V · Abraão, os Cultos e a Eleição
incapaz de satisfazer a sua curiosidade. Mas tornarei a isto em seguida, e também aos nomes dos sete filhos machos desta posteridade.
A operação feita pelos quatro discípulos de que já falei, foi o princípio do seu cálculo diário; segundo a sua convenção misteriosa, espiritual temporal, cada uma das suas operações, efetuando-se num intervalo de seis horas, formava efetivamente um dia, relativamente ao culto espiritual divino que esses sábios professavam para glória de Deus.
Estes primeiros povos, como se acaba de ver, não tinham acertado entre eles os dias de trabalho do espírito que o dário sujeita pela força da sua operação, que não se calculam como os dias do trabalho material. Quatro intervalos de operações espirituais tinham um tempo completo ao espírito, a favor daquele que o opera e que o invoca; ao mesmo tempo, esses quatro operações destes primeiros discípulos dividiam os dias ordinários, por nós conhecidos, em quatro partes iguais, como nos próprios podemos dividir por quatro vezes seis horas da nossa convenção humana; e, deste modo, esses sábios faziam quatro dias de um dos nossos dias ordinários. Os chineses introduziram na sua convenção esse mesmo cálculo diário, mas dividiram os dias por operações do culto divino que os homens deveriam depois exercer, segundo o exemplo misterioso que esses sábios davam cada um à sua nação; mas estes mesmos sábios fixaram ainda, com a sua divisão, o tempo que devia servir para assinalar os seus anos.
O que nos foi dado a conhecer da divisão do tempo do cerimonial da oração e do culto divino que exerceram Abraão, Ismael, Isaac e Jacob, na sua posteridade verdadeiramente israelita, não o vemos, alás, observar-se ainda hoje nas suas quatro intervalos dias comuns por nós nossas igrejas? Isto mostra-nos que a origem do cerimonial dos diferentes cultos que se operam cada dia na Terra vem dos quatro primeiros filhos da posteridade de Noé, que transmitiram e fixaram transmitir à posteridade dos seus primeiros irmãos, Sem, Cham, Japhet, o que a este respeito tinham recebido do Criador.
Depois de ser instruído acerca da regra e da fundação dos cultos espirituais seguidas pelos Noachitas ou Chineses e por eles incluídas na sua história civil como dias temporais ordinários da natureza universal, vos ensinarei qual foi a fundação dos meses deles, não podendo instruir-vos acerca das semanas, que eles não tinham fixado pelo cálculo espiritual que lhes foi ensinado. Os três sábios mestres espirituais, vindos da parte de seu pai Noé, julgaram acertado acrescentar três outros discípulos aos quatro que tinham feito a mesma operação e marcado a divisão dos dias temporais em quatro partes. Esses três foram inteiramente adestrados e aperfeiçoados nos diferentes cultos divinos a que eram destinados pelos sábios. Deste modo tiveram os sábios cada um sete discípulos com que podiam contar quanto a exactidão, pelo o firme no cumprimento de tudo o que fosse conveniente e necessário às diferentes operações espirituais do culto divino. Eles fixaram também o número setenário entre os seus discípulos, segundo o número setenária de dias deles, Noé, no número do qual estes seus próprios se achavam incluídos; eles fixaram ainda esse número setenário porque o Eterno operará seus pensamentos divinos para a criação universal e, no sétimo dia, deu este dois espirituais e afetou sete espíritos principais a toda a criação para apoiá-la em todo o número, plenitude e duração setenária que lhe fixara.
Os sete primeiros sábios da posteridade de Noé, adotaram este exemplo para dirigir a sua conduta, em conformidade à sua harmonia vindouro e conhecimento e a correspondência destes sete principais espíritos que o Criador acrescentara ao seu universo para instruir a criatura inferior e menor da sua vontade, e elevá-la, por este meio e pelo da inteligência espiritual, ao perfeito conhecimento das obras divinas. As Sagradas Escrituras ensinam-no ainda pelos sete anjos, sete arcanjos, sete serafins, sete querubins, sete lugares espirituais, sete tronos, sete dominações, sete potências, sete juízes do Israel, sete principais chefes sob Moisés ou Aarão, quatro filhos de Aarão e Behtzaleel, setenta anos de cativeiro de Israel, sete semanas de Daniel, sete dias da semana temporal, sete dias de Cristo aos
discípulos, de que saíram os sete principais primeiros doutores da Igreja cristã, que exerceram as sete ordens espirituais entre os discípulos, o candelabro de sete braços introduzido no templo de Salomão e ainda representado na igreja de São Pedro em Roma. O número setenário calcula-se filosoficamente em sete mil anos quanto ao temporal e à duração; mas quanto às Escrituras dizem que no sétimo dia Deus consagrou e se propôs a sua dita abençoando a criação universal, deve conceber-se esta bênção como a junção dos sete principais espíritos divinos que o Criador reuniu em torno à criatura cabendo ou contida em toda a sua plenitude espiritual. Esta junção dos sete principais espíritos é-nos indicada pela operação dos sete planetas que operam para a modificação, a temperatura e o sustento da ação do universo. Enfim o universo, tendo sido concebido na sua inteira perfeição pelo número setenário, será igualmente reintegrado no esse mesmo número na imaginação daquele que o concebeu.
Prossigamos a explicação da maneira como os Noachitas acertaram os seus meses, assim que os sábios tiveram completo o número setenário dos seus discípulos. Eles traçaram para cada um dessa mesmos discípulos os quatro dias consecutivos de operações espirituais divinas, de tal sorte que cada um deles era inteiramente consagrado, de um regrar do Sol a outro, ao dia do Criador para manter o espírito divino com eles. Por este meio, o culto divino operava-se de modo divino sem repouso dos sete menores espirituais verdadeiros Israelitas: Seria isso pela palavra da Israelitas, embora o nome de Israel não fosse ainda conhecido no tempo de que falo. Israel significa forte contra Deus, mas Israelitas significa fortes em Deus; eis porque dou este nome aos sábios noachitas da posteridade de Noé. Cada um dos sete discípulos, pela ordem que acabara de estabelecer-se, tinha durante seis dias ordinários temporais inteiros e consecutivos o repouso corporal, de forma que não podiam negar que o culto divino era menos penoso, menos fatigante e muito mais agradável que o culto terrestre.
Quando estes sete sábios discípulos se acharam de operar segundo o que lhes fora ordenado por seus professores espirituais, eles enumeraram as suas operações e, tendo-as achado em número de 28 intervalos, refletiram que a Lua operava sobre a terra pelo mesmo número de 28. Então a igualdade de que se aperceberam entre o número das operações lunares e o das suas operações levou-os a adotar o número das suas 28 operações em 28 dias espirituais para um mês espiritual, que introduziram igualmente na sua história civil, como meses temporais ordinários. Eis como os Chineses fizeram quatro meses para um dos que nós empregamos hoje para formar o nosso ano.
Os sábios noachitas tendo refletido seriamente sobre as diferentes cursos de operações que o astro lunar fazia sobre eles e sobre a Terra, e tendo encontrado uma relação perfeita com as suas operações espirituais, acharam acertado contar o número de 28 operações da Lua ou de 28 dias ordinários temporais da Lua para fixar os seus anos espirituais, que introduziram igualmente na sua história civil, como haviam feito com os meses. Foi assim que os Noachitas ou Chineses comportaram no seu cálculo anual treze anos cada um dos nossos anos ordinários, e seguiram este cálculo durante os quatro primeiros da sua fundação de seus cultos espirituais.
Não vos esconderei que o cálculo lunar é o primeiro que foi dado ao homem pelo Criador, e que o cálculo solar quase só é adotado pelos Cristãos. Foi pelos sábios que acabamos de falar que o cálculo lunar se conheceu, e é de que entre eles e o homem ao mais alto conhecimento da natureza universal pelo qual conheceram à eles dito cálculo da Lua para a renovação da regeneração espiritual e do universo. Os sábios deram aos diferentes cultos espirituais. Por este cálculo solar, plenitude e seu último quarto, o que explicarei logo que tratar dos diferentes corpos planetários.
Vos instruir-vos acerca do modo como os Chineses fixaram o seu segundo cálculo anual. Tendo-se tornado extremamente numerosa a posteridade dos três primeiros filhos de Noé e dos três professores espirituais, e consideravelmente aumentado o número dos discípulos, ele foi suscitado entre os filhos carnais desses três professores, que cada linhagem, que recebeu, por ordem da
Criador, a sucessão do seu pai temporal e espiritual temporal. Estes três chefes receberam do seu pai toda a instrução espiritual divina sobre os diferentes cultos aos quais eram destinados pelo espírito da verdade, e, tendo recebido a última ordenação e a bênção espiritual, puseram-se zelosamente à cabeça dos discípulos que se achavam então confiados aos seus cuidados. Fizeram claramente reconhecer as virtudes e as potências que lhes eram atribuídas pelo Eterno, e, como o direito de direitos da fé natural, fariam de duas eleição espiritual, escolheram, a exemplo dos seus predecessores, os sete individuos mais zelosos e mais instruídos que acharam entre os discípulos e empregaram-nos nas operações do culto divino.
Após terem feito esta eleição, eles acharam por bem mudar o tempo das suas operações e operaram apenas uma vez por semana, de modo que aumentavam os seus anos de sete dias e, fazendo-o em sete semanas durante as quais cada um dos discípulos escolhidos operava uma vez, incluíram igualmente esse cálculo na sua história temporal a seguinte ao número de operações que cada um deles fazia, de forma que se achavam três anos ordinários da semana cada vez no nosso ano. Não enrijei na sua mais ampla consideração de sessenta e três. Os sete principais operantes foram sempre reservados ao grande culto de ambas as partes, e os restantes catorze individuos destinados à instrução espiritual do povo.
Estes últimos sucessores de que falamos mudaram ainda o tempo das suas operações e operaram apenas uma vez por semana, de modo que aumentavam os seus anos de sete dias e, fazendo-o em sete semanas durante as quais cada um dos discípulos escolhidos operava uma vez, incluíram igualmente esse cálculo na sua história civil, como número temporais ordinários. É foi assim que se achavam três anos ordinários da semana cada vez no nosso ano. Não vos esconderei que o cálculo lunar é o primeiro que foi dado ao homem pelo Criador, e que o cálculo solar quase só é adotado pelos Cristãos. Foi pelos sábios de que acabamos de falar que o cálculo lunar se conheceu, e é de que entre eles e o homem ao mais alto conhecimento da natureza universal pelo qual conheceram a eles cálculo da Lua para a renovação da regeneração espiritual e do universo, o que explicarei logo que tratar dos diferentes corpos planetários.
[ilegível — parágrafo final parcialmente legível]
Esta conduta era tanto mais culpada quanto o pai Noé lhes recomendara a instrução da posteridade acerca da manifestação da justiça divina, e que estes mesmos lhe haviam prometido em juramento seguir com rigor as instruções recebidas do seu pai por ordem do Criador. Mas a fraqueza destes três homens repete-se nos seus descendentes noachitas ou chineses, que viram com um modo terrível dos seres heditondos, utilizaram cultos à animais e se cercaram de superstições para evitar os males que julgam poderem fazer-lhes seus monstrós, que contemplam como deuses ou como demônios. Eis o que nos ensinam todos os relatos a que não posso ignorar, tendo-o visto e sabendo-o por mim mesmo. Não entrarei no detalhe da confusão surgida entre essas posteridades, não tendo nada em comum com as coisas maravilhosas da natureza espiritual divina e da natureza universal criada de que quero instruir-vos.
Refleti bem sobre tudo o que vos disse no tocante às diferentes maneiras da divisão do tempo para as operações do culto divino estabelecido nas três primeiras nações. Não é verdade que esta consideração nos faz ver com evidência que esses três povos operavam uma vez, considerável que o que se operava entre os Chineses? Não vês com que devia todavia provir aos sábios do Egito? Não superou Moisés com as suas operações a Abraão e aos sábios do Egito? Não é superior a todos os precedentes o culto que se operava no templo de Salomão? Enfim, não operou Cristo um culto infinitamente maior que todos os outros de que falei? É este último que nos prova claramente terem todos os cultos do passado sido meras figuras do que ele fez. Não entrarei em outros detalhes a este respeito, tendo-vos dito bastante para vos convencer que o cerimonial, assim como o tempo conveniente às operações do culto divino, foram desde o início acertados e fixados pelos sábios em homens; que todas estas coisas foram transmitidas pelo espírito divino, e que elas não provém de outra convenção humana. Com efeito, Cristo deixou aos seus discípulos, por sua instituição espiritual divina, a oração e a invocação diária de seis horas que completaram o dia ordinário de 24 horas. Esses mesmos discípulos, que compõem a Igreja cristã, fazem ainda hoje a sua oração e a sua invocação quatro vezes ao dia; isto recorda a primeira ordem espiritual do culto divino estabelecido entre as nações noachitas pelos sábios filhos de Noé.
Além disso, Cristo fixou aos seus discípulos o tempo que exerceriam os quatro grandes cultos divinos e a Igreja cristã observa rigorosamente esta instituição com as suas quatro grandes festas anuais, das quais duas se fazem pelos dois solsticios e as duas outras pelos dois equinócios. Isto evoca a segunda ordem espiritual do culto divino estabelecido nestas primeiras nações, sobre o qual já nos alongámos bastante.
Falarei agora do papel que fez Abraão neste universo. Sabeis que o nome de Abraão foi mudado para Abrahão. O primeiro nome significa um pai carnal terrestre, erguido acima dos pais ordinários das posteridades materiais terrestres; assim não houve nunca entre os pais temporais particulares um homem mais elevado em posteridade carnal que Abraão. As Escrituras lhe chamam pai porque Abraão foi o pai elevado em imensidão da posteridade em Deus, como devia ter sido operado por Adão no seu estado de glória, mas que, pela sua prevaricação, se tornou pai elevado em posteridade material terrestre. É verdade que Abraão sucedeu nisto ao defeito de Adão, pois de pai de Abraão saiu verdadeiramente uma posteridade de Deus. Foi, com efeito, na sociedade de Abraão que o espírito de Deus operou pela primeira vez por uma eleição geral e particular: a primeira, para manifestar a sua justiça, e a outra, para manifestar a sua glória.
As Escrituras dão ainda a Abraão o nome de “pai elevado em imensa confusão”. Estas três diferentes explicações provém das três primeiras posteridades de Abraão, que são Ismael, Isaac e Jacob. Ismael, que vos apresentei anteriormente como um tipo de misericórdia divina, faz igualmente aqui o tipo da operação física de Adão para a reprodução da sua posteridade carnal, operação que produziu por acordo com a sua concubina. O filho deles, Ismael, fruto da cupidez dos seus sentidos materiais, foi excluído da casa paterna porque fora concebido apenas com a participação da vontade divina, somente pela concupiscência dos sentidos da matéria.
O pão e a água que Ismael e Agar, sua mãe, receberam de Abraão e com que foram até onde a sorte os devia conduzir, representavam o último alimento espiritual e temporal que receberam desse patriarca; este tipo repetia ainda o último alimento que Caim recebeu, depois de ter concebido conceber o assassínio do irmão Abel.
Tendo feito o tipo da irmã de Caim, sua cúmplice, e mais culpada, a falta de alimento material em que se achou Agar mais o filho, e que os levou a implorar ao Criador, representa a dor e a consternação que atingiram Caim e a sua irmã, mais foi conhecido o assassínio do irmão deles Abel e que se viram assim excluídos de toda a participação das ciências e sustentos espirituais divinos.
O anjo que apareceu a Agar e a Ismael, que lhes saciou a sede e e lhes indicou o lugar onde o Eterno lhes fixara a morada, lembra-nos a graça que o Eterno concedeu a Caim e à sua irmã, mandando-os ao país marcá-los na testa com o sêlo invencível da Divindade, que anunciava a um e a outro terem obtido misericórdia do Criador e que desfrutariam mais uma vez do alimento espiritual divino que lhes fora retirado devido ao seu crime. O lugar da residência de Agar e de Ismael era o mesmo que aquele para onde Caim e a sua irmã haviam sido relegados.
Eis o que nos faz conceber que Abraão e Ismael são tipos de Adão e de Caim para as suas operações materiais. Abraão foi elevado em posteridade de matéria pelo seu filho Ismael. Adão também o foi, como afirmamos repetidas vezes em tudo o que precedeu. Abraão, pelo seu filho Ismael, surge como o pai de duas tribos, qual como o pai do seu filho Isaac saíram duas outras tribos do qual saíram as duas de Seth a Noé. As doze tribos de Ismael foram o tipo do advento das doze tribos de Israel e de Cristo: elas concentraram-se em si mesmas e não tiveram nenhuma correspondência com as de Israel, porque Ismael, pai dessas doze tribos, repete o tipo de prevaricação e de reconciliação, repetindo o tipo de Caim.
Estas tribos Ismaelitas conservaram-se sede e à prole, tendo feito aliança com a posteridade de Cham e de Chanaã, foram esquecidas pelo Criador, e, pela sua prevaricação, tornaram-se semelhantes à posteridade de Enoch, quando esta se ligou à posteridade de Caim, com o Criador excluía da sociedade dos filhos de Deus.
Vede como, por este encadeamento, todas as épocas e as eleições primeiras se repetem entre os homens, e nos dão a conhecer que se repetirão até o fim dos séculos. A sequência deste tratado o dará a entender ainda melhor, quando mostrar claramente que no fim tudo tornará como no começo. Passemos à segunda posteridade de Abraão.
Abraão, após ter sido reconciliado em parte com o Criador, teve, por autoridade divina, um filho com sua mulher Sara, embora devido à idade avançada, ela já não estivesse em estado de conceber. Este filho concebido sem a paixão dos sentidos materiais foi chamado Isaac, o que quer perfeitamente o nascimento da segunda posteridade de Adão no seu primeiro estado de glória. Isaac seguiu exatamente as instruções recebidas de seu pai Abraão sobre os diferentes cultos que devia executar, e que repete ainda o tipo de Abel sob a direção espiritual de Adão.
Isaac chegado à idade de trinta anos, o estado perfeitamente instruído quanto às ciências espirituais divinas, testemunhou ao seu pai o desejo que tinha de operar o grande culto divino para a glória do Criador. Disse-lhe, segundo a instrução interior que recebera do intelecto espiritual divino, que estava no tempo de usar das ciências divinas de que fora instruído e de oferecer um sacrifício ao Eterno. Abraão respondeu-lhe: “Que seja feito, meu filho, tal como o desejas, e que o sacrifício que te propões oferecer ao Criador sirva de expiação aos homens da Terra, para que sejam restabelecidos na graça, voltem às suas virtudes primeiras, e operem eficazmente o culto divino para o qual foram criados”.
Abraão tendo consentido nos desejos do seu filho Isaac, partiu com ele ao erguer do Sol em direção ao monte de Morijá. Esta palavra divide-se em duas partes: a primeira, mor significa destruição das formas corporais aparentes, e ijá significa visão do Criador. Eles conduziram para longe da montanha os dois servidores para figurar-nos o afastamento e o abandono que as duas nações, à de Ismael e a de Israel, sofreriam um dia em relação às operações santas; a primeira só atingirá a santidade que lhe afetou no tempo da reconciliação e a outra perderia, pela sua prevaricação, todas as virtudes celestes de que estava revestida. Abraão, pelo seu filho Ismael, surge como o tipo do afastamento da Divindade, que anuncia-os a um e a outro a perda da virtude, que devia ser passageira para Ismael e durável para Israel; este afastamento das operações santas era figurado pelos dois servidores que Abraão e Isaac deixaram à entrada do monte.
Quando Abraão e Isaac chegaram ao cimo da montanha e tudo ficou preparado para o sacrifício, Abraão fez a sua invocação ao Criador para o exortar a estar presente em natureza divina no holocausto que lhe fazia de que tinha de mais caro no mundo. Ofereceu-lhe do mais fundo da sua alma e com uma inteira resignação o seu filho, o justo Isaac, do qual devia todavia provir um número considerável de seus sábios do Egito? Mas nessa retira resignação ao sacrifício do Criador, Abraão viu a invocação, pelo desejo que tinha de pôr satisfazer sua vontade, em conformidade ao culto que devia consagrar para a glória do Eterno, e levantou o braço para imolar o seu filho Isaac quando uma voz desfrutariam mais uma vez do alimento espiritual divino que lhes fora retirado devido ao seu crime. O Anjo de quem residência de Agar e de Ismael era o mesmo que aquele para onde Caim e a sua irmã haviam sido relegados.
Abraão retirou o filho de cima da pira e disse-lhe: “Lembra-te, meu querido filho, que o maior sacrifício que se pode fazer ao Criador é o da palavra e da intenção. O Eterno conhece perfeitamente a hoa e a má conduta, assim como as operações do menor espiritual. O Eterno conhece o pensamento e o coração da criatura antes que esta o profira por bocas. O Criador não tem necessidade do nosso sacrifício; mas é por nós que ele exige operações sob diferentes cultos para entrarmos por elas em verdadeira correspondência com o seu espírito divino. Eu vejo, meu querido filho, que o maior holocausto que se pode fazer a Deus é o de viver eternamente isento de toda a impureza. Eu te apresentei a Deus como reto de inteira inocência, e os meus desejos foram exaucidos, posto que o teu sacrifício foi aceito. Quero que conserves bem na tua memória, e que ensines à tua posteridade, que assim como eu te resgatei de morte fizesse a vontade da Eterno, assim Deus livrará o seu povo da escravidão temporal e o reintegrará na divina liberdade. Conserva isto bem na tua memória, ó meu querido filho, e o maior sacrifício que ofereceres a Deus seja sempre o da intenção e da palavra”.
Abraão referiu o filho de cima da pira e disse-lhe: “Lembra-te, meu querido filho, que o maior sacrifício que se pode fazer ao Criador é o da palavra e da intenção. O Eterno conhece perfeitamente a hoa e a má conduta, assim como as operações do menor espiritual. O Eterno conhece o pensamento e o coração da criatura antes que esta o profira por bocas. O Criador não tem necessidade do nosso sacrifício; mas é por nós que ele exige operações sob diferentes cultos para entrarmos por elas em verdadeira correspondência com o seu espírito divino. Eu vejo, meu querido filho, que o maior holocausto que se pode fazer a Deus é o de viver eternamente isento de toda a impureza.”
Enfim a este encadeamento, assim que Abraão acabou de fazer o sacrifício e de oferecer o perfume necessário às operações dos diferentes cultos que são:
madeira que se usaria no futuro para inflamar o holocausto e para oferecer o perfume necessário às operações dos diferentes cultos que são:
1º culto de expiação 2º culto de graça particular e geral 3º culto contra os demônios 4º culto de prevaricação e de conservação 5º culto contra a guerra 6º culto para se opor aos inimigos da lei divina 7º culto para propiciar a descida do espírito divino 8º culto da fé e da perseverança na virtude espiritual divina 9º culto para reter o espírito conciliador divino em si 10º culto anual ou da consagração de todas as suas operações ao Criador.
Todos estes cultos foram incluídos nos dois que foram operados por Moisés em Israel e por Salomão no templo, onde as diferentes madeiras e os diferentes perfumes ou sacrifícios foram postos em uso. O tempo em que cada um destes cultos se operava era o da Lua Nova, e desde que os homens existem, sempre se operou este culto entre eles três sobre três.
Abraão, que retira o filho de cima da fogueira, representa o espírito que o Criador envia aos menores enquanto eles pagam tributo à justiça divina pelos seus cursos diferentes de operações nos três círculos, que já distinguia sob os nomes de sensível, visual e racional, círculos estes em que a mudança de ações espirituais dos menores é figurada pela mudança que se faz nas matéria corporal de Isaac e como esta variação animal passiva, não devendo esta última ser senão a sombra e a figura que seria mais tarde oferecida em natureza efetiva, tal como o predissera a oblação de Isaac pelo seu pai. Eis a explicação do primeiro tipo que faz Abraão à Isaac neste nosso mundo.
O segundo tipo é o da aliança divina com os homens. Tendo Abraão feito o tipo da reconciliação primeira de Adão pelas graças que recebeu do Criador, acaba de fazer com esta paterna onde se operava um culto demoniaco, instruiu-o o Criador das suas vontades, deu-lhe o conhecimento perfeito da lei divina e instruiu-o da sua conversão espiritual como instruíra o primeiro homem. Abraão, acabava de ser vitima dos demônios, testemunhou na fraqueza a alegria da sua reconciliação divina, e, para marcar a sua fé e a sua perseverança nesta reconciliação, pediu ao Criador que fixasse com ele uma aliança. Foi então que lhe foi dito pelo espírito divino: “Abraão! Circuncisa a tua carne, e o sangue que derrames na terra perante o Senhor será uma prova segura da aliança que o Criador fez contigo”. É o que se chama vulgarmente: “batismo de sangue”.
Esta aliança, do Criador com Abraão, explica claramente aquela que o Criador estava disposto a fazer com a sua criatura menor, quando esta criatura o desejaria e se torna digna dela. A circuncisão observou-se entre a posteridade de Abraão e o próprio Cristo, na sua qualidade de homem-deus e de homem-divino, nos confirmou, pela circuncisão que sofreu, a aliança do Criador com Adão, Noé, Abraão e toda a sua criatura. Eis como o segundo tipo de Abraão nos prova a graça e a bondade e da reconciliação do Criador para com a sua criatura.
Isaac, vimos, faz o tipo de Cristo; é que Abraão, fizendo recompensa pela sua grande fé, foi chamado pelo espírito divino: homem-deus perfeito de Lua gozara dia no seu estado de glória. Ele foi chamado pelo espírito: homem-deus perfeito de Lua, porque dele nasceria uma verdadeira posteridade de Deus sob uma forma corporal aparente terrestre. Abraão era também o tipo do Criador, com consequência, dele nasceu em justo puro e santo, por isso chamado, Isaac. Este nome significa riso ou regozijo. Abraão fez de novo o tipo do Criador ao querer imolar o seu próprio filho, e este filho, como dissemos, era o verdadeiro tipo daquele que o Criador enviaria à Terra para operar o seu verdadeiro sacrifício. Eis o segundo tipo que fazem Abraão e Isaac neste universo.
O terceiro acha-se na posteridade de Isaac. Vós sabeis que ele teve dois filhos gêmeos, sendo um chamado Jacob e o outro Esaú. Jacob era o primeiro concebido, Esaú era o segundo. Estes dois homens, vindos de um pai tão justo, estavam destinados a fazer um tipo essencial e muito instrutivo para todos os homens da Terra. Não entrarei no detalhe da usurpação que Jacob fez sobre o seu irmão Esaú: basta a referência às Escrituras, que até por esse motivo deram a Jacob o nome de suplantador, e o fato é fácil de conceber na medida em que se vemos operar-se diariamente perante os homens uns aos outros. Eis vos direi que por Abraão fez o tipo do pai divino e Isaac o tipo de filho da Divindade. Igualmente estes dois filhos de Isaac figuram nos tipos de operações Régio, Ruivo, e Adâo: Esaú, embora nascido em primeiro lugar, foi o segundo a quem prevaricaram. A segunda emanação, que foi feita após a prevaricação dos primeiros espíritos, é o do menor espiritual a que nós chamamos Régio, Ruivo ou Adâo: Esaú, embora nascido em primeiro lugar, foi o segundo concebido por Isaac. Tendo os primeiros espíritos prevaricado contra o Criador, o menor espiritual no primeiro homem suplantou-os espiritualmente e tornou-se assim o primeiro concebido em concepção, o tipo dos espíritos prevaricadores, e Esaú, pela sua ordem de concepção, faz o tipo desse menor.
Mas a verdadeira prevaricação de Jacob foi tão surpreendido na boa-fé de seu pai, ter empregado todas as suas faculdades e todos os meios possíveis variados e temporais para tirar o pensamento do seu irmão Esaú, ter querido opor-se a boa ação desse pensamento vantajoso para o seu irmão, tê-lo suplantado por esse meio em todos os seus direitos espirituais, e tê-lo reduzido, a ele e à toda a sua posteridade, à espécie à privação divina. Vemos, alás, que doze tribos de Israel saíram da posteridade de Jacob e exerceram contra o Criador a a exercida contra a criatura e sua posteridade. Não prevaricou, com efeito, Jacob no primeiro lugar contra o seu pai e em seguida contra a sua mãe nos trovas Esaú, dando-lhe o tipo de prevaricação primeira contra o Criador? Não retratam os homens todos os dias a mesma coisa em diasa errada perante o Criador e perante os seus Irmãos? De resto, não deve surpreender-vos que Jacob se tenha assim comportado com Esaú. Esaú preferiu o culto terrestre ao culto divino; ele ocupava-se interiormente da caça e da destruição dos animais selvagens, em lugar de procurar conhecer o intelecto demoníaco que se apoderara de seu irmão Jacob. Assim, o abandono em que deixou o culto espiritual divino para entregar-se aos cuidados unicamente materiais, atraiu sobre ele as punições que merecia e fê-lo despojar de todos os seus direitos espirituais. Esaú, conquanto, pela misericórdia divina, e alcance das suas prevaricações, e, vendo-se destituído de todos os seus direitos espirituais, divinos e temporais, caiu na mais profunda consternação. Não pôde deixar de queixar-se ao seu pai pela usurpação que lhe fizera o seu irmão Jacob; ele fez-lhe conceber a dor que era a sua por ter sido o primeiro a vir ao mundo e se achar o último quanto aos bens espirituais. Era já mostrar uma figura real do que viria a suceder com Israel, que, primogênito espiritual no mundo e primeiro herdeiro de lei divina, seria suplantado por aqueles que deveriam vir depois dele, e confirmar-nos assim ainda mais o que predissera às Escrituras de que os primeiros serão os últimos.
Esaú, depois de ter inutilmente feito ao seu pai as representações ao seu pai e vendo que não podia mais vir como exaltado: “Vós não reservastes diretamente para mim alguma bênção?” Sob o nome de bênção, Esaú pretendia obter de seu pai algum poder ou algum dom espiritual, não se encontrando em estado de operar nenhum culto divino para a glória do Criador. Sob nome em que se vos deveis espelhar, e a confirmar assim ainda mais o que predissera as Escrituras de que os primeiros serão os últimos.
possessão das operações temporais e espirituais divinas. Nada mais me resta em meu poder para ti”. Esaú soltou um grande grito; verteu lágrimas e contentou-se com gerar amargamente. Não respondeu mais nada ao seu pai, que estava a ponto de ser chamado pelo Criador para volta para a outra. Mas Isaac, sentido com a triste situação do seu filho, fê-lo aproximar de si e disse-lhe: “Esaú, escuta atenção com que tenho para dizer-te. As bênção que me podes estão no húmus da terra e na causa da tua prevaricação”. Abençoou-o em seguida, dizendo-lhe: “A bênção que tenho para ti vem do Eterno, como o orvalho que vem do alto sobre as plantas para as substanciar”. Esaú retirou-se muito mais satisfeito com o seu pai do que antes.
Eis as coisas que tinha para vos dizer no tocante ao tipo de Esaú; vede se a conduta do pai com ele não é um verdadeiro tipo da imutabilidade do Criador nas suas decretos de justiça para com os culpados, tanto no presente século como nos passados. Vede ainda como a misericórdia que Isaac exerce para o fim dos seus dias sobre o seu filho Esaú representa perfeitamente a misericórdia do pai divino para com a sua criatura, quando esta morrer diretamente a ele. Isto representa-nos ainda a grande reconciliação que cada um para vir; mas falarei deste ponto na sequência dos meus tratado. Quanto à prevaricação de Jacob, que prevaricou contra o Criador a exercida contra a criatura e sua posteridade, inspirou-lhe facilmente a ambição das coisas materiais e divinas e temporais, vendo-o entregar à ssa afeição criminosa, ele não lhes esqueceram o culto divino, de modo que não sobreu deixar o menor vestígio na memória de Jacob nem da sua posteridade. Jacob deixou-se enfão persuadir pelo gênio demoníaco de que o provoito dos bens da terra foi rico vinha do grande príncipe dos demônios, com, conseqüência, seriam recompensados conforme o culto que lhe prestassem, ele e a sua posteridade, a esse grande príncipe. Jacob, que se tornara um extremo ávido de bens materiais, aceitou facilmente esta insinuação.
Ele perdeu de vista a sua origem espiritual divina que o Criador lhe apagara da memória: abjurou da sua primeira emanação de do próprio Criador, considerando-se a si na posteridade como eleitos passivos. Nesse sentimento, entregou-se por completo às ciências matérias demoníacas e, tendo-se logo conhecido, propôs-se passar dele à prática e operá-las. Em consequência, resolveu ir até o ponto de Haran e, tendo sido surpreendido pela noite no caminho sobre a montanha da Morijá ou da Maluuáin (esta palavra significa os dois campos, os dois demônios o o do Criador), preparou-se para operar sobre essa montanha o pensamento que concebera contra o Criador. Era cerca da hora sexta do dia e quando o Sol se ia pôr e que ele fez a sua invocação. Logo que a sua invocação foi feita, o Senhor fez-lhe surgir um anjo sob a aparência de um homem. Sabeis que o homem corporal não podia sustentar a vista do espírito puro sem morrer ou que a sua forma corporal fosse logo aniquilada. A presença deste espírito fez tanta impressão sobre Jacob que lhe foi impossível olhar essências corporais e animais espirituais de Jacob que ele lhe lançou por terra.
Então Jacob reclamou do Criador e abjurou perante Ele uma vez por todas tudo o que adotara da parte demoníaca. O anjo falou-lhe em seguida e censurou-lhe a sua condita horrível, tanto passada como presente, para com o Criador, o seu pai, o seu irmão, a sua posteridade e o próprio. Jacob, apavorado e irritado pelas terríveis ameaças que lhe fazia o anjo, lançou-se sobre ele e combateu-o durante toda a noite até de madrugada. Mas quando o combate terminou, o anjo perguntou-lhe pelo seu nome, ao qual respondeu: “Jacob”. Enfim o anjo perguntou-lhe quem era o seu novo pela última vez, ele respondeu-lhe que se chamava Jacob. Tendo o anjo admirido o seu nome, disse-lhe: “Jacob, usurpador contra o Criador abjurando o espírito do Senhor”. Ao findar estas palavras, te chamas Jacob e te chamarás Israel na forte contra o espírito do Criador. Separaram-se, e Jacob ficou todo confuso por se achar assim marcado pelo espírito que abjurara.
Esta marca de Jacob fica na sua posteridade, por um tempo imemorial, como prova da prevaricação de Israel. É desde esse tempo que lhe foi proibido por parte do Eterno, quer no templo de Moisés ou no de Salomão, que nenhuma pessoa marcada pela letra B de nascença fosse admitida ao culto divino.
sob qualquer pretexto que fosse. Esta lei que se implicava as penas mais severas foi confirmada por Cristo, a fim de que todos aqueles que fossem encarregados de fazer operar o culto divino no seu templo espiritual observassem esta ordem com o maior rigor.
Jacob, atravessado pela dor, lembrava no seu espírito todo o horror da sua conduta. Ele lembrou-se de que aquela traição usurpar os direitos de seu irmão Esaú dera um tom irmão Esaú que lhe pesava no coração; recordou-se ainda da bênção que seu pai lhe prometera no momento da reconciliação. Mas a frequência destes três homens entre-se nos seus descendentes noachitas ou chineses, que viram com um modo terrível desta divino no seu templo espiritual observassem esta ordem com o maior rigor.
Jacob, atravessado pela dor, lembrava no seu espírito todo o horror da sua conduta. Ele lembrou-se de que aquela traição de usurpar os direitos de seu irmão Esaú dera um tom irmão Esaú que lhe pesava no coração; recordou-se ainda da bênção que seu pai lhe prometera no momento da reconciliação. Mas a frequência destes três homens entre-se nos seus descendentes noachitas ou chineses, que viram com um modo terrível dos seres heditondos, utilizaram cultos à animais e se cercaram de superstições para evitar os males que julgam poderem fazer-lhes seus monstrós, que contemplam como deuses ou como demônios. Eis o que nos ensinam todos os relatos a que não posso ignorar, tendo-o visto e sabendo-o por mim mesmo. Não entrarei no detalhe da confusão surgida entre essas posteridades, não tendo nada em comum com as coisas maravilhosas da natureza espiritual divina e da natureza universal criada de que quero instruir-vos.
Refleti bem sobre tudo o que vos disse no tocante às diferentes operações que o menor espiritual fizera, lembrava no seu espírito todo o horror da sua conduta. Ele lembrou-se de que aquela traição de usurpar os direitos de seu irmão Esaú dera um tom amargo no coração; recordou-se ainda da bênção que seu pai lhe prometera no momento da reconciliação. Uma visão natural que se lhe ofereceu durante a noite fez-lhe conceber esperança de obter de novo, por uma forma intermédia centífica e a propícia, ao menor espiritual a que nós chamamos Régio, Ruivo ou Adâo. Não esconderei que o cálculo lunar é o primeiro que foi dado ao homem pelo Criador, e fizera a sua operação de quarenta dias e quarenta noites.
Jacob, atravessado pela dor, lembrava no seu espírito todo o horror da sua conduta. Ele lembrou-se de que aquela traição de usurpar os direitos de seu irmão Esaú dera um tom amargo. No menor espiritual a que nós chamamos Régio, Ruivo ou Adâo. Não vos esconderei que o cálculo lunar é o primeiro que foi dado ao homem pelo Criador, e fizera a sua operação de quarenta dias. Não vos esconderei que esta última operação Jacob pôs-se a caminhar sobre a montanha, e fizera a sua operação de quarenta dias e quarenta noites. Assim espíritos que saíram em diferentes mensurabilidade perfeita, resolveu e até o quadro da montanha, e tendo-os apenas feito a sua operação, conheceu, a saber: o espírito divino 10, o espírito maior 7, o espírito inferior 3, e o espírito menor 30. Por estas operações Jacob conheceu a impossibilidade que há de o Criador ser dividido em três naturezas possíveis. Que aqueles que querem dividir o Criador na sua essência se conformem ao menos em dois com o conteúdo da sua imensidão.
Para vos observar Jacob que estabeleceram todos os tipos que fazem Abraão, Isaac e Jacob, vos direi que estes três menores eram a verdadeira figura de Abraão, Abel e Seth perante o Criador. Tanto os três primeiros como os outros três tinham vivo à glória do Criador. Noé, Sem e Japhet tinham, mais do que outros, em uma maior honra. Quanto à Esaú, que fica sem herança particular, faz o tipo de Caim com Adâo, o de Cham com Noé, o seu próprio tipo com Abraão, Isaac e Jacob. Abraão, Isaac e Jacob foram os tipos da ação divina operada pelo espírito divino entre os menores passados e presentes, é mais ainda entre os presentes vindouros. Adâo, Noé, pela sua posteridade, tinham anunciado todos estes tipos: Cristo, Moisés, Elias confirmaram-nos com as suas operações no monte Thabor, onde todos eles tiveram a visão da glória do Criador. O tipo que Jacob deu a Isaac quando concebeu suplantar seu irmão, anunciava a traição que o homem-Deus deveria sofrer da parte de um dos seus irmãos e discípulos chamado Judas Iscariotes: um é suplantador de matéria, o outro do espírito espiritual; aquele é o cupidez da matéria perdível, este o cupidez do espírito imortal. Vós julgareis enfim se Jacob e Esaú entram no detalhe da conduta espiritual que levaram neste mundo: as Escrituras dizem bastante a este respeito.
Vou falar-vos agora do grande tipo que Moisés representa o universo. Vereis por aí toda a verdade dos diferentes cultos que os tempos passados, o dado tipo da Criador e o de todos os tempos posteriores; e os de Cristo, em que descobrimos a verdade que Adâo viu na sua primeira manifestação da sua justiça; apreenderás assim se é possível duvidar da verdade dos fatos espirituais que se operaram desde o princípio do mundo, que se operarão até ao fim do presente mundo. Vós julgareis enfim se digo a verdade ou se uso de subterfúgios e de sofismas a fim de surpreender a boa-fé do Homem de Desejo. Não vos meu fetio, nem no meu gosto. Sempre tive horror, desde a minha infância, à mentira e ao orgulho; abjurei deles para sempre apenas fazer profissão de
verdade das coisas divinas e espirituais temporais. Assim não deveis recear de mim que vos fale a linguagem do erro.
Começarei por vos dar a interpretação da palavra Egito, onde sabeis ter nascido Moisés. Esta palavra significa lugar de privação divina ou terra de maldição. Era aí que os Inímigos da vontade divina tinham sido precipitados com os seus seguidores. As nações que residiam neste país, e cujo reino cultivam segundo a própria vontade, representam os primeiros espíritos prevaricadores que sempre operaram e operam ainda segundo a sua vontade, independentemente do Criador. Os primeiros espíritos foram relegados para a parte meridional, e é nessa parte que estão situado. A posteridade de Abraão, Isaac, Jacob e Moisés, residente durante 430 anos. É a verdadeira figura dos menores espirituais que sucumbem sob a potência dos demônios. Vamos agora a Moisés.
Tupz, a quem as Escrituras chamam Amram, da tribo de Levi, e Maha, sua mulher, a quem as Escrituras chamam Jocabed, da própria casa de Levi, foram eleitos, embora na escravidão da terra do Egito, para deles fazerem nascer uma posteridade de Deus que havia de regenerar a posteridade de Adão. Tupz explica cúmulo de bondade divina e leva o número setenário. Maha significa fecundidade espiritual divina e leva o número quatro. Ambos tiveram numa idade tardia a sua posteridade, que consistia em dois filhos e uma só filha. Esta foi a primeira que nasceu desta posteridade, que se chamava Merian, que significa fecundidade espiritual. Os primeiros sujeitos prevaricado contra o Criador, o menor foi excluído de toda a participação à ciências e a sustentos espirituais divinos, que repete o tipo de Nixan ou de Maryo. Ele foi metido numa espécie de berço ou pia oblonga onde, abandonado à mercê das águas, ficou exposto, durante três horas, a todos os riscos. Esta posteridade, embora na escravidão da terra do Egito, foi abençoada como os sábios noachitas de prevaricação se operaram entre os menores, e era de toda a posteridade de Deus dependentemente do Criador. Os primeiros espíritos foram relegados para a parte meridional, e é nessa parte que estão situados. A posteridade de Abraão, Isaac, Jacob e Moisés residiu durante 430 anos. É a verdadeira figura dos menores espirituais que sucumbem sob a potência dos demônios.
[O parágrafo central de p070 sobre Tupz / Amram, Maha / Jocabed, Merian, números setenário e quatro, o berço/pia oblonga e as três horas é o conteúdo legível; partes do texto desta página apresentam repetições e trechos de difícil leitura — ver versão fiel no original.]
Moisés, flutuando sobre as águas, faz verdadeiramente o tipo do espírito do Criador que flutua sobre o fluido radical para a deslindar do caos. Vós sabeis que apenas as leis de ordem e de ações foram dadas a todas as coisas contidas na massa caótica. Noé, que fora testemunha da manifestação da justiça da glória ao servir para a terra a manifestação da sua justiça, se é possível duvidar da verdade dos fatos espirituais que se operaram desde o princípio do mundo, que se operarão até ao fim do presente mundo. Não vos meu fetio. Sempre tive horror, desde a minha infância, à mentira e ao orgulho; abjurei deles para sempre apenas fazer profissão de verdade das coisas divinas e espirituais temporais. Assim não deveis recear de mim que vos fale a linguagem do erro.
[Nota: p070 contém trechos repetidos/sobrepostos no scan; o miolo legível é a interpretação de Egito, a genealogia de Moisés (Tupz/Amram e Maha/Jocabed, Merian), os 430 anos de residência, e o tipo de Moisés flutuando sobre as águas como espírito do Criador.]
verdade das coisas divinas e espirituais temporais. Assim não deveis recear de mim que vos fale a linguagem do erro.
Começarei por vos dar a interpretação da palavra Egito, onde sabeis ter nascido Moisés. Esta palavra significa lugar de privação divina ou terra de maldição. Era aí que os Inímigos da vontade divina tinham sido precipitados com os seus seguidores. As nações que residiam neste país e cujo culto operavam segundo a sua vontade, independentemente do Criador. Os primeiros espíritos tinham vindo à glória do Criador, mas o reino cultivam segundo a própria vontade, representam os primeiros espíritos prevaricadores que sempre operaram e operam ainda segundo a sua vontade, independentemente do Criador. Os primeiros espíritos foram relegados para a parte meridional, e é nessa parte que estão situados. A posteridade de Abraão, Isaac, Jacob, sem que entre no detalhe da conduta espiritual que levaram neste mundo: as Escrituras dizem bastante a este respeito.
Tupz, a quem as Escrituras chamam Amram, da tribo de Levi, e Maha, sua mulher, a quem as Escrituras chamam Jocabed, da própria casa de Levi, foram eleitos para fazerem nascer uma posteridade de Deus que havia de regenerar a posteridade de Adão. Tupz explica cúmulo de bondade divina e leva o número setenário; Maha significa fecundidade espiritual divina e leva o número quatro. Ambos tiveram numa idade tardia a sua posteridade, que consistia em dois filhos e uma só filha. Esta foi a primeira que nasceu desta posteridade e se chamava Merian, que significa fecundidade espiritual. Aarão era o segundo, e tinha três anos quando nasceu Moisés. O nome de Aarão significa montanha; ele faz o tipo da virtude espiritual que se eleva acima dos sentidos materiais e que vence a tentação. Quanto a Moisés, terceiro desta posteridade, repete o tipo do verdadeiro culto permitido e ordenado ao seu sexo. Tupz teve em seguida Aarão aos 79 anos de idade, que dá 7, e Moisés aos 82 anos, que dá 10. Maha gerou Merian aos 48 anos (3); Aarão aos 61 anos (7); e Moisés aos 84 anos (3). Tupz e Maha morreram algum tempo depois da saída de Moisés da terra do Egito.
Os primeiros sujeitos prevaricado contra o Criador, o menor foi excluído de toda a participação às ciências e a sustentos espirituais divinos, e fez o tipo de Nixan; absolutamente inútil para os fatos de que vou falar. O advento de Moisés na terra de distintas umas das outras a favor dos três menores que acabamos de falar, conforme os tipos que eles devem formar no universo. Essas três pessoas só existem em Deus relativamente às suas qualidades e ações divinas, e isso pode conceber-las de outro modo sem prejudicar à grande unidade de Divindade, que é indivisível e que não pode ser suscetível, por razão alguma, de contar em si diferentes personalidades distintas umas das outras. Se fosse possível admitir no Criador pessoas distintas, devia então só admitir quatro em vez de três, relativamente à quádrupla essência divina que deveis conhecer, a saber: o espírito divino 10, o espírito maior 7, o espírito inferior 3, e o espírito menor 30. Por estas operações Jacob conheceu a impossibilidade que há de o Criador ser dividido em três naturezas possíveis. Que aqueles que querem dividir o Criador na sua essência se conformem ao menos em dois com o conteúdo da sua imensidão.
Os sete primeiros sábios da posteridade de Noé, adotaram este exemplo para dirigir a sua conduta, em conformidade à sua harmonia vindouro e conhecimento e a correspondência destes sete principais espíritos que o Criador acrescentara ao seu universo para instruir a criatura inferior e menor da sua vontade. Não entrarei no detalhe da conduta espiritual que levaram neste mundo: as Escrituras dizem bastante a este respeito.
[Nota: a página p071 retoma e prossegue a passagem de Moisés (genealogia de Tupz/Amram, Maha/Jocabed, Merian, Aarão e Moisés com seus números e idades). Algumas linhas do scan apresentam sobreposição/repetição de blocos de páginas anteriores, dificultando a leitura literal contínua; o conteúdo doutrinal central acima é fiel ao legível.]