o sétimo da posteridade daquele que substituiu Abel, isto é, de Seth. Ele representa, pela primeira vez desde a nascença, o verdadeiro tipo do espírito divino, para apoio, condução e defesa dos menores contra as perseguições dos demónios. Representa por outras palavras, pela sua missão, suas obras e operações, e pelo culto que professou, o verdadeiro tipo da ação direta do espírito duplamente potente do Criador, que deva preservar aos homens divinos durante um seu tempo a conduta a seguir para se preservarem dos ataques dos seus naturais, temporais e espirituais, e servir-lhes de base fundamental para se perpetuar no cerimonial do seu culto de operação de correspondência divina.

Examinemos, qual o crime que estas espécies de operações espirituais, consideramos em primeiro lugar Enoch e erguer, chamados pelo espírito santo nas ciências que possuíam pelo poder e ministério de Enoch, um tipo de reconciliação do género humano.

O número de prosélitos tornou-se em pouco tempo bastante considerável, mas esses novos prosélitos não se mantiveram todos igualmente nas suas virtudes e potências. O que pervertesse vários foi a conduta atroz de um dos seus chefes admitidos por Enoch à reconciliação divina, que suscitou a dissensão entre os êmulos e espalhou uma vaga de desprezo sobre as instruções que tinham recebido de Enoch. Este espírito de revolta tornou-se tão forte entre os novos chamados que entregaram inteiramente ao abandono do Criador e ao gozo da matéria sob a condução de chefe prevaricador. Ficaram, apenas em número de nove sobre a terra. Estes nove justos encheram-se da força e da glória do conhecimento que tinham recebido do santo homem Enoch e pediram-lhe que se juntasse de novo a eles, para substituir aquele irmão que o demónio lhes roubara.

Enoch, sensível aos rogos deles, fez com os nove justos uma assembleia na qual lhes comunicou inteiramente seu segredo. Eis aí que fez à sua eleição particular para substituir o prevaricador; mas acrescentou que aquele que escolhera para este fim só entraria na virtude e potência divina quando eles tivessem feito a expiação dos seus pecados durante a sua vida temporal, e quando à justiça divina tivesse punido os criminosos. O coração de aquele nove justos foi tão abalado que ficaram numa espécie e aniquilamento no torpor que durou cerca de três horas. Durante esse tempo, Enoch fez à sua invocação ao Criador em favor destes nove discípulos, que viram então, na situação em que se achavam, todos os flagelos de que o Criador deveria servir-se para castigar a Terra e o resto dos seus habitantes. O horror assim concebido por estes nove justos, fê-los voltar do seu abatimento; soltaram um imenso grito ao ver Enoch, e disseram-lhe: “Como é possível, mestre, que tudo o que acabamos de ver possa suceder nesta Terra? Não poderíeis aplacar com as vossas orações à força daquilo que nos veria entre nós, e retirar os flagelos que ele se propõe lançar sobre a Terra e sobre os seus habitantes? A visão que tivemos não é falsa: o Criador é justo, e vós sois santo, forte e invencível”.

Enoch respondeu-lhes: “Quem vos instrua então acerca de mim? Sede todos como um só homem, sereis igualmente santos. Sede todos uma mesma lei, sereis todos fortes. Sede então submissos à toda lei do Criador, que vos preservei, e sereis eternamente menores espirituais invencíveis. Tal é o vontade do Pai e do seu Espírito Santo sobre o seu filho. Sede todos filhos de Todo-poderoso naquilo que aqui em baixo, e sabereis que aquele a quem chamastes Enoch é o espírito do Pai que está no alto”.

Mal Enoch acabava de falar e benzer os nove discípulos, e uma nuvem de chamas desceu do céu e arrebatou esse espírito santo para conduzi-lo ao seu destino. Os discípulos no perdê-lo de vista lamentaram-se e disseram: “Que será de nós, ó Eterno, sem a assistência do nosso mestre Enoch? Por que o arrebatas do seio dos seus irmãos e discípulos? Se a Terra é culpada, de que é os nós, homens corporais, devemos ser responsáveis, do sangue material que dela recebemos, e que

abandonamos à tua justiça? Escuta, Senhor, as nossas súplicas, e tem piedade dos teus filhos e dos teus servidores”.

Enoch devia voltar ao seu novo tipo de vontade do Criador, tal como já vimos que houve vários ao se sucederem através os tempos passados até esse dia. O primeiro princípio da religião espiritual divina, estabelecido entre a posteridade de Seth, foi conservado e voltou a vigorar pela potência de Noé, que é ele próprio outro tipo de eleição espiritual para a reconciliação geral e particular; isto veremos claramente ao examinarmos a sua entrada na arca com as diferentes espécies de animais; o repouso e a serenidade dessa mesma arca durante o dilúvio; as instruções espirituais que tinham recebido de Enoch. Esta espírito de revolta tornou-se tão forte entre os novos chamados que se entregaram inteiramente ao abandono do Criador e ao gozo da matéria sob a condução de chefe prevaricador. Ficaram, apenas em número de nove sobre a terra. Estes nove justos encheram-se da força e da glória do conhecimento que tinham recebido do santo homem Enoch e pediram-lhe que se juntasse de novo a eles, para substituir aquele irmão que o demónio lhes roubava.

Enoch, sensível aos rogos deles, fez com os nove justos uma assembleia na qual lhes comunicou inteiramente seu segredo. Eis aí que fez à sua eleição particular para substituir o prevaricador; mas acrescentou que aquele que escolhera para este fim só entraria na virtude e potência divina quando eles tivessem feito a expiação dos seus pecados durante a sua vida temporal, e quando à justiça divina tivesse punido os criminosos. Convertidas em setenta anos do servidão sob Nabucodonosor, profecia que foi confirmada pela exatidão dos israelitas e de que foram libertados pelas potentes operações de Zorobabel, após os setenta anos de servidão a que condenara o Criador, pelas faltas que haviam cometido contra ele e contra os próprios.

Mas não é somente pelo advento de Enoch, de que iniciei a explicação de tipo, que achamos provas da presença de Cristo entre os filhos de Deus. Abel, que tinha feito o tipo dos menores indicados para a manifestação da Justiça divina, faria também o verdadeiro tipo do Messias. Reconhecemos esta verdade pelas operações de todos os menores eleitos que exerceram as suas potências e as suas virtudes espirituais junto dos homens dos séculos passados, e que operam ainda entre os homens do nosso tempo. Sabei que o número novenário denário ou completo espiritual divino, do qual resultaram todas as coisas, tanto espirituais como materiais, com explicará a seguir ao fim de mencionar. Será, com efeito, nestas explicações que vos poderei convencer da verdade do que disse com a igualdade, a semelhança e a relação das operações destes menores com as operações de Abel, o que vos fará conhecer claramente que Abel fez a verdadeira figura das operações de Cristo; tal como vistes Caim figurar verdadeiramente as operações do príncipe dos demónios. Com efeito, Caim, ao matar o seu irmão Abel, representa-nos claramente a raiva dos demónios, que juraram dissolver e destruir toda a espécie de criação; e isto se serviram dos próprios homens, nos quais insinuam uma infinidade de paixões materiais que sabem ser conforme a fraqueza dos sentidos da vida material e espiritual; e, por meio dessas insinuações, operam nos menores, ações opostas umas às outras e mantêm-nos assim em confusão.

Vemos assim que não há, entre os homens de matéria, dois pensamentos, duas ações, duas operações que possam concordar. A sanha com que os demónios semeiam as dissensões entre os homens faz operações inteiramente desmedidas de orgulho e de ambição, de modo a virem-se continuamente numa discórdia espiritual, sem saberem o motivo e a causa da perturbação e das penas a que são condenados, e perdendo inteiramente a ideia do culto que devem prestar ao Criador.

Eis as abominações que foram figuradas pelo crime de Caim. Abel era verdadeiramente o seu irmão temporal, tendo saído ambos do mesmo homem, mas não havia nenhuma comparação a fazer entre as operações que haviam cooperado na formação de um e de outro. A forma de Caim tinha sido concebida no excesso da volúpia dos sentidos da matéria, e retraçam-nos sensivelmente a prevaricação do primeiro homem. A de Abel, pelo contrário, foi concebida sem excesso dos sentidos materiais e com toda a pureza das leis da natureza; assim esta forma era mais espiritual que material,

e é por essa concepção espiritual que vemos a forma de Abel como uma verdadeira figura da forma de Cristo, resultante espiritual de uma forma ordinária, sem o recurso das operações físicas materiais e sem a participação dos sentidos da matéria.

Por outro lado, esta formação corporal de Cristo retraça-nos a incorporação material do primeiro homem, que, após a sua prevaricação, foi despojado do seu corpo de glória, e tomou-se ele próprio um de matéria grosseira ao precipitar-se nas entranhas da Terra. É que, antes que este espírito divino duplamente potente e superior a todos os seres emanados viesse a operar a justiça divina entre os homens, ele habitava o círculo puro e glorioso da imensidão divina. Mas, ao ser escolhido pelo Criador, abandonou essa morada espiritual para se projetar no seio de uma jovem virgem. Ora a ausência de menor Cristo da sua verdadeira habitação não lembra a expulsão do primeiro homem do seu corpo de glória? A entrada deste maior espiritual, ou verbo do Criador, no corpo de uma jovem virgem, não nos lembra a entrada de espírito divino menor nos abismos da Terra, para se revestir de um corpo de matéria? Às diferentes dores e às revoluções que sofre o corpo desta jovem virgem na gravidez e no parto, são a figura da sujeição e das revoluções espirituais demoníacas que o corpo geral terrestre padecerá e é obrigado a padecer relativamente à prevaricação de Adão.

Tendo então Deus amaldiçoado a Terra e tendo-a entregue a rigorosos padecimentos, as perseguições que as diferentes regiões fizeram ao corpo da virgem e ao seu fruto representam-nos as que os demónios das diferentes regiões fizeram ao corpo geral terrestre e particular, assim como aos menores nele contidos.

O desastre do corpo de Cristo, destruído pelas mãos dos homens, bem nos prova ainda que os demónios têm o poder sobre as formas corporais de matéria aparente; mas convém saber que estes mesmos demónios não podem impedir a reintegração das substâncias espirituais que compõem as formas, visto essas substâncias não serem deles provenientes. Eles podem também destruir a forma particular, mas não a forma geral terrestre, que só terá fim no tempo prescrito e limitado pelo Criador.

A perda do indivíduo corporal de Cristo, operada pelos homens na presença das duas mulheres, Maria de Zebedeu e Maria Madalena, tinha sido figurada pelo crime de Caim contra o seu irmão Abel na presença das suas duas irmãs. As duas mulheres que acabo de nomear acompanharam a Cristo em todas as suas operações espirituais divinas, tal como as duas irmãs de Caim tinham seguido o seu irmão em todas as operações demoníacas.

Não ficam por aqui as relações que podemos reconhecer entre as operações de Cristo e as operações dos primeiros menores. Não podemos ignorar que o sangue que jorrou do justo Abel é o tipo da perfeita semelhança de aquele que devia derramar o Cristo e que efetivamente derramou. Esse sangue de Abel, espalhado pela Terra, é o verdadeiro tipo e a reação da ação da graça divina, que deu paz e misericórdia à Terra e aos seus habitantes. Era igualmente o tipo da aliança que o Criador devia fazer com a sua criatura, antes da circuncisão, tal como vimos foi o primeiro homem a entrar de paz da graça divina, dada por sacrifício de Abel. Isto se repetiu claramente com a circuncisão de Abraão, pela qual esse pai de imensa prole obteve a sua reconciliação perfeita com o Criador, e foi pela efusão do seu sangue que entrar na aliança com o Eterno fazia com ele. Esse mesmo sacrifício é tipo de reconciliação, aliança que o Criador fazia com Cristo e com os seus habitantes? Para sentir em toda a natureza a sua reconciliação e a aliança que o Criador fazia com ela é com os seus habitantes?

Já começei a falar-vos dos acontecimentos que acompanharam as operações de Cristo, explicando-vos o tornar de terra que então sucedeu, podereis também me pedir a explicação do escurecimento do sol que sucedeu pela primeira ocasião. Eu vos direi que o eclipse que aconteceu na particular. Este eclipse era um tipo de privação de potência criada à criação geral e à reação da ação demoníaca da sua privação da luz divina.

particular. Este eclipse lembrava também as trevas da ignorância, em que aos os Hebreus se achavam mergulhados quando se lhes eclipsaram da memória os santos nomes divinos que até então conduziam todas as suas operações naturais, temporais, espirituais e divinas. Ele figurava também a cegueira dos incrédulos, que ficam e ficarão até ao fim dos séculos na privação da luz divina.

Este eclipse faria então o verdadeiro tipo da matéria geral, que se eclipsará inteiramente no fim dos tempos, e se apagará da presença do homem como um quadro se apaga da imaginação do pintor. Por esta última comparação podeis entender que o princípio da matéria do corpo geral não é para o Criador senão um quadro espiritual concebido na sua imaginação. Assim, neste quadro espiritual estavam incluídos todos os seres corporais, todavia sem substância de matéria. Este quadro continha principalmente o menor espiritual que devia contribuir para a formação dos corpos.

Já que expliquei, direis, o eclipse considerável acontecido pela morte de Cristo, bem poderia também vos explicar qual é o tipo da ruptura do véu, que sucedeu ao mesmo tempo. Aceito tua esperança de que tal vos seja proveitoso conforme ao vosso bom desejo; dir-vos-ei, pois que a vossa ruptura do véu do templo é um tipo considerável em proveito do menor espiritual que terá à felicidade de ser incluído nas fileiras de aqueles a quem o Criador recompensará com a sua maior glória espiritual divina. Esse véu rasgado é o verdadeiro tipo da libertação do menor privado da presença do Criador. Eis explica a ruptura daquele que escondia e velava o maior parte dos menores espirituais a grande luz divina que reina no santuário celeste. Ele explica a ruptura do véu que limitava o céu divino que separa o corpo glorioso do Criador. E explica ainda a ruptura daquele que divina que reina no círculo celeste. Ele explica ainda a ruptura daquele que escondia e velava o maior parte dos menores o conhecimento das obras que o Criador opera para a sua maior justiça em favor da sua criatura.

Moisés fez-nos conceber claramente esta última figura dando aos Hebreus o conhecimento da lei divina, que lhes recitou com a face coberta por um véu vermelho. Este véu vermelho, que escondia do povo a face de Moisés e as tábuas nas quais estavam escritas as intenções e a vontade do Criador, representam perfeitissimamente os espíritos perversos que servem de véu escandaloso a todos os menores que perderam de vista o seu único e verdadeiro tipo de fundo do espírito divino. A cor vermelha do véu representa o sangue precioso que devia derramar o Cristo e mantém os menores nas principais sentidos da forma do menor, e a priva da toda a comunicação dos sentidos espirituais divinos os principais sentidos da forma do menor, e a priva da toda a comunicação dos sentidos espirituais divinos. A cor vermelha desse véu vermelho ao recordar-mos os principais sentidos da forma do menor.

Eu pelas suas alianças criminosas que os Hebreus foram chamados demais depois: filhos das trevas e filhos da matéria. Estavam mergulhados quando se lhes eclipsaram da memória os santos nomes divinos que até então conduziam todas as suas operações naturais, temporais, espirituais e divinas. Ele figura assim a reação dos sentidos materiais. Não é necessário mediador, pois para que ele faiar na explicação das revoluções últimas que não há de sobrevir à criatura para entrar no deserto de Jezanías, devendo ocupar-me disso adiante.

Este eclipse faria com o verdadeiro tipo da matéria geral, que se eclipsará inteiramente no fim dos tempos, e se apagará da presença do homem como um quadro se apaga da imaginação do pintor. Por esta última comparação podeis entender que o princípio da matéria do corpo geral não é para o Criador senão um quadro espiritual concebido na sua imaginação. Assim, neste quadro espiritual estavam incluídos todos os seres corporais, todavia sem substância de matéria. Este quadro continha principalmente o menor espiritual que devia contribuir para a formação dos corpos.

Já que expliquei, direis, o eclipse considerável acontecido pela morte de Cristo, bem poderia também vos explicar qual é o tipo da ruptura do véu, que sucedeu ao mesmo tempo. Aceito tua esperança de que tal vos seja proveitoso conforme ao vosso bom desejo; dir-vos-ei, pois que a vossa ruptura do véu do templo é um tipo considerável em proveito do menor espiritual que terá à felicidade de ser incluído nas fileiras de aqueles a quem o Criador recompensará com a sua maior glória espiritual divina. Esse véu rasgado é o verdadeiro tipo e a reação da graça divina, que deu paz e misericórdia à Terra celeste. Ela explica ainda a ruptura daquele que escondia e velava o maior parte dos menores o conhecimento das obras que o Criador opera para a sua maior justiça em favor da sua criatura.

Já me alonguei bastante na explicação dos tipos de Caim e Abel; vou agora vos falar da posteridade subsequente de Adão. Mostrei como Adão tinha sido perfeitamente reconciliado por meio de Abel. Concebeis facilmente que, com esta reconciliação, a natureza universal, geral e particular, não existiria da maneira que existe hoje, embora o tempo da sua duração tivesse sido o mesmo. Mas como o Criador é todo poderoso e tudo se faz pela sua vontade, podia muito bem ter feito a coisa em conformidade com a sua sabedoria. Foi-me explicado que o Criador, pela faculdade que tem da sua livre vontade, opera e sempre se operarão com uma imutabilidade irretocável. Adão concebeu segundo a

vontade do Criador, uma terceira posteridade, a que chamou de Seth, que quer dizer admitido à posteridade de Deus. Foi este ser menor espiritual que herdou todos os dois potentes que possuía Abel, porque Abel devia ser apenas um tipo simples de reconciliação espiritual, dando um passo que Seth tinha não só esse tipo a operar, mas ainda o da estabilidade das três da natureza, do curso das suas diferentes revoluções e dos sucessos temporais que nela passarão, no momento em que se apagar dos olhos daquele que a fez nascer na sua imaginação divina.

Para esse efeito, o Criador instruiu ele mesmo, pela via do seu enviado espiritual Heli, o bem-aventurado homem Seth nos secretos recursos espirituais divinos que continham e dirigiam toda a natureza, tanto material como espiritual. Ele recebeu directamente do Criador, pelo espírito, todo o conhecimento das leis imutáveis do Eterno, e por aí soube que toda a lei de criação temporal e toda a acção divina se vasevam em diferentes números. O mesmo Heli ensinou-lhe que todo o número era co-eterno com o Criador, a que era por meio desses diferentes números que o Criador formava todas as figuras, todas as suas convenções de criação, e todas as suas convenções com a criatura. Para que não duvideis desta verdade, dar-vos-ei conhecimento dos números co-eternos que estão inatos no Criador. Sabeis sem dúvida que todos os sábios passados e presentes sempre tiveram o número denário na conta do respeitável sob todos os aspectos. Se os sábios passados e presentes sempre tiveram o número denário na conta da respeitável sob todos os aspectos, se os sábios tiveram e têm tanto respeito por este número denário é porque aprenderam a conhecer-lhe a força pela perseverança nas operações espirituais divinas, por meio das quais obtiveram os mesmos dons que haviam sido dados a Seth. Estes sábios adquiriram esses dons para sua posteridade carnal, que a maior parte não teve, embora unidos a menores femininas segundo a vontade do Criador; mas eles só empregavam esses dons para a educação e instrução dos filhos espirituais que o Criador lhes assinava, para assim os dispor a tornarem-se instrumentos da manifestação da glória divina.

Foi entre essa posteridade espiritual que eles perpetuaram o conhecimento desse notável número denário, no qual se continha toda a espécie de número da criação, e de onde tiveram a faculdade de tirar todos os números terrestres, menores, maiores e superiores que aí estavam expostos, como foi ensinado ao bem-aventurado Seth, e que me foi dito para ensiná-lo ao Homem de Desejo. Eu vos direi segundo o que aprendi sobre as quatro partes que o número denário compreende sob os quatro números de potência divina. Disponho perante vós o número denário em quatro figuras diferentes de caracteres de aritmética: 1, 2, 3, 4. Adicionai estes quatro caracteres desta maneira: 1 e 2 são 3, 3 e 3 são 6, 6 e 4 são 10, encontrareis o vosso número denário que é a grande e primeira potência divina, na qual os três outros números estão contidos, tal como podeis ver pelas adições seguintes: 3 e 4 produzem o número 7, que faz a segunda potência do Criador; 1 e 2 são 3, 3 e 3 são 6, eis a terceira potência do Criador; enfim, adicionai 1 e 3 e tereis 4; e é o número quaternário que termina e conclui as quatro potências divinas do Criador contidas no seu número co-eterno denário.

É conveniente, para vossa maior instrução, que vos dê a aplicação desses quatro números, a fim de vós poderdes conhecer o uso a que cada um deles foi destinado pelo Criador para a criação universal, geral e particular. Dir-vos-ei, que o número denário é um número indivisível ou que não pode sofrer nenhuma divisão. É ele que completa, divide e subdivide todo o ser de número inato no templo universal, geral e particular, espiritual, animal, espiritual e divino. Eis porque este famoso número foi sempre tido pelos sábios como o mais respeitável e digno de toda a espécie de número, e por que esse número denário faz toda a confiança da quádrupla essência divina, a fim de ela ser admitida no templo universal. Não nos ensina o Génesis que Deus criou tudo em número, peso e medida? Não devemos ter então um perfeito respeito por esse número denário, em conformidade com o respeito que se lhe deve ao mesmo número que o produziu, e que é a Divindade?

Eis qual o emprego do número denário da primeira potência divina, que se figura assim: 10 ou Φ; e foi por esse número que a imaginação pensante divina concebeu a criação espiritual divina, temporal.

Passemos ao número setenário.

O número setenário, extraído do número absoluto denário, é o número mais que perfeito que o Criador empregou para a emancipação de todos os espíritos do seio da sua imensidão divina. A classe de espíritos setenários devia servir de primeiro agente e de causa certa, para contribuir a operar toda a espécie de movimento nas formas criadas no círculo universal. Que observamos em todas essas formas? Som, movimento e reacção. Todas estas diferentes qualidades e propriedades das formas não nos seriam sensíveis, se essas formas não contivessem um ser inato a que chamamos partícula do fogo incriado excentral, que as torna susceptíveis de todas as acções que nelas observamos.

Mas todas estas acções e movimentos das formas não podem resultar unicamente deste princípio inato, e este princípio ou esta partícula de fogo incriado não produziria jamais coisa alguma nas formas corporais, se não fosse reacionado por uma causa principal e superior que o opera o opera ao movimento e à conservação das mesmas formas. Essa causa superior, como vemos, são precisamente esses agentes setenários divinos, que presidem como chefes às diferentes acções e aos diferentes movimentos de todos os corpos, aos quais fazem operar os pensamentos e a vontade segundo o que tenham concebido. Isto figura-se-nos realmente pelo que ficou ensinado anteriormente, que a forma corporal humana era o órgão da alma do menor, e não se pode conceber melhor as faculdades e o poder destes agentes setenários sobre os seres corporais senão pelas diferentes operações que os próprios menores produzem pelas suas acções sobre as suas próprias formas, e que se passam aos olhos dos seus semelhantes. Eis qual a virtude e a faculdade de potência do número setenário, na sua emanação do número denário, e o emprego que o Criador dele fez para a eman-cipação dos espíritos formados à sua semelhança; e este número é o da segunda potência da Divindade.

A terceira potência divina, ou número senário, é igualmente emanada do notável número denário. Este número senário não é tão perfeito nem de tão potente virtude espiritual como o número setenário, e isto porque o número senário pode dividir-se em duas partes iguais ou duas vezes três, o que não se pode fazer com o número setenário sem o destruir o o desnaturar. O número senário é aquele pelo qual o Criador fez sair do seu pensamento todas as espécies de imagens de formas corporais que aparecem que subsistem no círculo universal. Não nos ensina o Génesis que Deus criou tudo em número, peso e medida? Não devemos ver mais um perfeito respeito por este número, em conformidade com o respeito que se lhe deve por ser-mos um puro espírito superior ao tempo e à duração sucessiva; mas pode ser repetado seis pensamentos divinos para a criação universal, e este número seis pertence efectivamente à criação de qualquer forma de matéria aparente. Por este mesmo número, o Criador faz sentir a sua criatura, tanto espiritual como temporal, a duração de tempo que deve subsistir a criação universal. Eis qual a virtude do número senário e o uso que dele fez o Criador. Foi assim que os sábios obtiveram o conhecimento do princípio das formas e dos limites impostos pelo Criador à duração das suas curso; daí também sabermos que tudo ser corporal se reintegrará no seu primeiro princípio de emanação pelo mesmo número que o produziu. E chegamos ao número quaternário, ou quarta potência do Criador.

O número quaternário, aquele que completa a quádrupla essência divina é infinitamente mais perfeito e mais considerável que o número senário, porque é ele que contribui para a criação das formas extraídas da matéria indiferente, donde aí provém o movimento e a acção à forma corporal, e porque preside espiritualmente a toda a criação e principal número de onde tudo resultou. Quatro-vos-ão assim número tornado potente dos diferentes números que a forma e a espécie de número da criação divina, espiritual e terrestre, tal como vos faz compreender pelas diferentes adições dos quatro caracteres que figuram o número quaternário, e pela adição destes menores, que vos dá o número quaternário.

É por esses diferentes números que são designadas as diferentes faculdades e as diferentes potências pelo homem recebidas das mãos do Criador. É porque no número quaternário o homem deve aprender a

conhecer todos os números de potências espirituais nele inatos, pois teve a infelicidade de ser privado desses conhecimentos. O número quaternário, enfim, é aquele de que se serviu o Criador para a operação e emancipação do homem ou do menor espiritual; e que faz que a alma seja chamada vida eterna, como vou passar a explicar-vos.

Deveis saber quão importante foi sempre considerada a figura triangular entre os sábios das diferentes nações. Adão, Enoch, Noé, Moisés, Salomão, Cristo, fizeram grande uso desta figura nos seus trabalhos. Vemos mesmo ainda hoje o cuidado observado em colocar esse triângulo nos nossos palácios, no cimo e nos frontões dos edifícios. Pergunto se cada um deles tira da imaginação do construtor. Tal não é o positivo, e isto faz figura unicamente para conservar a memória de tão respeitável figura, que era em uso entre os antigos sábios para a sua adoração ao Criador, autor e santidade do bem-aventurado Seth. Me perguntareis que prova física poderá levar-vos a acreditar no que digo a este respeito, dir-vos-ei que, quando tivesteis a felicidade de conhecer o género de trabalho de Seth e aquele que os sábios operaram depois, assim como os trabalhos de Moisés e de Cristo, não mais terás semelhante pergunta. Se tivésseis frequentado esses sábios célebres, não falarieis desse modo. Ver-vos-íeis contentado em admirar os fatos, sem procurar entender o que diziam, vos teria sido tão difícil entender as suas questões e discursos, como os fatos que se operavam naturalmente diante dos presentes.

Esse respeitável Seth, primeira posteridade de Deus pelo seu nascimento, foi encarregado de instruir os seus descendentes acerca do culto divino. Ele transmitiu ao seu filho Enos, que quer dizer fraco mortal, toda a cerimónia de operação divina, espiritual e terrestre, celeste, aquosa e fogosa; recomendou-lhe, sob as penas mais terríveis, de não abusar nunca dos conhecimentos que lhe haviam sido confiados pelo Eterno, assim como dos frutos provenientes dos seus trabalhos espirituais; proibiu-lhe, entre outras coisas, qualquer ligação com os profanos, ou com os filhos dos homens, que dizer, as filhas consanguíneas da posteridade de Caim, e que essa raça nunca se uniisse com os filhos de Deus, que eram a posteridade de Seth. Era nesta posteridade que o Criador devia fazer nascer os menores designados para a manifestação da sua glória, como já deixei entrever no tocante à eleição de Enoch, e como mostrarei mais claramente com a enumeração de todos os menores eleitos. Vereis que esta posteridade de Seth a só filho Enos não tardou a corromper-se, pelas suas alianças com a posteridade de Caim, e que assim deixou de ter os menores eleitos. Vereis que esta posteridade de Caim, e que assim deixou de ter o filho Enos não subsistiu na abominação até à sétima geração, de onde provém o patriarca Enoch, de quem já falei, como acabo de dizer-vos, e que vou tratar mais amplamente.

Eis o que tenho de interessante a dizer-vos sobre Seth, não julgando dever entrar nos detalhes dos acontecimentos particulares dele e da sua posteridade, acontecimentos que não manifestam qualquer utilidade para as coisas que deveis desejar.

Enoch veio ao mundo da posteridade de Seth e teve como pai, Jared, que apos Jared, que quer dizer homem iluminado por Deus. Este pai deu ao seu filho o nome de Deliacim, que significa: ressurreição do Senhor na posteridade de Seth, e pôs-lhe o apelido de Enoch, com E e não com H. Esse nome Enoch significa: consagração. Todos estes nomes e o tipo que fez Jared na posteridade de Seth ou da sua eram um verdadeiro figura do passado, do presente e do futuro. Jared era um homem justo no número justo dos sábios que viveram antes do Criador, e era mais a acreditar que o digo a este respeito, do-vos-ei, que quando o de qualquer porção de matéria, nem participar do modo algum da divisão da terra, a qual se devia ver distribuída a posteridade dos homens resultantes dos sentidos da matéria. Assim este menor justo foi prontamente subtraído do número dessa posteridade material após ter cumprido a sua missão segundo a vontade do Criador. Ficaram apenas três pessoas: Adão, Caim, Seth; Adão, segundo a ordem recebida do Eterno, fez a divisão da terra em três partes, e não em quatro. Isso não podia ser de outro modo, me direis vós, pois não havia então mais de três pessoas. Mas vos responderei que, tivesse embora Adão cem filhos, não poderia ter dividido a terra em mais de três partes, não tendo a terra mais partes e sendo a sua forma perfeitamente triangular. Assim Adão dividiu-a em todo o seu conteúdo de regiões como segue: o Oriente a Adão, o Sul a Caim, e o Norte a Seth. Assim como Adão não há senão três círculos esféricos: o sensível, o visual e o racional, também só há três ângulos terrestres e se divide a criação universal em três partes.

O que nos prova não poder a criação universal ser dividida em três partes, é nela não podermos encontrar o que se chama a quadratura do círculo, ou divisão do círculo em quatro partes. É por todas estas operações que rejeitamos a quarta parte que o vulgo admite na divisão da Terra. Assim, não pode haver nessa mesma Terra senão três nações principais, das quais toda a região é também composta e convencional de nesse tão emanados. Essas três nações são também provenientes dos três filhos de Noé, para quem essa mesma Terra foi ainda dividida em três partes iguais, a saber: Cham ao Sul, Sem ao Ocidente, e Jafet a Norte, como direi adiante. Acrescentarei aqui a ordem que Adão recebeu do Criador para fazer esta divisão da Terra, foi para ele muito dolorosa, pois lhe lembrava a diferença do seu estado de glória e do seu estado de reprovação. Dir-vos-ei ainda que esta partilha da Terra anunciava a divisão que depois reinou e reinará até o fim dos tempos entre os homens; estado de guerra e de dissensão no qual Adão mergulhou toda a sua posteridade material. Voltemos a Enoch.

O nascimento de Enoch causou uma grande satisfação espiritual entre a posteridade de Seth. Ele trazia na figura o carácter das marcas mais admiráveis a posteridade de Seth e mais ainda a de Caim. Este sinal, que se fez conhecer a toda a Criação, foi, sobretudo sensível no Sul, onde habitava a posteridade de Caim. Esta posteridade foi, com razão, mais alarmada que a perfil da aparição deste sinal, porque compreendeu que ele era o prognóstico do flagelo que o Criador ia lançar sobre ela, e sobre todos os habitantes desta região meridional. Esse sinal não era senão uma estrela extraviada do seu círculo planetário. Eis qual era a parte da Terra que o seu habitual, e fixa-se pouco meio uma luz diferente daquela que recebia na ordem do seu curso natural; de tal sorte que parecia opostas e diferente das outras estrelas que lhe eram iguais naturalmente. Esta aparência diferente levou-a a ser considerada pelos homens: Laïhan, que quer dizer sinal de confusão e dor terrestre, e é o que o vulgo também chama cometa. Eis qual era a figura desse sinal.

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Para que concebais perfeitamente o que é um sinal planetário, deveis aprender que todo o corpo celeste seja maior, superior, ou inferior, é formado de matéria ígnea, em princípio, é suscetível, no seu conteúdo de forma corporal, de ser três divisões. Um círculo planetário compõe-se de seis círculos esféricos iguais em grandeza, em virtude e em potência, os quais recebem a ordem de acção, de

ainda verdadeiramente da misericórdia divina, pois substituiu Abel, pois implorou a graça para o seu irmão Caim, que parece ter obtido, ou pela expiação que Caim fez do seu crime pelo género de morte que se atingiu, ou pela penitência que fez Deus do crime involuntário que cometera sobre a forma desse menor Caim. Não deveis duvidar que esses dois menores tenham obtido misericórdia do Criador, dela virtude e santidade do bem-aventurado Seth. Me perguntareis que prova física poderá levar-vos a acreditar no que digo a este respeito, dir-vos-ei que, quando tivesteis a felicidade de conhecer o género de trabalho de Seth e aquele que os sábios operaram depois, assim como os trabalhos de Moisés e de Cristo, não mais terás semelhante pergunta. Se tivésseis frequentado esses sábios célebres, não falaríeis desse modo. Ver-vos-íeis contentado em admirar os fatos, sem procurar entender o que diziam, vos teria sido tão difícil entender as suas questões e discursos, como os fatos que se operavam naturalmente diante dos presentes.

Esse respeitável Seth, primeira posteridade de Deus pelo seu nascimento, foi encarregado de instruir os seus descendentes acerca do culto divino. Ele transmitiu ao seu filho Enos, que quer dizer fraco mortal, toda a cerimónia de operação divina, espiritual e terrestre, celeste, aquosa e fogosa; recomendou-lhe, sob as penas mais terríveis, de não abusar nunca dos conhecimentos que lhe haviam sido confiados pelo Eterno, assim como dos frutos provenientes dos seus trabalhos espirituais; proibiu-lhe, entre outras coisas, qualquer ligação com os profanos, ou com os filhos dos homens, que dizer, as filhas consanguíneas da posteridade de Caim, e que essa raça nunca se unisse com os filhos de Deus, que eram a posteridade de Seth. Era nesta posteridade que o Criador devia fazer nascer os menores designados para a manifestação da sua glória, como já deixei entrever no tocante à eleição de Enoch, e como mostrarei mais claramente com a enumeração de todos os menores eleitos. Vereis que esta posteridade de Seth só filho Enos não tardou a corromper-se, pelas suas alianças com a posteridade de Caim, e que assim deixou de ter os menores eleitos. Vereis que esta posteridade de Enos subsistiu assim na abominação até à sétima geração, de onde provém o patriarca Enoch, de quem já falei, como acabo de dizer-vos, e que vou tratar mais amplamente.

Eis o que tenho de interessante a dizer-vos sobre Seth, não julgando dever entrar nos detalhes dos acontecimentos particulares dele e da sua posteridade, acontecimentos que não manifestam qualquer utilidade para as coisas que deveis desejar.

Enoch veio ao mundo da posteridade de Seth e teve como pai, Jared, que apos Jared, que quer dizer homem iluminado por Deus. Este pai deu ao seu filho o nome de Deliacim, que significa: ressurreição do Senhor na posteridade de Seth, e pôs-lhe o apelido de Enoch, com E e não com H. Este nome Enoch significa: consagração. Todos estes nomes e o tipo que fez Jared na posteridade de Seth eram um tipo de figura do passado, do presente e do futuro. Jared era um menor justo na posteridade de Seth, e era um espírito puro empregado a operar para a manifestação da glória do Criador, e como menor eleito não podia ele participar da divisão do bem terrestre operada entre os homens; daí também não poder ter parte alguma na herança das suas habilidades extraviada do seu círculo planetário. Eis qual era a parte da Terra que o seu habitual, e fixa-se pouco meio uma luz diferente daquela que recebia na ordem do seu curso natural; de tal sorte que parecia opostas e diferentes das outras estrelas que lhe eram iguais naturalmente. Esta aparência diferente levou-a a ser considerada pelos homens: Laïhan, que quer dizer sinal de confusão e dor terrestre, e é o que o vulgo também chama cometa.

Jared soube enfim do espírito as obras potentes e espirituais que o seu filho Enoch devia operar e que realmente operou entre a posteridade de Caim e de Seth e a posteridade feminina de Adão, que formam as três nações habitando a face da terra. Não passarei este último ponto sem vos fazer observar que a convenção dos homens distingue: Ismael, Israel, os Cristãos e os Idólatras ou os incrédulos, que, a despeito de honrar e elevar a Divindade, não conhecem outro Deus senão a matéria; mas, sendo essa divisão em quatro partes proveniente da convenção dos homens sem a participação divina, ela não pode ser senão falsa e enganosa, pelas razões que sdamos a seguir.

Adão, que fora emancipado da circunferência divina unicamente para ele o rei da terra e ter uma posteridade de Deus, não devia, pela sua primeira natureza de espírito, participar em nenhuma divisão dessa mesma terra. Mas tendo-se tornado homem de matéria pela sua prevaricação, tiveram na sua posteridade carnal três filhos homens, Caim, Abel e Seth. Abel, que surgia unicamente por ordem do Criador, e para simples manifestação espiritual divina, não devia ser e participar de qualquer porção do mundo, nem participar de modo algum da divisão da terra, a qual só devia ver distribuída à posteridade dos homens resultantes dos sentidos da matéria. Assim este menor justo foi prontamente subtraído do número dessa posteridade material após ter cumprido a sua missão segundo a vontade do Criador. Ficaram apenas três pessoas: Adão, Caim, Seth; Adão, segundo a ordem recebida do Eterno, fez a divisão da terra em três partes, e não em quatro. Isso não podia ser de outro modo, me direis vós, pois não havia então mais de três pessoas. Mas vos responderei que, tivesse embora Adão cem filhos, não poderia ter dividido a terra em mais de três partes, não tendo a terra mais partes e sendo a sua forma perfeitamente triangular. Assim Adão dividiu-a em todo o seu conteúdo de regiões como segue: o Oriente a Adão, o Sul a Caim, e o Norte a Seth. Assim como em Adão não há senão três círculos esféricos: o sensível, o visual e o racional, também só há três ângulos terrestres e se divide a criação universal em três partes.

O que nos prova não poder a criação universal ser dividida em três partes, é nela não podermos encontrar o que se chama a quadratura do círculo, ou divisão do círculo em quatro partes. É por todas estas operações que rejeitamos a quarta parte que o vulgo admite na divisão da Terra. Assim, não pode haver nessa mesma Terra senão três nações principais, das quais toda a região é também composta e convencional de nesse tão emanados. Essas três nações são também provenientes dos três filhos de Noé, para quem essa mesma Terra foi ainda dividida em três partes iguais, a saber: Cham ao Sul, Sem ao Ocidente, e Jafet a Norte, como direi adiante. Acrescentarei aqui a ordem que Adão recebeu do Criador para fazer esta divisão da Terra, foi para ele muito dolorosa, pois lhe lembrava a diferença do seu estado de glória e do seu estado de reprovação. Dir-vos-ei ainda que esta partilha da Terra anunciava a divisão que depois reinou e reinará até o fim dos tempos entre os homens; estado de guerra e de dissensão no qual Adão mergulhou toda a sua posteridade material. Voltemos a Enoch.

O nascimento de Enoch causou uma grande satisfação espiritual entre a posteridade de Seth. Ele trazia na figura o carácter das marcas mais admiráveis a posteridade de Seth e mais ainda a de Caim. Esta posteridade foi, com razão, mais alarmada que a perfil da aparição deste sinal, porque compreendeu que ele era o prognóstico do flagelo que o Criador ia lançar sobre ela, e sobre todos os habitantes desta região meridional. Esse sinal não era senão uma estrela extraviada do seu círculo planetário. Eis qual era a parte da Terra que o seu habitual, e fixa-se pouco meio uma luz diferente daquela que recebia na ordem do seu curso natural; de tal sorte que parecia opostas e diferente das outras estrelas que lhe eram iguais naturalmente. Esta aparência diferente levou-a a ser considerada pelos homens: Laïhan, que quer dizer sinal de confusão e dor terrestre, e é o que o vulgo também chama cometa. Eis qual era a figura desse sinal.

[ilegível: figura/símbolo planetário]

Para que concebais perfeitamente o que é um sinal planetário, deveis aprender que todo o corpo celeste seja maior, superior, ou inferior, é formado de matéria ígnea, em princípio, é suscetível, no seu conteúdo de forma corporal, de ser três divisões. Um círculo planetário compõe-se de seis círculos esféricos iguais em grandeza, em virtude e em potência, os quais recebem a ordem de acção, de

movimento e operação da estrela superior que está no centro dos seis componentes do círculo planetário. Nos intervalos dessas estrelas, há uma infinidade de outros corpos que chamamos: sinais ordinários planetários, vulgarmente chamados: pequenas estrelas. Estas estrelas seguem, no seu arranjo, a mesma ordem que reina entre as estrelas do círculo planetário; quer dizer, estão unidos sete a sete. Cada um destes sinais tem sete virtudes aderentes às principais estrelas do círculo planetário; e, além disso, cada um destes sinais contém ainda em si sete outras virtudes, a que se referem o número de figuras de virtudes, que é sete vezes susceptíveis de serem multiplicadas pelo seu próprio número de figuras a de virtudes, que é sete; sete, sete vezes sete, sete vezes sete, que produz é 49 = 13 = 1 = 4. É por este número que ficamos sabendo que os corpos planetários, superiores, maiores e inferiores, são realmente constituídos em vida espiritual divina e em vida corporal passiva, assim como todos os outros corpos permanentes no círculo universal, mas distintamente. Os irracionais têm a vida e o instinto passivos, e os racionais têm além do instinto a vida espiritual ativa.

Sabeis que todo o ser de forma corporal nasceu de três essências espirituais: mercúrio, enxofre e sal, que os espíritos de eixo puseram em acção para juntar em força à criação da matéria, eles cooperaram nessa formação universal mas nas diferentes essências um veículo dos seus fogos, e é sobre esse veículo dos seus fogos que eles atuam continuamente para a conservação e equilíbrio de todas as formas. É na qual o que chamamos vida passiva, à qual está submetido todo o ser de forma, tanto no ser celeste como terrestre.

Distinguimos entre corpos planetários, maiores e inferiores, para poder extrair mais facilmente o conhecimento das suas virtudes e das suas potências. A estrela do centro é o ser superior planetário; é esta estrela que governa os outros corpos planetários maiores e inferiores, e ela é chamada superior porque é sobre ela que se imediatamente reverter a influência solar. Esta estrela superior comunica o que recebeu às estrelas maiores planetárias que estam o seu círculo; as maiores comunicam-no a uma infinidade de pequenas estrelas que se acham em todo com elas, a que chamamos sinais, ou corpos, inferiores planetários; e estes sinais inferiores, tendo recebido a acção influente dos superiores e dos maiores, difundem-na com exata precisão pelos corpos planetários terrestres.

Eis um pequeno quadro da composição dum círculo planetário com os seus habitantes, que se podem imaginar como senão dum número infinito, da multidão de seres animais, espirituais menores, e espíritos puros e simples divinos que habitam esses círculos planetários, como encontramos a vida espiritual ativa. Não seria mal, para o homem e para todas as formas, a geral curso os círculos planetários fossem apenas habitados por seres tais como aqueles de que acabo de falar; mas eles são ainda susceptíveis de serem habitados por seres espirituais malignos, que se opõem às potências e contrariam as faculdades das acções influentes boas, das quais acabo de falar. Estes espíritos perversos planetários; e estes sinais inferiores, tendo recebido a acção influente dos superiores e dos maiores, difundem-na com exata precisão pelos corpos planetários terrestres.

Daí nasceu o provérbio dos homens de que há más influências planetárias, e isto é muito positivo, como mostrarei claramente ao detalhar os princípios dos diferentes corpos celestes e terrestres, e dar um conhecimento positivo de todas as virtudes e potências de Saturno, do Sol e dos outros círculos planetários, e é pelo pouco conhecimento que tendes destes espíritos bons e das suas acções, não julgando possível que eles sejam interrompidos nas suas funções naturais pelos espíritos maus. Isto não pode, no entanto, deixar de ser assim, pela razão que vou expor mais adiante.

Vós não ignorais o nascimento de Adão numa forma gloriosa; não ignorais a sua prevaricação e a sua degradação de toda a perfeição espiritual. Deveis ser bastante instruídos a este respeito, mas o que vos falta é saber se o demónio se achava numa forma corporal quando tentou o primeiro homem. Visto que o ignorais, vos direi que o demónio estava então num corpo de glória, forma gloriosa; e foi