VII · O Tabernáculo e a Consumação
potência espiritual divina que fora confiada ao primeiro menor, para que manifestasse a glória e a justiça do Eterno contra os espíritos prevaricadores. É esta potência divina que os teus pais conheceram sob o nome de Abraão, Isaac e Jacob. Mas Adão, com o seu crime tendo perdido esta dupla potência, foi reduzido à sua potência simples de menor; a sua posteridade tornou-se errante e tenebrosa como ele; o homem pode obter do Criador essa dupla potência mediante trabalhos definidos e com penas do corpo, da alma e do espírito. Este número, enfim, é aquele que o Criador destinava aos Eleitos espirituais que ele pretende favorecer e pôr ao serviço da manifestação do Criador divino.
Juntar o número quinário ao quaternário, é obter o número da subdivisão das essências espirituais da matéria e da subdivisão das essências espirituais divinas; é isto ocorre pela junção do número quinário, imperfeito e corruptível, com o número quaternário, perfeito e incorruptível. É um pensamento demoníaco, foi assim que o crime de Adão se propaga, pois ele quis ocasionar uma revolução demoníaca como na espécie dos seres espirituais. Julga, Israel, por tudo o que acabas de ver, quanto a potência do menor era grande, pois ela era possuidor do número quaternário, do qual todas as coisas temporais e toda a ação espiritual provieram. Sabes que, no seu estado de glória, este primeiro menor não tinha em si qualquer ação ou operação espirituosa, e menos ainda material, mas tinha pelo contrário toda a espécie de ações e operações espirituais de formas gloriosas; ainda que assim que esses espíritos não estavam sujeitas ao tempo, tal como Adão, embora Adão e todas as suas operações se consagrassem ao temporal. Não esqueças, nunca tudo o que acabo de ensinar-te acerca da grande potência do primeiro homem e do seu número quaternário, vou traçar os caracteres das diferentes coisas que provêm desse respeitável número; pois já que esse número te é dado, será mais fácil crer que é ele que se torna superior às bestas e a todas as criaturas; recorda ainda, que, nenhum ser menor pode ser sábio sem um conhecimento perfeito desse grande número denário do Eterno e de todo o seu conteúdo de emancipação e de criação:
1 + 2 = 3 1 + 2 + 3 = 6 1 + 2 + 3 + 4 = 10
Deves notar, Israel, que a unidade apenas se junta ao ternário para formar com o quaternário o número da dupla potência.
10 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 = 30 30 + 7 + 8 + 9 + 1 = 55 = 5 + 5 = 10
Encontras, com a adição de estes números particulares provenientes do quaternário, o número 55 que se anuncia à divisão do denário em dois números quinários e demoníacos. Com efeito, a prevaricação dos primeiros espíritos consistiu em procurar dividir e subdividir a quádrupla essência divina, isto com a sua própria faculdade espiritual. Eles concebiam, pela sua própria vontade, uma intenção e um ato de pensamento contrários às leis de ação e de operação que lhes haviam sido fixadas pelo Criador quando da sua emanação; mas, logo que o poderem operar este um certo sucesso, foram tornados temporais ou potências que ficaram no descobrimento com certeza a impossibilidade que havia para eles e para todo o espírito de retirar do Criador a quádrupla essência e o famoso denário nela inutos. Eles só reconheceram perfeitamente esta impossibilidade quando quiseram arrogar-se cada um dos diferentes corpos permanentes do universo, nem para a conservação do axo e dos agentes espirituais temporais, nem enfim para a grandeza e a glória de todos os seres que acabo de manifestar-te; mas unicamente para o homem que assim disposto era, com elas deviam servir de limite aos espíritos perversos, ficaram sujeitas ao menor para que ele possa exercer sobre elas a sua potência e o seu mando, segundo a sua vontade e segundo as leis da ordem.
Eis, pois os privilégios concedidos por Deus ao homem. São estes três mundos, o divino, o supraceleste e o celeste que te dão a conhecer os três reinos da Divindade. O último destes mundos é que deveria ser a morada do primeiro menor; se esse menor não tivesse prevaricado, ele teria sempre ocupado o centro dua quatro regiões, como ser mais potente; teria agido e operado nesse mundo celeste como puro espírito divino; todos os seres espirituais teriam obedecido ao seu pensamento e à sua vontade. Sim, se esse primeiro menor não tivesse prevaricado, nunca se teria tornado habitante do mundo terrestre material, não teria desvirtuado a sua potência divina quaternária para a tornar
por terem tentado uma operação oposta às suas imutáveis do Eterno Criador os demônios se acham sem outra potência além desta potência quinária de confusão, e que são precipitados nos abismos da privação divina por uma eternidade. Treme de medo, Israel, com o relato destas horríveis operações! Receia sucumbir aos movimentos de semelhante orgulho e de semelhante ambição. Evita, sobretudo os que quiserem persuadir-te a apropriares-te das diferentes ações divinas pela potência do número quinário. Se visses a sucumbir a tal sedução, a ação espiritual divina, num erro tã, se tornaria toda material; teu ser menor se tornaria um intelecto de menor potência, todos os teus poderes seriam anciados para te deixar apenas o gozo da potência quinária dos espíritos perversos. Eis, Israel, como nasceu a potência quinária dos demônios; tal é o número que os distinguirá de todos os seres espirituais por toda a eternidade nas suas ações e operações espirituais temporais materiais; tal é o número pelo qual o ser menor, assim como todo o ser espiritual, aprende a conhecer a prevaricação dos espíritos perversos.
Vou agora te instruir, Israel, da utilidade da imensidão supraceleste. O Criador estabeleceu-a como tal para fixar a ordem e as leis cerimoniais que os espíritos emancipados tinham de operar em toda a extensão dos três mundos temporais, em correspondência com os espíritos emanados na imensidão divina. O primeiro círculo, que é o ângulo saliente do triângulo superior, marca o chefe superior supraceleste e a imensidão dos espíritos superiores denários. Não se deve julgar que os espíritos que habitam este círculo sejam os mesmos, nem qualquer dos que foram emanados no primeiro lugar, logo ao pé da Divindade. Não, Israel, os espíritos denários divinos não saíram nunca do lugar que ocupam na imensidão divina; toda a mudança que lhes sucedeu com a prevaricação dos espíritos perversos e com a do primeiro menor, como já disse, foi terem-se tornado sujeitos ao temporal, embora não sujeitos ao tempo.
Portanto, o Criador apenas emancipou no círculo denário desse espaço supraceleste os espíritos maiores que revestiu de uma potência denária, pela qual as suas operações se distinguem das operações das três outras classes de espíritos da imensidão supraceleste. O segundo círculo, que está à direita, marca a imensidão dos espíritos maiores setenários, que, pelas suas ações e operações, se acham abaixo dos espíritos denários. O terceiro círculo, à esquerda, marca a imensidão dos espíritos inferiores que, pelas suas ações e operações, se acham abaixo dos espíritos denários e setenários; é por essas razões que eles são chamados inferiores. O círculo que está no ângulo saliente do triângulo inferior de supraceleste, em linha direta do círculo denário, marca a imensidão dos menores espirituais divinos. As suas ações e operações são superiores às de todos os agentes espirituais espirituais, que lhes foram subordinados. Tu vês, Israel, que a ação das habitantes supracelestes se opera a união entre o homem e Deus, estando sujeito tanto a um como a outra. A ordem e o arranjo espirituais divinos que reinam na imensidão divina são os mesmos que reinam na imensidão supraceleste. Por esta semelhança sabe-se essa imensidão supraceleste foi emancipada e fundada em força e potência pelo Criador e não pela vontade pura dos espíritos. O mesmo arranjo se repete, no celeste, pelos distintamente marcados. Não foi em vão, Israel, que o Criador estabeleceu esta mesma ordem nessas diferentes imensidades; não foi apenas para a conservação do tempo ou dos diferentes corpos permanentes do universo, nem para a conservação do axo e dos agentes espirituais temporais, nem enfim para a grandeza e a glória de todos os seres que acabo de manifestar-te; mas unicamente para o homem que assim disposto era, com elas deviam servir de limite aos espíritos perversos, ficaram sujeitas ao menor para que ele possa exercer sobre elas a sua potência e o seu mando, segundo a sua vontade e segundo as leis da ordem.
Eis, pois os privilégios concedidos por Deus ao homem. São estes três mundos, o divino, o supraceleste e o celeste que te dão a conhecer os três reinos da Divindade. O último destes mundos é que deveria ser a morada do primeiro menor; se esse menor não tivesse prevaricado, ele teria sempre ocupado o centro dua quatro regiões, como ser mais potente; teria agido e operado nesse mundo celeste como puro espírito divino; todos os seres espirituais teriam obedecido ao seu pensamento e à sua vontade. Sim, se esse primeiro menor não tivesse prevaricado, nunca se teria tornado habitante do mundo terrestre material, não teria desvirtuado a sua potência divina quaternária para a tornar
simplesmente inferior e ternária, como se prova pela simples triângulo sensível a que se ligam os três corpos planetários: a Lua, Vênus e Júpiter. Mas a prevaricação fez baixar o homem dessa superfície e precipitou-o num mundo completamente oposto àquele que ele primeiro habitava. O mundo céleste conserva sempre a forma da sua origem e a sua semelhança com o supraceleste e com o divino; mas o mundo inferior não só uma forma material, diferente da dos três mundos superiores. É pela desunião que observas no duplo triângulo desse mundo sensível que pudes conceber a privação de operação no homem menor e em todos os espíritos da imensidão divina e da operação na imensidão dos espíritos divinos. O círculo que está no ângulo saliente do triângulo inferior representado por Abraão, Isaac e Jacob, que são figuras temporais do pensamento, da ação e da operação da Divindade. Desde que estes três menores obtiveram a sua reconciliação e a sua santificação, o demônio não faz mais nenhuma impressão sobre eles, e não pôde opor-se às ações espirituais divinas que se operavam por estas três pessoas no Eterno, depois que foram santificadas. Tu vês, Israel, que a ação das habitantes supracelestes é infinitamente mais considerável que a de qualquer ser espiritual ocupado nas ações e operações dos dois mundos inferiores o que é demonstrado pelos traços que logo saindo das diferentes circunferências que constituem a imensidão do supraceleste; esta superioridade não te deve espantar, pois o espaço da imensidão supraceleste é mais extenso que o espaço dos dois mundos inferiores que, mesmo reunidos, não formariam.
Devo dizer-te, Israel, uma verdade da qual tens debaixo dos olhos a certeza e a prova física: é que, entre os habitantes dos diferentes mundos, não há dois que sejam perfeitamente iguais em faculdade e em potência espirituais; eu não sãos diferentes uns dos outros neste particular, o que te é ensinado verdadeiramente pela diferença que reina entre todas as formas corporais e entre todas as ações que essas diferentes formas operam diante de ti. Não foi pela observação material que esta certeza veio ao meu conhecimento, mas devo-a ao próprio Criador, que me fez ver claramente que essa diferença de faculdades de potência existiu igualmente entre os habitantes espirituais da imensidão divina que, pelo decreto divino, tinham ações e operações distintas e superiores umas às outras. Digo-te ainda que esse mundo divino existirá eternamente o que se observará com igual precisão por toda a duração dos tempos entre os espíritos emancipados, embora as virtudes e as potências desses espíritos emancipados já não sejam as mesmas que eles tinham na imensidão divina antes da prevaricação dos espíritos perversos, sendo forçados, por essa prevaricação, a partilhar entre o espiritual e o temporal a sua ação que era puramente espiritual, como tudo o que se opera à tua vista te faz conceber.
Para que melhor compreendas o que anteriormente te disse da mudança verificada nas virtudes e potências dos espíritos emancipados da imensidão divina, digo-te que o Criador emancipou do Seu círculo divino, no centro da imensidão supraceleste, que sujeita a operar no supraceleste ações espirituais temporais. Às leis da potência relativas a estas operações foram distribuídas por esta ordem aos espíritos setenários emancipados; mas como pela prevaricação dos primeiros espíritos do homem, e uma outra, enfim, recebida da potência setenária; e uma outra ainda, recebida da potência inferior ternária. A estas três classes de espíritos que opera ações setenárias, infinitamente superior à dos espíritos materiais, que pelas suas ações e operações constituem o sentido elementar e o desenrolar de toda a matéria operatória de toda a operação infinita da imensidão divina. Note que, no entanto, que para que essas três classes de espíritos jamais saíram nunca do lugar que ocupavam dentro do mundo celeste; toda mudança que se operou nesse mundo divino é porque, no seguimento da prevaricação dos primeiros espíritos, o Criador, fazendo força
A faculdade que tem o mundo supraceleste de servir de duplo limite aos espíritos malignos, ser-te-á ainda mais inteligível observando quais são as operações desse mundo supraceleste. Eles agem no mundo céleste e no mundo material, como te disse, e ainda no círculo do eixo universal. Tu deves, com efeito, conceber quanto é necessário que haja igual potência por espíritos superiores aos que pode constituídos e aos que são destinados à conservação e à duração da forma universal, onde os espíritos perversos se acham detidos em privação. Eis porque deves reconhecer nos espíritos supracelestes a faculdade de uma dupla ação. Mas não é apenas por esta dupla ação dos espíritos supracelestes sobre a forma universal que se deve conhecer a faculdade de prova nelas a faculdade, é ainda porque, não tem o lugar e pela sua mesma constituição, eles possuem o direito do Criador, a operar do meio destes três menores obtiveram a sua reconciliação e a sua santificação, o demônio não faz mais nenhuma impressão sobre eles, e não pôde opor-se às ações espirituais divinas que se operavam por estas três pessoas no Eterno, depois que foram santificadas. Tu vês, Israel, que a ação das habitantes supracelestes é infinitamente mais considerável que a de qualquer ser espiritual ocupado nas ações e operações dos dois mundos inferiores o que é demonstrado pelos traços que logo saindo das diferentes circunferências que constituem a imensidão do supraceleste; esta superioridade não te deve espantar, pois o espaço da imensidão supraceleste é mais extenso que o espaço dos dois mundos inferiores que, mesmo reunidos, não formariam.
Devo dizer-te, Israel, uma verdade da qual tens debaixo dos olhos a certeza e a prova física: é que, entre os habitantes dos diferentes mundos, não há dois que sejam perfeitamente iguais em faculdades e em potências espirituais; eu não sãos diferentes uns dos outros neste particular, o que te é ensinado verdadeiramente pela diferença que reina entre todas as formas corporais e entre todas as ações que essas diferentes formas operam diante de ti. Não foi pela observação material que esta certeza veio ao meu conhecimento, mas devo-a ao próprio Criador, que me fez ver claramente que essa diferença de faculdades de potência existiu igualmente entre os habitantes espirituais da imensidão divina que, pelo decreto divino, tinham ações e operações distintas e superiores umas às outras. Digo-te ainda que esse mundo divino existirá eternamente o que se observará com igual precisão por toda a duração dos tempos entre os espíritos emancipados, embora as virtudes e as potências desses espíritos emancipados já não sejam as mesmas que eles tinham na imensidão divina antes da prevaricação dos espíritos perversos, sendo forçados, por essa prevaricação, a partilhar entre o espiritual e o temporal a sua ação que era puramente espiritual, como tudo o que se opera à tua vista te faz conceber.
Para que melhor compreendas o que anteriormente te disse da mudança verificada nas virtudes e potências dos espíritos emancipados da imensidão divina, digo-te que o Criador emancipou do Seu círculo divino, no centro da imensidão supraceleste, ações espirituais temporais. Às leis da potência relativas a estas operações foram distribuídas por esta ordem aos espíritos setenários emancipados; mas como pela prevaricação dos primeiros espíritos do homem, e uma outra, enfim, recebida da potência setenária; e uma outra ainda, recebida da potência inferior ternária. A estas três classes de espíritos que opera ações setenárias, infinitamente superior à dos espíritos materiais, que pelas suas ações e operações constituem o sentido elementar e o desenrolar de toda a matéria operatória da imensidão divina. Note, no entanto, que para que essas três classes de espíritos jamais saíram nunca do lugar que ocupavam dentro do mundo celeste; toda mudança que se operou nesse mundo divino é porque, no seguimento da prevaricação dos primeiros espíritos, o Criador, fazendo força
de lei sobre toda a criatura espiritual, emancipou na sua ação dupla potência para o operar a sua justiça e a sua glória nas três diferentes imensidões, indistintamente. Daí ser-te ensinado que o espírito duplamente forte entra em ti quando o menor o chama quando te temos indigno da sua ação duplamente potente. Tu viste essa dupla potência operar-se no Egito a três vezes e para tua glória; ela dividia a sua ação em duas partes: uma para exterminar os teus inimigos, e a outra para velar pela tua conservação espiritual e corporal. Era o que te figuravam as duas colunas que avançavam sempre contigo e que te seguiam em todos os teus triunfos. E eis por que meio esse mero duplamente potente não tem mais morada fixa na imensidão divina.
Tu não ignoras, Israel, que a imensidão supraceleste é à imagem da imensidão divina, com as mesmas faculdades de potência espiritual se encontram numa e noutra imensidades. Mas com a diferença de que os agentes espirituais da imensidão divina e fazem emanar na imensidão infinita do Criador, ao passo que os agentes supracelestes operam numa imensidão limitada. Assim esta imensidão supraceleste é passiva, porque sujeita ao tempo; tal como o pensamento ou a potência do Criador, também ela não pode ser limites, e, segundo o que disse dessa respeitável imensidão, ela consiste na multidão dos espíritos que o Criador emana do Seu seio. E continuidade dessa emanação espiritual o que torna esse respeitável divina e infinita. Cada espírito, no momento em que emana do Criador, encontra um lugar e um espaço convenientes ao seu ser para pôr em ação e em operação as virtudes de que o Criador acaba de revestir o seu emanação que recebeu da Divindade. Com efeito, o Criador não pode emanar de seu ser um espírito, sem lhe criar uma potência; ao mesmo que mais o leva à pensar e a operar, segundo a sua conveniência, na imensidão divina onde também ela cresce continuamente. Se não te fosse assim, a potência de todos esses habitantes da imensidão divina operaria em confusão, assim como os habitantes do mundo material operam à dela. O que gera a confusão nos dois habitantes dos mundos materiais é o seu espaço limitado, que apenas pode conter um número fixo, mas a multidão dos habitantes da imensidão divina cresce e crescerá sem cessar até ao infinito sem jamais encontrar limites. Não é necessário tempo para a emanação desses espíritos, como fora para a emanação da criação temporal, porque os espíritos, recebendo com a sua emanação tudo o que lhes convém para agir segundo as suas leis, não têm, nenhuma necessidade desse tempo a que a potência dos espíritos inferiores, ainda obrigados a fazer crescer os menores habitantes dos mundos temporais.
Vejas claramente, Israel, que uma verdade da qual tens debaixo dos olhos a certeza e a prova física: é que, sua infinidade que te prova a eternidade do Criador, tal como a eternidade dos espíritos te prova pela sua emanação. Ah inclui, sabia-te na eternidade dos espíritos a ação e a potência temporal que se operam hoje em dia perante os teus olhos. Tudo o que está sujeito ao tempo não pode ser visto como eterno; mas, assim como, pela prevaricação dos primeiros espíritos do homem, se tornaram temporais as potências espirituais, também, pelo juízo final, essas potências deixarão de agir temporalmente e serão repostas na sua primitiva força e primitivo vigor em toda a extensão das suas primitivas leis.
No entanto, Israel, se na dupla potência não voltará ao seu primitivo estado de estabilidade na imensidão divina, como estava antes da criação; este ser ficará eternamente ocupado a operar a imensidão dos espíritos. Não inclua dúvida que serão distinguidas por toda à eternidade, a saber: os espíritos justos, primeiros santificados; e os espíritos que serão santificados em último lugar. Esta distinção subsistirá perpetuamente ainda mesmo quando todos os seres espirituais neste mundo, em toda a santidade do prevaricação serão sempre superior à dos seres santificados primeiros e enfim. Os menores, que no fim dos tempos ficarão para serem reconciliados, serão os últimos chamados pelo Eterno; e a justiça que Ele exercerá contra estes será infinitamente mais forte que a que ele exerce e exercerá contra os menores, porque o menor foi dotado pelo Eterno com uma potência muito mais forte e muito mais elevada do que o do supraceleste. O Criador não pode emanar de seu ser um espírito, sem lhe criar uma potência. Concebe, Israel, por tudo isto que te disse, que a lei de ser da dupla potência não consiste em ser reposto na sua primitivo estado de
imutabilidade de ação espiritual divina, que este ser terá que operar eternamente as suas faculdades potentes nas diferentes classes de espíritos que ficarão colocados nos primeiros e nos últimos santificados e reconciliados.
Se tivesses sido a desventura, Israel, de te veres incluído no número dos que serão os últimos reconciliados, não terias mais o tempo de renunciar às tuas abominações, e não mais existiria em ti meio para poder reclamar ao Criador que abreviasse os teus sofrimentos; pois em verdade te digo que o Criador é imutável e que Ele não revoga jamais os seus decretos. Por isso, uma coisa é a faculdade do menor neste mundo, outra a sua faculdade quando ele é apontado à justiça do Eterno. Tu sabes sem dúvida, Israel, que é impossível ao culpar a este ser supremo o uso que um menor terão feito da sua faculdade a favor ou contra as leis divinas das lhes couberam quando da sua emanação e da sua emancipação. É sobre essa liberdade que o Eterno julgará todos os menores, pois todo o ser espiritual foi emanado forte e duplamente forte O Criador, não pode emanar de seu ser fraco, ele pôde emanar de Si seres impuros e susceptíveis de se na sua potência qualquer um de fraqueza. Esta palavra fraqueza é aquela de que se reveste o homem impuro e malvado, a fim de poder ligar-se, segundo a sua conveniência, aos pensamentos impuros do intelecto demoníaco; mas todas as paixões e todos os vícios do homem operam nele pela sua própria liberdade, que lhe é inata. A liberdade gera a vontade; a vontade gera o bom ou mau pensamento que ela concebe; assim que dela obtém o fruto, o menor se debruça sobre si próprio e, meditando no produto da sua operação, torna-se ele próprio juiz do bom ou do mal que cometeu.
Tu me dirás, para desculpar a tua prevaricação contra o Criador, ou ela causa dela na tua fraqueza, e que esta fraqueza provém da tua forma corporal de matéria que te mantêm na privação da potência espiritual. Eu respondo-te que ó muito falso, pois todos os menores que foram reintegrados nas suas primitivas potências e virtudes espirituais divinas e obtiveram graça perante o Eterno, tais como Adão, Abraão, Isaac, Jacob e vários outros, não voltaram a prevaricar após a sua reconciliação, embora, continuassem em formas corporais. Esses menores, ao serem santificados e reconciliados, devolveram a sua liberdade e potência de Aquele de quem a tinham recebido. Assim essa liberdade apenas gera vontades puras, e vontade desses menores reconciliados só adotou os pensamentos suas espirituais, que lhes foram operar das de potência surpreendentes e incríveis para os menores prevaricadores. Estes menores fora santificados não foram mais susceptíveis de sucumbir aos embates de demônios, mas de adotar e seus inteligências de abominação; isto porque estes menores tiam atô o mais profundo do pensamento dos seres demoníacos, intempori-nos em todas as suas empresas criminosas e assim no privavam de toda a glória que esses seres perversos almejavam ato persequí-los. Não julgues, Israel, que a fraqueza seja dada diretamente ao homem e que seja a sua forma corporal de matéria que o faça sucumbir à tentação. A esta forma não compete fixagir-lhe e a o menor; ela quanto a inteligência ela ela faz a o vontades boas ou más; ela é regida pelo menor, e ele a leva onde quer. Quando, quando, o homem sucumbe, não deve imputar tal queda à sua forma corporal de matéria, mas atribuí-la unicamente à sua vontade. É certo, no entanto que existe inata no menor uma faculdade, em ato a que podemos chamar fraqueza; mas, como essa fraqueza apenas tem origem no menor, ela não é da do desagrado do Criador. Ela provém de uma verdadeira humanidade espiritual que anima a fazer o bem em vez do mal que os demônios fazem operar contra nós pela prevaricação dos primeiros espíritos do homem.
Tal é a fraqueza inata no menor. Isto é tão verdade que, se me fora permitido instruir-te de toda a sua espécie. Digo-te que essas divinas que o Criador emprega a favor da sua criatura espiritual, extremecerias de vergonha. Mas o tempo virá em que serás instruído daquilo que não posso dizer-te agora; sente mesmo juízo das coisas que sou obrigado a dizer-te; conhecerás então claramente que não há outra fraqueza nem a outra qualidade má e simples, mas somente dois números quinários na vez o lugar do denário divino que querium submeter à sua posse e ao seu poder. Assim ficaram convictos de seu orgulho atroz e insensato e da impossibilidade de qualquer ser subdividir a quádrupla essência divina, assim como o sua subdividir o número denário, direito reservado ao Criador e a liberdade. Tendo, sem pena do menor, do mortal, e olhar o menor, assim com a mortir, ele é mais fraco, e que mais merecida é a divina e a divina; tu vês com pena por nenhum escândalo espiritual manchara. Assim, ele era o único desta imensidão a ter a potência quaternária, e a sua ação era muito diferente das três outras classes de supraceleste. O Criador não colocou nessa imensidão supraceleste uma classe particular de espíritos setenários, como havia outrora na imensidão divina; esta classe não se encontra mais na imensidão divina, isto porque, no seguimento da prevaricação dos primeiros espíritos, o Criador, fazendo força
participar de duas ações opostas uma à outra, ao passo que no Criador há uma só ação que se subdivide até ao infinito para o bem e a vantagem da sua criatura.
Mas, para te convencer de que aquilo a que o homem malvado chama fraqueza inata no menor não provém da sua forma corporal de matéria, pergunto: os primeiros espíritos tinham formas corporais de matéria, quando prevaricaram? Tu deves saber que esses espíritos não tinham então forma, e que eram suscetíveis de qualquer comunicação de matéria. Não é, à forma desses espíritos perversos que deves atribuir essa fraqueza que os revestem se reduzidos com formas corporais. Como, além disso, essa espécie de fraqueza não atinge os teus poder, pois esses primeiros prevaricadores não eram suscetíveis de qualquer comunicação de intelecto bom ou mau, não a havendo então, e esses primeiros espíritos não tinham perfeitamente em torno estavam ao sentido da justiça. Não é, repito, da influência da fraqueza corporal, nem da influência do intelecto bom ou mau, que provém a prevaricação dos primeiros espíritos; foram à própria liberdade e à vontade deles que os levaram a conceber a crime atroz pelo qual se acham em privação divina espiritual. Não me digas que não podes compreender como se operam todas as coisas da ação espiritual. Não temos olhos para ler, e nem ouvidos para escutar, e seria próprio dos animais irracionais, a não de um ser que tu te comunicas a semelhança e a aparência das virtudes e dos poderes da Divindade. Tu não podes duvidar de tens em ti todas estas coisas, tens tudo o que vês ali que estás aqui para a glória do Criador é para a vantagem das tuas criaturas menores e dado pelo Criador unicamente nos poderes destes menores menores, e não dos de todos os outros seres. Sim, Israel, o Criador sente mais satisfação pelas ações e operações boas Seu menor em privação, que pelos puros espíritos apenas têm a faculdade de conhecer o relator de operar o ato que se opera entre ti e o Criador. Assim os menores possuem virtudes muito e potências superiores às de outros espíritos. O Criador, me dirás, não podia fazer operar de mesma coisas que de espíritos puros como o menor, sem o ter sujeitado à imensidão divina, denário, setenário, ou ternário? Mas para que não fizesse suprendido por ter sido dada preferência ao menor, a este respeito, sobre todas as outras classes de espíritos, recorda-te que, recebeu lavrada à mancha escandalosa que os espíritos puros receberam da prevaricação dos espíritos perversos, e santificados pela bondade infinita e pela potência do Criador os espíritos assim manchados, isso não pôs os espíritos espíritos ao abrigo do temporal, o que os encontravam assim sujeitos, o Criador deu a preferência ao seu menor, como a um ser perfeitamente puro e sem mancha, tendo a sua emanação dele potência e prevaricação dos espíritos perversos. Não te admires se te digo que os habitantes do mundo divino não ressentem ainda da primeira prevaricação, e se ressentirão até o fim dos tempos, quando o Criador deixará de participar do temporal, que não é o seu verdadeiro modo e para o qual não foram emanados.
Sim, Israel, digo-te na verdade que com este mundo divino é como com os habitantes espirituais do mundo geral terrestre; assim como estes pagam tributo à justiça do Eterno pela prevaricação do primeiro menor cometida no centro do universo temporal, também os habitantes do mundo divino pagam tributo à justiça do Criador para expiação de um dos primeiros espíritos. Eu te direi a partir verdade no tocante aos diferentes tributos que essas diferentes classes de seres espirituais pagam ao pagador da prevaricação da imensidão divina deste seu prevaricação é que todos os espíritos que o Criador emanou da imensidão divina no mesmo tísalo. Para te convenceres, observa a emancipação do menor neste mundo: é certo que, ao vir à da única dessa imensidão se a tê é prefeita e por nenhum escândalo espiritual manchará. Assim, ele era o único desta imensidão a ter a potência quaternária, e a sua ação era muito diferente das três outras classes de espíritos da imensidão supraceleste; e menor está numa privação e num sofrimento bem mais considerável, ainda que a este do prevaricação do primeiro homem é infinitamente mais forte que a dos demônios. Assim, os menores estão tornados ao temporal; o homem percorre as diferentes imensidões num pensamento, mas os espíritos podem percorrer realmente em natureza a extensão infinita da imensidão divina.
No entanto, apesar desta diferença de sujeição em que se acham estas duas classes de espíritos, a palavra de homem dá-lhe a superioridade sobre todos os habitantes do mundo divino; ele é mais forte e mais potente que a deles, e a extensão que lhe é ultrapassa a que percorrem os espíritos divinos.
Tal é, Israel, o estado atual dos espíritos divinos e dos menores; este estado de sujeição a que estão reduzidos os espíritos divinos e os menores não é nada em comparação com a privação horrível a que os espíritos perversos estão condenados. O Criador fez de tal modo força de lei contra eles, que ele infinitamente mais atormentados e molestados que todos os outros espíritos. O sujeição é severo serem sujeitos a operar o mal, condenados pelo decreto do Eterno a viver por uma eternidade temporal nas suas iniquidades sem poder alterar as suas ações mais e contrárias à ação divina. Foi isto que o Criador quis dar a entender, quando pronunciou pelos seus deputados que os prevaricadores seriam punidos pelos seus próprios crimes. O menor, pelo contrário, embora na sujeição, tem no entanto a sua liberdade de operar o bem ou o mal, e mudar o mal em bem. Eis porque não há comparação possível entre a sua privação e a a que sofrem os espíritos perversos que não têm senão poder para operar o mal.
Tendo Moisés acabado de dar ao povo estas grandes instruções, subiu de novo ao monte Sinai, de onde trouxe as segundas tábuas da lei. Ele recebeu também na montanha a ordem do Criador para a construção de um tabernáculo no qual seriam dispostas essas novas tábuas, e, tendo ele executado com o auxílio de Bethzaleel tudo o que o Criador lhe havia prescrito a esse respeito, dirigiu novamente a palavra ao povo, dando-lhe instruções acerca da forma e das proporções do tabernáculo:
“Escuta, Israel, e que tenho para te dizer sobre as diferentes proporções que observei na construção do tabernáculo de potência espiritual divina, e sobre as profundas relações que ele tem com tudo o que existe. O tabernáculo, na sua perfeição, faz quatro espécies de alusões espirituais: a 1ª ao mundo supraceleste, a 2ª ao mundo celeste, a 3ª ao corpo do homem, a 4ª ao mundo ou círculo universal”.
Tu reconhecerás a primeira observando o interior e a verdadeira figura do supraceleste. É nesse santo lugar que vou operar uma parte da ação dos habitantes do supraceleste em mistura da ação com nenhum outro espírito; assim, quando devo receber comunicação direta da vontade divina, o Criador sujeitou-me a entrar nesse santo lugar pela porta da Oriente, e por entre todas as vezes que tenho a pedir qualquer coisa a favor do Israel, recebo mais recato e o meu trabalho são infinitamente mais consideráveis para esse gênero de operações que para todos os outros que poderia fazer a favor com contra o tantágem de Israel, porquanto neste, conforme disse, recebo comunicação direta do Eterno e dos espíritos puros do supraceleste.
A segunda alusão, ou figura celeste, é figurada pelas quatro portas do tabernáculo, que representam as quatro regiões supracelestes. Destas quatro portas, uma está virada para o oriente, outra para o ocidente, outra para o sul, outra para o norte; elas são as verdadeiras figuras das quatro potências espirituais que o Criador alvo do seu menor, e pelas quais este pode receber às quatro classes de espíritos regionários e a tudo o que delas depende. Por isso, segundo o homem ou da forma corporal de matéria não se afastar nunca da espécie de limites que lhe foram prescritos, e, pelo contrário, a forma corporal da manifestação da glória e da justiça divina. Mas já não é mesmo com os habitantes espirituais da parte celeste; como eles ocupam regiões e formas extremamente, sou obrigado, ao dirigir-me a eles, advertir o límite onde eles se contêm. É a verdadeira relação do tabernáculo
o mundo celeste e o mundo supraceleste, cujos habitantes vêm cada um operar com distinção e sem confusão na presença daquele que detém a potência e a ação sobre eles por ordem do Criador.
A terceira relação é a que se tabernáculo mantém com o mundo particular, ou pequeno mundo, que não é outro senão o corpo do homem. Sim, Israel, esse tabernáculo que mandei construir por Bethzaleel na tua presença, é no qual encerrei a lei divina que na Sua presença, é o que cada encerrei a lei divina sobre a Sua presença, é o homem ou da forma corporal de matéria semelhança do corpo do homem ou da forma corporal de matéria aparente, na qual se encerra o menor ou a alma espiritual divina. Assim como os habitantes do supraceleste, do celeste e do círculo universal operam cada um com particular no tremendo tabernáculo, também todos esses diferentes seres espirituais trabalham e operam no corpo do menor com o menor que aí se encerra.
Em quanto lugar, esse tabernáculo faz verdadeiramente alusão ao círculo universal, dois que todo ser espiritual Inferior, maior e menor realiza verdadeiras as mesmas ações de operação que na imensidão universal. Sim, Israel, este tabernáculo, construído pela faculdade do homem, revela a faculdade e a potência das espíritos que cooperaram na manutenção do universal, daqueles que cooperaram na sua formação dispondo a matéria-prima, de mesma sairam todas as formas, a criar a impulsão que lhe deram os espíritos inferiores, de acordo com as ordens que sairam todas as formas; não é o próprio: não é verdade que, quando deus há montanha, não trazia comigo nenhuma matéria própria a convenente para a construção deste tremendo tabernáculo no qual deviam ser encerradas as leis divinas que o Criador se dignou confiar ao seu servidor Moisés? Mas não fui encarregado dessa construção. Fui simplesmente o curador do Criador para transmitir a Bethzaleel ordem da Divindade, e, em seguindo Israel, que ele devia dar ao tabernáculo espiritual. Esta, não lhe vinte sequer pôr a mão neste edifício, ficando essa faculdade reservada para Bethzaleel e seus dois outros menores associados. Eu sabes ainda que em dado a Bethzaleel a ordem da Divindade fornecendo-lhe conforme à vontade e ao projeto do Criador, era como te tracaça para tu tudo o que se passou quando da formação do universo.
Tal como comunicqui as ordens do Criador para a construção do tabernáculo, e a Criador comunicou diretamente aos espíritos inferiores a lei de criação das essências divinas materiais; tal como tê o plano da sua obra, também os espíritos superiores receberam, ao menor com um deputado superior, a imagem da forma aparente que devia tomar o universo; tal como, enfim, Bethzaleel, tendo recebido a ordem de construir o tabernáculo, assim como o plano que o devia ordenar, encontrou sem esforço todos os materiais necessários para a construção do tabernáculo, também os espíritos inferiores tendo recebido a ordem do Criador para a construção do universo, assim como a imagem da forma aparente que ele devia ter, produziram por si próprios as suas faculdades fundamentais de todos os corpos com que formam o tempo universal. Foi nessa operação o tipo do Criador e o do menor maior, e Bethzaleel foi de espírito inferior que tem no seu poder a construção das forma de tê e Bethzaleel deu espírito inferior é o verdadeiro tipo dos espíritos menores que contribuem para a conservação e o sustento do universo; este tabernáculo é incorruptível porque, tal como o universo, é sustentado e conservado por seres puramente espirituais. É por isso que esses templos subsistirão até o fim dos tempos. São, Israel, é igualmente incorruptível à sua forma particular, deixando-o entregue à direção e à potência desses mesmos seres espirituais sustentado puramente o tabernáculo o verdadeiro figura desses quatro mundos; sendo cada um dos quatro associados, fazem uma alusão particular ao número ternário que constitui a faculdade potente dos espíritos inferiores produtores das três essências espirituais que provieram todas das formas corporais.
Tais são, Israel, as figuras importantes que pude descobrir em tudo o que diz respeito ao tabernáculo que foi construído diante dos teus olhos. Em todas as coisas não me esqueças que esse tabernáculo é, como te disse, a imagem do corpo do menor. Vê com efeito o tabernáculo é menor
contém em si quatro portas que são figuradas no tabernáculo de Bethzaleel, e como há uma relação perfeita entre umas e outras. A porta do Oriente do tabernáculo de Bethzaleel, por onde entro para invocar os habitantes do supraceleste, representa o coração do homem; é pelo coração que o menor recebe as máximas satisfações assim como os máximos favores que o Criador lhe envia diretamente pelos habitantes do supraceleste. A porta do Ocidente do tabernáculo de Bethzaleel relaciona-se com a segunda porta do corpo do menor, que é o olho. A porta do Meio-Dia faz alusão à orelha; mas, apesar das relações que se acham entre as quatro portas destes dos diferentes tabernáculos, não creias que elas sejam iguais nas suas virtudes e em propriedades. Não, Israel, o tabernáculo de Bethzaleel não passa de um simples depositório nada de em si destinado ao tabernáculo do menor; fui no tabernáculo do menor que o Criador depositou toda a Sua afeição. Não creias também, Israel, que o tabernáculo de Bethzaleel faça alguma alusão de Adão, nosso primeiro pai, quando se encontrava em estado de glória. Sabes que Adão, nesse estado, era ser puramente espiritual, e não estava sujeito a nenhuma forma de matéria, porque nenhum espírito pode ser encerrado num corpo de matéria, sentente os que prevaricaram. Tu sabes ainda que Adão tinha a faculdade de construir a sua forma corporal gloriosa, de a dissipar, de a mudar a seu gosto e segundo as ações que tinha de operar conforme as ordens que recebia do Criador. Assim, tal forma, não pode ser considerada como o tabernáculo da lei divina sujeita no primeiro menor; o próprio primeiro menor, puro espírito, era a verdadeiro tabernáculo da lei divina que recebera, na emanação, ou durante a emancipação. Vês pois, Israel, que é impossível que o tabernáculo de matéria grosseira, como o de Bethzaleel, fazer alusão ao tabernáculo espiritual do primeiro menor, espírito puro.
Darei instruções sobre as propriedades das quatro portas do tabernáculo do menor corporizado, as quais provarei serem superiores às do tabernáculo de Bethzaleel. A primeira dessas portas, ou porta oriental, é o coração do corpo do homem; é por esta mesma porta superior que o espírito de vida passiva entra no tabernáculo do menor para o dispor e respeitar e a superior todos os efeitos de todas as operações espirituais divinas que all devem ser realizadas conjuntamente com o menor. É por esta mesma porta que penetram no homem os mais sublimes espíritos, bons e maus tendo disposto o tabernáculo convenientemente, segundo as suas leis, o menor junta-se a eles para operar a sua vontade boa ou má, conforme a sua liberdade. Os espíritos suscetíveis de operações divinas com o menor são os que habitam desde o mundo divino até à extremidade de todos os mundos temporais. Tu vês, por aí, qual é a multidão infinita de comunicações espirituais, boas ou más, que o menor pode receber pela porta oriental do tabernáculo corporal. Sim, Israel, é no coração de menor que tudo se opera a bem ou a mal.
As três outras portas do tabernáculo do homem não são menos importantes, mas igualmente superiores às que lhes correspondem no tabernáculo de Bethzaleel. Constituem os órgãos das principais funções do menor, a saber: o olho é o órgão da convicção; a orelha, o órgão da concepção; a boca, o órgão da palavra potente do homem. Estas três últimas portas, mais a primeira, ensinam-te a distinguir as quatro diferentes operações que o menor pode efetuar, pela sua potência, sobre o mundo supraceleste, o mundo terrestre e o mundo universal. Ocorre a mesma coisa quanto ao tabernáculo de Bethzaleel, que a a verdadeira figura desses quatro mundos; sendo cada um dos mundos um tabernáculo particular, é preciso que tenham cada um as suas operações espirituais divinas particulares; é o que representam as quatro portas do tabernáculo. Se me perguntas qual é a chave dessas portas, te responderei que não há senão o espírito que abre e fecha as portas de cada uma delas, único que pode fechá-las ou abri-las para o bom ou mau do menor. Mas embora não possa o menor abrir ele mesmo essas portas, pode mandá-las abrir ou fechar quando entender. Cabe ao menor de desejo espiritual bem se o verdadeiro proprietário dessa famosa chave, e, desse modo, tornar-se depositário do bem espiritual e guardião dos espíritos prevaricadores contra a Divindade. Vês qual é a superioridade do tabernáculo do menor sobre aquele que mandei construir na tua presença. Ele foi o primeiro a ser construído e nada pode valer-se dele sem o consentimento do menor. Esse
tabernáculo, enfim, é o tipo real do mundo, porque contém na sua pequena extensão tudo o que a grande mundo contém no seu espaço imenso. O tabernáculo do menor está incomparavelmente acima dos tabernáculos particulares, porque o do homem encerra coisas, e os outros só contém em si divino, o preceito e a operação; mas além dessas três coisas o tabernáculo do menor encerra uma quarta, que é a potência espiritual divina. Eis qual é a alusão do tabernáculo de Bethzaleel a esse menor encerra de culto divino, o preceito e a operação; mas além dessas três coisas o tabernáculo do menor encerra uma quarta, que é a potência espiritual divina. Eis qual é a alusão do tabernáculo de Bethzaleel a esse menor que tudo se opera a bem ou a mal.
Israel, não te comuniquei o verdadeiro nome do mundo construtor deste tremendo tabernáculo; tu só o conheceste pelo nome temporal de Bethzaleel. Este apelido é convencional; anuncia apenas a origem reprodutiva das formas corporais e não o verdadeiro nome daquele ou de aqueles que os habitam. Devo dizer-te que esse nome de Bethzaleel, Israel, que o tabernáculo de menor pode chamar-se também tabernáculo divino, porque dele te quero dizer operando a ação do pensamento divino, operando a ação do pensamento divino, e segunda, Beth, exprime a sua ação. Dir-te-ei a este respeito que os apelidos temporais não são geralmente dados com dados pelos homens à vida de menores, desde a prevaricação divina; mas estes apelidos da maior consequência, em que vês operar pura à glória do Criador desde quando os dados intieramente com a vida ativa ou ma, alma espiritual divina.
Tal é a ideia que devo dar-te do tabernáculo da aliança que o Eterno fez com o homem, Deus da terra, assim como a que foi feita com a posteridade desse primeiro homem, após a sua primeira reconciliação. Esse homem teve, como tu vês, em si todas as potências e virtudes ligadas a operação espiritual divina. Aleph, exprime a sua ação. Dir-te-ei a este respeito que os apelidos temporais não são geralmente dados com dados pelos homens à vida de menores, desde a prevaricação divina; mas estes apelidos da maior consequência, em que vês operar pura à glória do Criador desde quando os dados intieramente com a vida ativa ou ma, alma espiritual divina.
A mudança da sua forma operou a da sua lei; a mudança da sua lei operou a das suas operações ordinárias. Não te prova isto que todas essas mudanças devem ter necessariamente levado à mudança do nome próprio que primeiro homem? Com efeito, o nome desde que tomou o nome de Adão tinha a faculdade de todos os mais espíritos, com a mesma operação divina e temporal e divina lei demoníaca.
A mudança da sua forma operou a da sua lei; a mudança da sua lei operou a das suas operações ordinárias. Não te prova isto que todas essas mudanças devem ter necessariamente levado à mudança do nome próprio do primeiro homem? Com efeito, o nome desde que tomou o nome de Adão tinha a faculdade de mudar a sua forma à sua vontade; mas, no primeiro homem-Deus após a sua prevaricação, ele perdeu virtude tão poderosa; este nome não tendo mais virtude que a temporal, foi necessário que tomasse um outro próximo ao seu ser material e temporal.
Ó povo querido do espírito, a mudança que te anuncio fora feita no nome do primeira criatura humana. Observa aquela que se fez no nome da primeira criatura humana. Observa que se mudaram nas suas operações, tu suces a temporal, embora tivessem origem nas suas operações temporais.
convenção do primeiro homem, mas foi-lhe sugerido no seu pensamento pelo espírito, tal como compreenderás pelo que segue.
A circuncisão ou a efusão do sangue de Abraão era um verdadeiro tipo da purificação da matéria corporal. Essa efusão de sangue servia ainda para purificar a vida passiva e dispô-la a reter a impressão das diferentes operações espirituais divinas que o Criador ordenara de novo ao Seu Servidor Abraão, a fim de o desviar do falso culto que ele operava em prejuízo do da Divindade. Não há dúvida que, por esta operação toda espiritual, a vida passiva no menor é foi inteiramente ligado inteiramente com a vida ativa ou alma espiritual ativa.
No entanto, apesar desta razão, a alma passiva e a alma ativa tinham sempre cada uma o seu número particular que as distinguia perfeitamente em todas as suas virtudes e potências temporais; prova-o a diferença do seu número. A alma passiva possui apenas o número imperfeito ternário 3, e a alma ativa possui o número quaternário 4, o que basta para demonstrar a sua diferença e a sua distinção particulares. Em seguida, para te fazer compreender que essas duas vidas, inferior e menor, passiva e ativa, provêm do puro espírito e que a sua ligação é tirada divina. Observa ainda, que, depois de Noé, encontras nos patriarcas algum nome original material, quer nessa posteridade de Noé, quer na de Ismael, quer ainda na de Heber, é isto que te mostra que a mudança do nome espiritual, na vez e no lugar do nome original do homem, vem de Deus.
O nome espiritual dado à alma anuncia-te e faz-te ainda entender a junção de seu ser distinto e espiritual, ou de um espírito particular separado que o Criador sujeitou à virtude potente do espírito menor quaternário, como ele ensina que se uniu ao seu primeiro homem-Deus após a sua reconciliação. É ainda por esta junção que o Eterno Deus de Israel faz conceber a toda a sua criatura o preceito de que se devar até ao próximo como a si mesmo. Essa ligação, essa amizade, essa inteligência deve ser entendida de espírito a espírito, e não de matéria temporal ao espírito. Eis o verdadeiro próximo a quem deves querer e amar como a ti mesmo.
Digo-te um verdade, Israel, que esta operação de eleição ou de nome espiritual, dado à alma ou ao menor, se perpetuará, pelo Eterno, nos povos idólatras mais em privação do conhecimento do verdadeiro culto da Divindade, o que é claramente manifesto hoje em dia pela igreja cristã pelo sacramento do batismo em que o nome espiritual completamente diferente daquele que tem origem material temporal.
Depois de te ter explicado, Israel, a origem do nome espiritual, desejarias talvez que te disse a origem do nome material. Digo-te em verdade que esse nome significa: ser admitido ao verdadeiro culto divino ou executar perfeita da manifestação da glória e da justiça divinas. Assim a posteridade de Seth foi chamada: filhos de Deus e não filhos dos homens. Este título de filhos dos homens foi igualmente dado à posteridade de Caim, engendrada pela operação dos demônios, porque a sua origem corporal primeira provém da única faculdade de operação do primeiro homem, que se sujeito da sua prevaricação. Se quiseres saber ainda do nim porque foi que o homem construtor da tremenda tabernáculo operou todas as suas obras temporais sob um nome original, te direi que o nome original de Bethzaleel ficou assim para este homem dar a entender a toda a posteridade de Adão a ligação íntima do espírito com a matéria íntima, sem todavia admitir a confusão entre ambos.
Isto explica-te a forma corporal do tabernáculo que esse grande obreiro construiu segundo o plano formado na sua imaginação para o habitáculo do espírito de santificação, do espírito de conciliação, do espírito de conservação e do espírito todo-poderoso, protetor e defensor dos filhos de Israel. Sim, Israel, o que te digo no tocante aos habitantes do tabernáculo, deve fazer-te conhecer que o espírito menor que habita no seu tabernáculo corporal não está mais confundido na matéria do que hão de estar os espíritos de que tu falei confundidos na matéria de tabernáculo espiritual que Bethzaleel construiu para a maior glória do Eterno e para a satisfação de Israel. É o que te mostra claramente que o tabernáculo de Bethzaleel é um verdadeiro tipo do tabernáculo do homem-Deus na Terra.
Tudo o que te disse, Israel, da grande manifestação da glória e da justiça que o Criador operou em teu favor contra os de ele e os teus inimigos, te ensina ainda seriam tua prevaricação e a tua punição espiritual animal se, depois deste exemplo, fosses contra tudo o que disse e ensinei segundo Ele. Se o teu coração ficasse empedernido contra o Eterno e contra os Seus eleitos, sucederia que a tua enumeração espiritual seria subdividida até ao infinito e se quedaria sem qualquer apoio: a tua memória esfumar-se-ia, a tua virtude e a tua potência esmoreciam e a tua face esvaecia-se até prontamente como a luz dissipa as trevas. Digo-te em verdade, Israel, de coração contrito e magoado, que vejo com dor chegado o tempo. Então, os antigos adoradores do Eterno já não viverão contigo, todas as tuas exclamações, invocações ou operações serão vãs e estéreis, e te ocasionará grandes padecimentos. Mas essa dor espiritual será bem menor ainda, quando vires o culto do Senhor passar às outras nações para teu prejuízo e vergonha. Digo-te em verdade que será tão só em virtude desse culto que as diferentes nações te manterão sujeito e submeterão todas as tuas obras, ações e operações à sua vontade, e te tornarás súbdito e tributário deles. Mas, seja como for, Israel, não desesperes nunca da misericórdia do Eterno; recorda sempre que foste o vivente imenso da manifestação primeira da glória e da justiça divinas; que foi em ti que toda a coisa espiritual veio ao mundo, e que há de chegar o dia em que essa abundância de glória e de justiça divinas, herdeira da obra do Eterno, será reposta na sua viverão estado de esplendor, reintegrada com magnificência na sua capital. Quando te achares disposto por todas as nações, recordarás essa desgraça espiritual e o verdadeiro confuso dos eventos futuros que sobrevirão aos sucessores espirituais temporais que tiverem provado um instante de doce satisfação da operação deste mesmo culto, se não forem mais exatos do que tu, Israel, no conservar tão muito cuidadosamente essa soberba herança, sem mancha nem pecado da sua parte, serão ainda lamentar e tuns punidos do que outras nações. Então esses seres impuros, e na nação herança há de ser-lhes usurpada por outras nações. O Criador há de considerá-los como seres impuros e tratados como o instrumento da figura da justiça, que ela rejeita por uma eternidade após te ser servido de Israel. Josué, servidor do Altíssimo, será o herdeiro do grande culto divino, e a consequência da ordem que me foi dada, ele deve receber de mim as virtudes e as potências necessárias para operar a manifestação da glória e da justiça divinas.
Mas, Israel, não é esta transição um novo indício de que a herança da terra prometida não ficará sempre contigo? Sim, este exemplo deve ensinar-te por tua tenra memorial que o verdadeiro culto do Eterno será juntamente transmitido, em tua prejuízo, às nações estrangeiras, e que apenas a tua memória ficará tão fortemente obscurecida que não te lembrarás mais nem do nome do Eterno, nem deste culto, nem deste primeiro animal espiritual, à tua dispersão será completa e servirá de exemplo a toda a terra, entrarás uma segunda vez em escravidão e servidão na terra dos Egípcios, de onde só voltarás a sair no fim dos tempos. Há de então operar-se a manifestação da glória e da justiça do Altíssimo Saul como herança da partida tinha o feito perceber a Israel, descobre-te os culpados números mais reconciliáveis. Convém que saibas no entanto que estes derradeiros tempos haverá grande confusão nas tribos de Israel, a desolação que haverá entre elas há de levá-las a separarem-se umas das outras; o número superior retirar-se-á muito longe do número inferior, que será subdividido ainda da sua primeira herança, para ser um exemplo notável da justiça que o Eterno manifestou contra os filhos de Israel, e a sua terra permanecerá inculta e cestil. Tu sabes, Israel, que o número setenário e um número espiritual temporal, mas o número quinário é um número espiritual divino susceptível de confusão
e de malversação espirituais divinas; é esse número setenário das tribos que se destacará do número inferior quinário e será relegado para um lugar deste universo aparente que os mortais ordinários não poderão descobrir. Já esses povos justos acabarão de aplastar a terra, sendo então o seu lugar universo aparente que os mortais ordinários não poderão descobrir. A arca da aliança de Israel com o Senhor acompanhará também esse número setenário juntamente com todas as virtudes e potências espirituais que este número setenário insuflará nas tribos numerosas dispersas até ao seu Senhor. As outras tribos degenerarão em seres das trevas.
Mais te digo que, quando tiveres sofrido os efeitos da justiça divina e tiveres perdido os teus principais chefes condutores espirituais, farás todos os esforços para encontrar outros; mas não encontrarás senão eleitos ordinários, que serão simples condutores temporais e até mais materiais que espirituais. Eles hão de conduzir-te ao caminho tenebroso e horrível de onde te retirou e hão de deixar-te gemer à sombra do teu cativeiro. Considera e treme, Israel, por todos os males que te hão de encontrar nesta vida temporal, posto que te entregaste a tantas iniquidades contra o teu Deus.
A parte que dei a Josué e a sua descendência espiritual, herdeira da obra do Eterno, será reposta nas suas mãos como segunda parte de Israel; mas, posto que tu prevaricaste, este será o privilégio de operar a operação dos espíritos impuros.
Por tudo o que observação vós podeis conceber o fato e a revolução que sucederão ao universo inteiro quando aquele que o vivifica deve te separar. Pois, à imagem dos corpos particulares, esta matéria permanecerá errante e na ruação até ter sido inteiramente dissipada. Tal é a lei que dará fim a todas as coisas temporais. Devo agora convencer-vos de que a matéria-prima foi tão-só concebida pelo espírito bom para conter e sujeitar o espírito mau num estado de privação, e que verdadeiramente esta matéria-prima, concebida e gerada pelo espírito e dele emanada, apenas fora engendrada para estar à disposição dos demónios. Quando isto se fez, recordai a aparição que o chefe dos demónios fez na presença de Cristo, homem-Deus da terra. Este ser perverso não lhe teria aparecido sob uma forma humana e não o teria atacado, se o homem-Deus não estivesse revestido de um corpo de matéria, e se tivesse servido da forma gloriosa nele inata; é que então a contração espiritual demoníaco, não puderá dar-se, pois o objetivo para o privilégio de matéria operação dos espíritos impuros.
Perguntais-me se o chefe dos demónios, aparecendo ao homem divino, tinha o projeto de seduzir ou de corromper simplesmente o seu corpo da matéria ou também o seu espírito? Eu responderei que o seu objetivo era a sedução de um e de outro. Que de garantia primeiramente, pela sua inteligência demoníaca, corromper a forma corporal de matéria desse ser divino e torná-la assim susceptível de reter impressões de todas as ações falsas que se propunha fazer-lhe comunicar por meio das operações que dera ao espírito ligado a essa forma corporal. Em segundo lugar, desejava ainda mais ardentemente seduzir o ser espiritual que habitava nesse corpo, não concebendo nada mais glorioso que essa conquista, posto que, ao mesmo tempo que se opunha às ordens e à vontade do Criador, ele conhecia que as obras e as operações consideráveis que o homem divino teria feito para glória desse tentador teriam arrastado uma infinidade de seres menores ou de almas para a potência da justiça demoníaca.
Mas, nem o espírito menor no corpo desse ser Regenerador sucumbiu ao ardis do demónio; pelo contrário, forçou com todas as suas virtudes a voltar para o seu lugar de sujeição e de privação divina. Tudo nesse ser divino estava isento de pecado e de prevaricação. Era óbvio que o chefe dos demónios não pudesse afastar-se da sua presença sem executar as ordens que lhe havia dado. Nessa época vergonhosa, o demónio entendeu que seria ainda mais humilhado e sujeito ao homem-Deus e divino deste universo, pois a firmeza e a pureza desse ser surpreitam qualquer exemplo ou ação escandalosa; nenhum hábito ou impressão diabólica se fixou na retina dos homens ordinários; e, assim, a par e a calma permaneceram no espírito-tesso homem divino. Isto pode fazer-vos conceber que a maior parte de ação, da conduta e da operação dos homens de matéria provém apenas dos diferentes exemplos e dos diferentes hábitos que eles contraem, e que se tornam para eles um segundo princípio de natureza, no curso da sua vida ordinária, tanto para bem como para mal. As operações e hábitos escandalosos pervertem o homem, ao passo que as boas ações lhe trazem excelentes hábitos que produzem um maravilhoso efeito espiritual, tanto para aquele que os recebe como para aquele que os dá.
Voltando ao caso de Moisés passar a Israel, que não encontraria mais chefes espirituais condutores que esse abandonara, mas só chefes condutores temporais materiais, e não espirituais, parece ser o que lhe sucedeu. Com efeito, tendo este povo dado à sua confiança a um mortal ordinário como Saul, que foi o eleito pelos Hebreus nos dos filhos de Israel, é certo que não teria sido o eleito dos homens, não sendo filho por Criador ou pelos seus deputados, era mais material que espiritual, como prova tudo o que aconteceu a este povo sob a condução de Saul. A triste sorte que sofreu o próprio Saul deve ajudar-nos a compreender a diferença que há entre a eleição divina e a eleição convencional dos homens: esta é perniciosa, aquela invencível e sem perigos. Saul escolhera a sua morada na tribo de Benjamim; dera-lhe toda a sua confiança e participava-lhe tudo o que operava a favor de Israel. Todavia a preferência que dava a essa tribo sobre todas as outras não lhe seria verificado, na eleição tivesse vindo do Criador e não dos homens, porque então da teria
das tribos errantes, fica na Terra, em privação de toda a atividade espiritual até à sua perfeita reintegração.
Por esta observação vós podeis conceber o fato e a revolução que sucederão ao universo inteiro quando aquele que o vivifica deve te separar. Pois, à imagem dos corpos particulares, esta matéria permanecerá errante e na ruação até ter sido inteiramente dissipada. Tal é a lei que dará fim a todas as coisas temporais. Devo agora convencer-vos de que a matéria-prima foi tão-só concebida pelo espírito bom para conter e sujeitar o espírito mau num estado de privação, e que verdadeiramente esta matéria-prima, concebida e gerada pelo espírito e dele emanada, apenas fora engendrada para estar à disposição dos demónios. Quando isto se fez, recordai a aparição que o chefe dos demónios fez na presença de Cristo, homem-Deus da terra. Este ser perverso não lhe teria aparecido sob uma forma humana e não o teria atacado, se o homem-Deus não estivesse revestido de um corpo de matéria, e se tivesse servido da forma gloriosa nele inata; é que então a contração espiritual demoníaco não puderá dar-se, pois o objetivo para o privilégio de matéria operação dos espíritos impuros.
Perguntais-me se o chefe dos demónios, aparecendo ao homem divino, tinha o projeto de seduzir ou de corromper simplesmente o seu corpo da matéria ou também o seu espírito? Eu responderei que o seu objetivo era a sedução de um e de outro. Que de garantia primeiramente, pela sua inteligência demoníaca, corromper a forma corporal de matéria desse ser divino e torná-la assim susceptível de reter impressões de todas as ações falsas que se propunha fazer-lhe comunicar por meio das operações que dera ao espírito ligado a essa forma corporal. Em segundo lugar, desejava ainda mais ardentemente seduzir o ser espiritual que habitava nesse corpo, não concebendo nada mais glorioso que essa conquista, posto que, ao mesmo tempo que se opunha às ordens e à vontade do Criador, ele conhecia que as obras e as operações consideráveis que o homem divino teria feito para glória desse tentador teriam arrastado uma infinidade de seres menores ou de almas para a potência da justiça demoníaca.
Mas, nem o espírito menor no corpo desse ser Regenerador sucumbiu ao ardis do demónio; pelo contrário, forçou com todas as suas virtudes a voltar para o seu lugar de sujeição e de privação divina. Tudo nesse ser divino estava isento de pecado e de prevaricação. Era óbvio que o chefe dos demónios não pudesse afastar-se da sua presença sem executar as ordens que lhe havia dado. Nessa época vergonhosa, o demónio entendeu que seria ainda mais humilhado e sujeito ao homem-Deus e divino deste universo, pois a firmeza e a pureza desse ser surpreitam qualquer exemplo ou ação escandalosa; nenhum hábito ou impressão diabólica se fixou na retina dos homens ordinários; e, assim, a par e a calma permaneceram no espírito-tesso homem divino. Isto pode fazer-vos conceber que a maior parte de ação, da conduta e da operação dos homens de matéria provém apenas dos diferentes exemplos e dos diferentes hábitos que eles contraem, e que se tornam para eles um segundo princípio de natureza, no curso da sua vida ordinária, tanto para bem como para mal. As operações e hábitos escandalosos pervertem o homem, ao passo que as boas ações lhe trazem excelentes hábitos que produzem um maravilhoso efeito espiritual, tanto para aquele que os recebe como para aquele que os dá.
Voltando ao caso de Moisés passar a Israel, que não encontraria mais chefes espirituais condutores que esse abandonara, mas só chefes condutores temporais materiais, e não espirituais, parece ser o que lhe sucedeu. Com efeito, tendo este povo dado à sua confiança a um mortal ordinário como Saul, que foi o eleito pelos Hebreus nos dos filhos de Israel, é certo que não teria sido o eleito dos homens, não sendo filho por Criador ou pelos seus deputados, era mais material que espiritual, como prova tudo o que aconteceu a este povo sob a condução de Saul. A triste sorte que sofreu o próprio Saul deve ajudar-nos a compreender a diferença que há entre a eleição divina e a eleição convencional dos homens: esta é perniciosa, aquela invencível e sem perigos. Saul escolhera a sua morada na tribo de Benjamim; dera-lhe toda a sua confiança e participava-lhe tudo o que operava a favor de Israel. Todavia a preferência que dava a essa tribo sobre todas as outras não lhe seria verificado, na eleição tivesse vindo do Criador e não dos homens, porque então da teria
aprendido do próprio espírito que o eleito adorado do Altíssimo não faz nenhuma diferença, e considera igualmente todos os justos espirituais; e isso tê-lo-ia impedido de fazer uma tal distinção entre a tribo de Benjamim e todas as outras, só vendo a ela como único apoio e guia.
Além do mais, se esta eleição, como já disse, tivesse sido feita pelo Eterno, Saul teria compreendido a interpretação espiritual do nome de Benjamim, que quer dizer filho ou nascido da minha dor. Ele teria visto que essa tribo estava manchada há muito tempo por um orgulho e uma avidez criminais, o que teria feito justiça a si próprio. Mas em lugar de ligar intimamente com ela, rejeitasse os conselhos ímplos que ela lhe dava e que lhe foram tão funestos que lhe ocasionaram a triste posteridade, um exemplo horrível e imemorial aos olhos dos mortais.
Desejais saber qual é o género de prevaricação de Saul, primeiro rei temporal de Israel. Eu vou explicar-vos tão claramente quanto a verdade da sabedoria me dita. A prevaricação de rei consiste em ter feito perecer miseravelmente um grande número de Gabaonitas a rei foi dirigido toda a sua força e todo o seu ódio contra os seus infortunados desse povo reconciliado com o Eterno e absolvido por Josué, em seguida à sua jura de fidelidade ao culto da Divindade. A cupidez da tribo de Benjamim levou-a a instigar Saul a destruir esse povo nas infelizes Gabaonitas, com o fim de se apoderar dos seus despojos, quando o exército de Israel se tivesse desbaratado. Assim, esta tribo, embora fosse o último e seu lugar, marchava à cabeça de todas as outras. O rei tinha assim ordenado, porque ele via essa tribo como o principal fundamento da sua potência, e apoiava-se tanto na sua força como nos seus conselhos.
No entanto, sendo certo que o homem, mesmo nos seus maiores excessos, tem, à espaços, à espaços, à insinuação dos bons pensamentos que lhe são sugeridos pelo espírito bom para o tirar do erro, sucedeu a Saul um instante de dúvida sobre a validade da sua tribo querida, o que Israel entendeu pela conduta que adotou o rei; após algumas reflexões, decidiu na consulta de feiticeiros, concebeu o plano de consultar Pitonisa, isenta do Eterno, embora mulher, é certo, no entanto o óbvio-lhe ordem de vir à casa dele para o restituir do sucesso de seus projetos que formara contra os Gabaonitas e sucedeu a Saul que era um tipo de bem espiritual, recusou ir a casa de rei, porque sabia que não estaria em segurança e que o rei queria mata-la por essa Pitonisa descobrisse o seu negro emoço, e provocasse contra essa mesma tribo os flagelos da justiça. Tendo os deputados de Saul chegado em resposta da Pitonisa, deu ordem de a prender e de trazê-la à força, mas, como ela era invisível das aos olhos das de rei e da tribo de Benjamim, previu o efeito retirando-se para uma afastada de uma légua da cidade de Galboé. Os deputados, não a tendo encontrado, foram dar conta da sua evasão a Saul, que ficou vivamente atormentado. Mas, após alguma reflexão, mandou procurá-la sem mais a vigilância por outras pessoas diferentes das primeiras, prometendo-lhe, à fé de rei, que não lhe faria qualquer mal e que essa pessoa, nem aos seus bens. Um destes últimos deputados, dotado da sabedoria divina, logo foi instruído da nova morada da Pitonisa, a quem deu parte de Saul fazia de vantajoso para a Pitonisa respondeu-lhe ao deputado: “Que a vontade do Senhor-rei, teu soberano, se faça segundo a do Eterno. Diz ao teu rei que se dirija ao meu novo asilo. Lá, satisfarei os seus desejos”. O deputado deu conta ao rei desta proposição da Pitonisa, chefes da tribo de Benjamim. Estes concebem assim que os arrás que tinham tramado contra a excelente virtude da Pitonisa seriam sem sucesso, e que pelo contrário tais arrás poderiam tornar-se vítimas das suas calúnias e patifarias. O que efetivamente sucederia, pois o sucesso, vimenda-se na calúnia contra o caluniador, de onde a verdade saiu mais forte e mais inquebrantável.
Transportado Saul à casa da Pitonisa, ela disse-lhe: “Senhor, que desejas aprender do Eterno, e que queres que te ensine?” O rei respondeu-lhe: “Garantem-me que tu és adivinha, diz-me então se eu hei-de ganhar a batalha que livro travar com os Filisteus e os Gabaonitas que se aliaram contra Israel”. Diz-mes essas nações serão entregues à minha justiça”. “Senhor, disse a Pitonisa, permite à tua
serva que te fale um momento antes de responder ao que pedes; digo em verdade que é pelo povo que tu és eleito rei de Israel e não pelos Deus vivo. Assim, não admira que estejas sem cessar na dúvida e no receio do sucesso das tuas operações de mortais. Os antigos condutores ordinários não pediram esse pertencido de matéria, como certos chefes pelo Deus eleitos de Israel. Eu sei que tu és eleito pelos Hebreus, porque eleitos os filhos de Israel, mas não és eleito pelo Senhor. Eu vou prevenir-te que serias mal protetor de Israel, ti potências divinas conhecer, recordar-te-iam ainda. Considera os teus chefes ordinários eleitos pelo Deus condutores. Eles serão como tu nos intelectos do demónio.
Mais te digo que, quando tiveres sofrido os efeitos da justiça divina e tiveres perdido os teus principais chefes condutores espirituais, farás todos os esforços para encontrar outros; mas não encontrarás senão eleitos ordinários, simples condutores temporais e até mais materiais que espirituais. Eles hão de conduzir-te ao caminho tenebroso e horrível de onde te retirei e hão de deixar-te gemer à sombra do teu cativeiro. Considera e treme, Israel, por todos os males que te hão de encontrar nesta vida temporal, posto que te entregaste a tantas iniquidades contra o teu Deus, conheço a tua eleição, e os teus diferentes chefes da tribo de Benjamim e as outras tribos, esfumarão como tu nos intelectos do demónio.
Mais te digo que, quando tiveres sofrido os efeitos da justiça divina e tiveres perdido os teus principais chefes condutores espirituais, farás todos os esforços para encontrar outros; mas não encontrarás senão eleitos ordinários, que serão simples condutores temporais e até mais materiais que espirituais. Eles hão de conduzir-te ao caminho tenebroso e horrível de onde te retirei e hão de deixar-te gemer à sombra do teu cativeiro. Considera e treme, Israel, por todos os males que te hão de encontrar nesta vida temporal, posto que te entregaste a tantas iniquidades contra o teu Deus.
A parte que dei a Josué e a sua descendência espiritual, herdeira da obra do Eterno, será reposta nas suas mãos como segunda parte de Israel; mas, posto que tu prevaricaste, este será o privilégio de operar a operação dos espíritos impuros.
Por tudo o que observação vós podeis conceber o fato e a revolução que sucederão ao universo inteiro quando aquele que o vivifica deve te separar. Pois, à imagem dos corpos particulares, esta matéria permanecerá errante e na ruação até ter sido inteiramente dissipada. Tal é a lei que dará fim a todas as coisas temporais. Devo agora convencer-vos de que a matéria-prima foi tão-só concebida pelo espírito bom para conter e sujeitar o espírito mau num estado de privação, e que verdadeiramente esta matéria-prima, concebida e gerada pelo espírito e dele emanada, apenas fora engendrada para estar à disposição dos demónios.
serva que te fale um momento antes de responder ao que pedes; digo em verdade que é pelo povo que tu és eleito rei de Israel e não pelos Deus vivo. Assim, não admira que estejas sem cessar na dúvida e no receio do sucesso das tuas operações de mortais. Os antigos condutores não pediram esse pertencido de matéria, porque eleitos pelo Deus eleitos de Israel. Eu sei que tu és eleito pelos Hebreus, porque eleitos os filhos de Israel, mas não és eleito pelo Senhor. Eu vou prevenir-te que serias mal protetor de Israel, e que, como tu, as outras tribos esfumarão nos intelectos do demónio.
Mas, Israel, sabes tu por sobre as ações, sendo a tua eleição sem que terás presente a teu espírito o que te faz operar a tua dúvida no sucesso? Conhece, pois, que tu não és eleito do Eterno, mas dos homens; pois, se fosses eleito do Deus, não terias nenhuma dúvida sobre as tuas operações, porque elas seriam então um tipo da glória e da justiça divinas. As inspirações que tens, ó rei, são as inspirações do demónio, e não as do Eterno. Considera tu mesmo, ó rei, que as tuas inspirações são contrárias à glória e à justiça do Senhor.
Saul, pasmado com tudo o que a Pitonisa lhe dizia, pediu-lhe um momento de reflexão, e saiu também a Pitonisa do local destinado aos trabalhos desta. Esgotado o tempo que ele pedira, voltou na mesmo local onde a Pitonisa se lhe juntou como tinham combinado, e, como persistisse no seu primeiro projeto material, ele disse-lhe: “Após muito pensar, digo-te para adivinhares se devo travar batalha com os nossos inimigos e se eles sucumbirão à minha justiça. Evoca para o efeito o espírito do profeta Samuel, e faz que eu saiba por ele o que pretendo de ti”. A Pitonisa, indignada com o orgulho e a perseverança de rei em não fazer o mal, disse-lhe sem rodeios: “Saul, injusto de Israel, temas o Deus Eterno querendo submeter o seu fraco servidor. Sim, Senhor, sou o servidor do Deus vivo de Israel, que conheci o teu pensamento horrível contra a injustiça superior, maior, inferior e menor. Sim, vou satisfazer a tua paixão agindo invocando o espírito do sábio profeta Samuel à tua presença, mas teme pela sua vinda”. Após estas palavras, a Pitonisa invocou o Eterno e em seguida dirigiu os seus passos para a operação; mas no momento em que começava o seu trabalho, o rei disse-lhe: “Pita, Pitonisa. Sinto nascer na minha alma um tumulto que a agita; não sei de onde me vem o fogo que me rodeia e o medo que me invade. Adivinha-me lá estas coisas antes das que te pedi primeiro”. “Tudo isso vem, disse a Pitonisa, do insulto que fazes neste momento ao Criador, assim como ao seu servidor”.
Eu bem te disse que a ciência espiritual do Eterno não era a arte de um adivinho, como tu julgas. Por consequência esta pretensa arte não pode achar-se em nenhuma das suas criaturas. Só servimos no poder do Deus de Israel ser adivinho, ele seria o motor do bem e do mal; ele seria então um cruel tirano ao permitir o deixar fazer o mal pela sua criatura, para puni-la em seguida pelo uso do próprio teria podido evitar. Não, Senhor, o Deus de Israel não é assim. Eu ouso diante de ti, diante da tua corte espiritual divina e diante de toda a sua corte temporal, desafiar esse Deus todo-poderoso a penetrar e a conceber a ação e a operação assim como qualquer coisa que deva suceder a um ser espiritual menor, se esse ser não a tiver concebido primeiro de no seu pensamento.
Eu quero dizer-te que o Criador tê abertamente no mais profundo pensamento da sua criatura; mas, Senhor-rei, repito, desafio esse Deus todo-poderoso a ler em qualquer pensamento que não tenha sido concebido. Se essa coisa estivesse no Seu poder, Ele seria a verdadeiramente injusto por não suportar os funestos faros que saberia assim deverem suceder à criatura. E então seria Ele o único culpado. Mas como Ele estabeleceu em seis imutáveis tudo o que subsiste no universo, e deixou uma plena liberdade à Sua criatura, Ele não tem em Si-próprio a Sua paz e tranquilidade e Ele tem em qualquer papel nas causas segundas deste universo. Aquele que dá o nome de adivinho ao Criador ou à Sua criatura, insulta a um e a outro, peca contra o espírito e será horrivelmente punido.
Concebe, Senhor-rei, que, tendo sido necessário uma operação e um trabalho potentes para que o Eterno manifestasse tudo o que está no Seu poder e meio em Ele, pela mesma razão é necessário que esse pensamento seja concebido da Eterno; se ela é boa, Ele recebe-a; se ela é má, Ele rejeita-a; mas Ele não se opõe nunca à vontade da Sua criatura”.
Saul, ainda mais penetrado que da primeira vez pelas palavras da Pitonisa, e tendo que a firmeza desta mulher era inabalável, disse-lhe num submisso, mas profético: “Mulher do Senhor, o rei de Israel reclama o seu o teu Deus com o servidor de Samuel, para que ele me ensine o que tenho grande precisão de saber sobre a batalha que tenho em mente travar com os nossos inimigos”.
ouvir-me a conceber-me: (Essas três coisas alegóricas às três palavras: bate, bate, pede). Nada de respeito humano, nada de fraqueza material, que a tua alma será forte, se já não está sujeita ao espírito de contração divina, e ela germinará o fruto das operações e dos trabalhos que vou empreender por tua satisfação”.
Saul, pasmado com tudo o que a Pitonisa lhe dizia, pediu-lhe um momento de reflexão, e saiu também a Pitonisa do local destinado aos trabalhos desta. Esgotado o tempo que ele pedira, voltou no mesmo local onde a Pitonisa se lhe juntou como tinham combinado, e, como persistisse no seu primeiro projeto material, ele disse-lhe: “Após muito pensar, digo-te para adivinhares se devo travar batalha com os nossos inimigos e se eles sucumbirão à minha justiça. Evoca para o efeito o espírito do profeta Samuel, e faz que eu saiba por ele o que pretendo de ti”. A Pitonisa, indignada com o orgulho e a perseverança de rei em não fazer o mal, disse-lhe sem rodeios: “Saul, injusto de Israel, temas o Deus Eterno querendo submeter o seu fraco servidor. Sim, Senhor, sou o servidor do Deus vivo de Israel, que conheci o teu pensamento horrível contra a injustiça superior, maior, inferior e menor. Sim, vou satisfazer a tua paixão agindo invocando o espírito do sábio profeta Samuel à tua presença, mas teme pela sua vinda”. Após estas palavras, a Pitonisa invocou o Eterno e em seguida dirigiu os seus passos para a operação; mas no momento em que começava o seu trabalho, o rei disse-lhe: “Pita, Pitonisa. Sinto nascer na minha alma um tumulto que a agita; não sei de onde me vem o fogo que me rodeia e o medo que me invade. Adivinha-me lá estas coisas antes das que te pedi primeiro”. “Tudo isso vem, disse a Pitonisa, do insulto que fazes neste momento ao Criador, assim como ao seu servidor”.
Eu bem te disse que a ciência espiritual do Eterno não era a arte de um adivinho, como tu julgas. Por consequência esta pretensa arte não pode achar-se em nenhuma das suas criaturas. Só servimos no poder do Deus de Israel ser adivinho, ele seria o motor do bem e do mal; ele seria então um cruel tirano ao permitir o deixar fazer o mal pela sua criatura, para puni-la em seguida pelo uso do próprio teria podido evitar. Não, Senhor, o Deus de Israel não é assim. Eu ouso diante de ti, diante da tua corte espiritual divina e diante de toda a sua corte temporal, desafiar esse Deus todo-poderoso a penetrar e a conceber a ação e a operação assim como qualquer coisa que deva suceder a um ser espiritual menor, se esse ser não a tiver concebido primeiro de no seu pensamento.
Eu quero dizer-te que o Criador tê abertamente no mais profundo pensamento da sua criatura; mas, Senhor-rei, repito, desafio esse Deus todo-poderoso a ler em qualquer pensamento que não tenha sido concebido. Se essa coisa estivesse no Seu poder, Ele seria a verdadeiramente injusto por não suportar os funestos faros que saberia assim deverem suceder à criatura. E então seria Ele o único culpado. Mas como Ele estabeleceu em seis imutáveis tudo o que subsiste no universo, e deixou uma plena liberdade à Sua criatura, Ele não tem em Si-próprio a Sua paz e tranquilidade e Ele tem em qualquer papel nas causas segundas deste universo. Aquele que dá o nome de adivinho ao Criador ou à Sua criatura, insulta a um e a outro, peca contra o espírito e será horrivelmente punido.
Concebe, Senhor-rei, que, tendo sido necessário uma operação e um trabalho potentes para que o Eterno manifestasse tudo o que está no Seu poder e meio em Ele, pela mesma razão é necessário que esse pensamento seja concebido da Eterno; se ela é boa, Ele recebe-a; se ela é má, Ele rejeita-a; mas Ele não se opõe nunca à vontade da Sua criatura”.
Saul, ainda mais penetrado que da primeira vez pelas palavras da Pitonisa, e tendo que a firmeza desta mulher era inabalável, disse-lhe num submisso, mas profético: “Mulher do Senhor, o rei de Israel reclama o seu o teu Deus com o servidor de Samuel, para que ele me ensine o que tenho grande precisão de saber sobre a batalha que tenho em mente travar com os nossos inimigos”.